quarta-feira, 26 de outubro de 2011

R.I.P. Português

Em tempos de inclusão digital é muito difícil separar memes de analfabetismo.
Como saber se aquela pessoa que escreveu "não tá facio" o fez pelo meme ou por realmente acreditar que está certo?

Todos já tivemos fases de "miguxês", de "h"ao invés do acento.
Especialmente a partir da minha geração, cuja adolescência veio no boom da internet, escrever dessa forma medonha se tornou comum, tanto em um ambiente mais particular - como bilhetinhos para amigos durante a aula - quanto em público, como nos blogs (já comuns na época) e primeiras redes sociais (aproveitando, deixo aqui meu R.I.P. Orkut também!).
E nós, mineiros, que raramente falamos e escrevemos "está" e "para"? Faz parte do sotaque daqui, levado da língua falada para a escrita.

Mas na minha época, quando o assunto era sério ou quando o receptor da nossa mensagem não era um adolescente assassino da língua pátria, sabíamos escrever. Por exemplo, sabíamos (pelo menos eu sabia) usar os porquês, mesmo que o "pq" tenha pego rápido nas escritas informais.

Mas ao ler "xance" no twitter duvido muito que isso seja só uma "faze" da juventude.

Um comentário:

Keiko disse...

Se fosse apenas uma "faze" da juventude não teria pessoas de 30 anos colocando 'h' ao invés do acento ou escrevendo "vc" ou "pq". Também não teríamos adolescentes escrevendo da forma certa porque acha ridículo o uso do "internetês".