quinta-feira, 26 de maio de 2011

Orgulho... nerd?

Dizem no Twitter que ontem foi dia do orgulho nerd, e várias discussões sobre "nerds estão na moda", "você é poser, não é nerd" surgiram no caminho.
Foi realmente engraçado ver nerds da velha geração (que gostam de Star Wars desde sempre - coisa que sempre esteve na moda, afinal) defendendo seu direito sobre o nerdismo. O que é isso, meu deus? Se antes os nerds eram recriminados e hoje são populares isso deveria ser bom, certo?

Olha, já disse aqui que me descobri nerd quando conheci a Nerd, o mito. E, believe me, ninguém é mais nerd que ela (nem eu, por mais que ela goste de acreditar nisso). Porque nerd pra mim não é aquele que amou O Guia do Mochileiro das Galáxias, curte Star Wars e Star Trek, lê quadrinhos/gibis/mangás/etc ou joga RPG. Isso pra mim é tão cultura pop quanto ler Crepúsculo ou curtir Lady Gaga. Gosto é gosto, cada um tem o seu (e tem gente que tem um defeituoso), não se pode entrar nesse mérito. Fazer coisas ditas "nerds" não faz de você um deles, e não fazer nada disso não te exclui como um potencial nerd.

A nerdice, pra mim, tem a ver com paixão, devoção até, com algo que use mais da massa cinzenta que o resto das atividades cotidianas. Fiquei confusa, né? Explico: nerd pra mim é quem tem orgasmos múltiplos e chega a ficar com lágrimas nos olhos quando finalmente entende o mecanismo de sinalização bioquímica de uma célula (né, Andrea?). Ou quem dá pulinhos de felicidade (mesmo que escondido, porque tem uma reputação a manter) quando descobre que foi a única que fechou a prova prática de Parasito, achando até coisas que as professoras não tinham visto (#soufoda). Nerd pra mim não é quem leu e entendeu Douglas Adams, mas quem lê uma média de 500 páginas/dia de um livro que gosta (seja ele qual for). Nerd pra mim é quem fala com emoção e brilho nos olhos (tal qual quem fala de um filho) de um livro, um filme, uma matéria da faculdade... nerdice é amor, gente!
Mas você sempre leu muito e sempre foi péssimo no colégio, você é um loser que precisa ter mais foco na sua vida, não um nerd.

Quanto ao estilo de se vestir: de novo, tem gosto pra tudo! E se camisas xadrez abertas, com uma camiseta escrito "Nerd Pride" por baixo e óculos grandes estão na moda, bem, é melhor que a moda da minha infância, concordam?




Vai dizer que você nunca usou conjuntinho de lycra?









PS 1 - Roupa xadrez não é nerd, é caipira. Mas é lindo e eu adoro, BTW.
PS 2 - A nerdice que está na moda é a que imita o PC Siqueira. Que preguiça, gente! Gosto muito dos vídeos dele e tal, mas essa internet está tomando proporções desastrosas!


UPDATE: a URL do meu blog é o nome (bio)químico de um neurotransmissor, e uma piadinha farmacêutica. O título, uma frase da Adélia Prado, que conheci quando li O Retorno e o Terno (Rubem Alves). Ainda vou tatuar "5-HT" e uma lemniscata (resta saber onde). Sim, do meu jeito, sou nerd. E não gosto de Star Trek.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Lar, doce lar.

Há alguns anos tive um lugar onde me sentia segura, onde eu poderia ser eu mesma. A esse lugar, denominei Casa (de fato era uma casa mesmo, de um tal de marechal Esperidião Rosa), e lá morei por 7 anos.
Lá descobri quem sou, me criei, cresci, amadureci...
Lá (ou por intermédio de lá) eu passei todos os momentos fantásticos da minha vida. Sabe aqueles momentos que dão um aperto na garganta quando a gente lembra? Pois é.
Lá descobri irmãos, amigos, companheiros... e mesmo aqueles que não se tornaram meus amigos de verdade fazem parte da minha história: dividiram comigo uma casa, afinal. Eram todos cúmplices da minha vida.
Mas, como todo filho, chegou a hora de dar adeus ao conforto de casa e viver sem aquela segurança. E, claro, como eu sou eu, me ferrei muito nesse tempo.
E mesmo mantendo meus irmãos mais íntimos comigo, nunca mais tinha me sentido tão segura comigo mesma, até esse sábado.
Reencontrar amigos é mágico, Mas reencontrar parceiros de vida, mesmo que não tão íntimos assim, é surreal!
E saber que eu pude, depois de tanto tempo, finalmente me libertar do estereótipo que tive que carregar fora de casa... ah, não consigo nem descrever.
Minha casa física não tenho mais, ela é de outros mais recentes que eu agora. Mas minha casa sempre será onde meus irmãos estiverem.

Amei encontrar vocês!