sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz Vida Nova

Há exatos seis anos eu disse: 2006 será o primeiro ano do resto da minha vida.
Estava solteira, entrei para faculdade, tirei carteira, ganhei um carro, conheci muita gente bacana, me diverti... mas nada de marcante de verdade aconteceu. Em 2007 as coisas pareceram melhorar, dei uma amadurecida, conheci alguém, comecei a namorar... e o resto da faculdade foi exatamente como 2007. Estudando, namorando, fazendo estágio, mas sossegada. Fazendo mil planos para quando terminasse a faculdade, para quando eu virasse adulta, mas sem aproveitar meus 20 e poucos anos, minha vida universitária.

Até que 2011 chegou. A tão esperada formatura... a faculdade finalmente acabou. E com ela, todo o sentido da minha vida. Porque eu não queria nada daquilo que estava traçado para mim. Eu queria algo diferente. Achei que o que estava faltando era virar "gente grande", mas quando a "grandeza" chegou, eu vi que não era isso. Nunca vou conseguir crescer se eu não me sentir completa.

E agora aqui estou eu de novo, sozinha num caminho que eu não sei onde vai dar. O que eu vou fazer? Jogar a mochila nas costas e seguir em frente. Porque eu me reinvento sempre que preciso, e essa é a hora de me reinventar de novo. Dessa vez, não sei mesmo o que vai acontecer daqui para frente. Tenho mil possibilidades, todas elas muito boas.
Em todas elas estou sozinha, mas paciência. Em 23 anos, nunca estive sozinha, sempre houve meus pais, um amigo, um amor. Agora todos estão ocupados com suas vidas, não tenho ninguém para ser meu centro. Não sou mais satélite de ninguém. Talvez seja isso que estava faltando, afinal: eu mesma.

De 2011, levo a certeza de que fiz tudo que pude na "vida velha". Mesmo não curtindo como se espera, aproveitei do meu jeito (quieto e sério) a vida. Talvez me arrependa de algumas coisas que não fiz, mas faz parte.

Para 2012, trago a vontade de experimentar, de ousar, de crescer. Tenho ainda alguns buracos no peito para tampar, mas não é nada que o tempo não cure.

2012 será o primeiro ano da próxima fase da minha vida (não digo do resto porque muito provavelmente vou mudar tudo de novo em 6 anos). Minha e daqueles que estão ao meu redor: se 2011 foi um ano de finalizações, 2012 será de recomeços.

Que tenhamos sorte!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Unwritten




I am unwritten, can't read my mind, I'm undefined
I'm just beginning, the pen's in my hand, ending unplanned

Staring at the blank page before you
Open up the dirty window
Let the sun illuminate the words that you could not find
Reaching for something in the distance
So close you can almost taste it
Release your inhibition
Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else
Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is when your book begins
The rest is still unwritten

I break tradition, sometimes my tries, are outside the lines
We've been conditioned to not make mistakes, but I can't live that way

Staring at the blank page before you
Open up the dirty window
Let the sun illuminate the words that you could not find
Reaching for something in the distance
So close you can almost taste it
Release your inhibition
Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else
Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is when your book begins...

(Natasha Bedingfield)


Ouvi essa música hoje, e ela me lembrou uma pessoa...
Release your inhibition & get free, girl!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Sem título

Cansei de fundos barangos... agora o wallpaper é bonito e sóbrio.

domingo, 20 de novembro de 2011

O novo (luso-tupiniquim) Português

A Língua Portuguesa, levada por Portugal às suas colônias, sofreu regionalismos e simplificações marcantes no Brasil. Com isso, a Língua Portuguesa deu origem a uma filha pródiga tupiniquim, menos arcaica, sem "cês" e "pês" mudos, por exemplo.
Mas essa divisão tornou difícil a compreensão entre os falantes da língua original e originada: é difícil para nós, simplificadores, lermos textos publicados em um Português "conservador". Ler Saramago em sua escrita original? Uma luta para poucos! Da mesma forma, é difícil para nossos luso-irmãos lerem obras clássicas brasileiras sem tropeçar em uma palavra ou outra.
Assim, acho certo que haja unificação da Língua Portuguesa. Como uma das línguas mais faladas no mundo, é necessário que, ao menos seus falantes, se entendam.
Além disso, as modificações do novo acordo ortográfico ternaram oficiais o que nós, reles falantes, já aprovamos ou adotamos há tempos: simplificações do uso de hífen e acentos, incorporação das três letras "estrangeiras" (mas já usadas) e o digno sepultamento do trema, já falecido há muito tempo.

Ceder e amar: o difícil é começar

Apaixonar-se é preciso. Mas é difícil, muito difícil.
Num mundo individualista, onde o maior contato humano é o "oi!" na webcam, é difícil ceder espaço para que outro entre e fique na sua vida, se deite no seu sofá e se aposse de seu controle remoto. É de abalar qualquer auto-controle.
Até eu, taurina por completo (que se apaixona por quatro em cada cinco sorrisos que vê), acho difícil entregar o controle assim, fácil. Não fui treinada para ceder. Nem eu, nem ninguém que conheço.
Mas a felicidade em um relacionamento depende dessa entrega. E, no final, a felicidade em si (para muitos, eu inclusa), depende de um amor. Porque "ninguém é uma ilha", e "é melhor sofrer junto que viver feliz sozinho".
Então mesmo que seja difícil, devemos tentar ceder espaço. Só assim descolamos um colo no sofá, mesmo que seja para assistir ao time dele perdendo o jogo. Podemos descobrir prazeres pequenos de um amor, se simplesmente deixarmos que ele chegue e cresça no nosso cantinho.

Veia literária

Com o cursinho vieram as aulas de Literatura e de Português. Com as aulas de Literatura e Português vieram as redações. E com meu momento de vida atual, inspirado, vieram os bons textos.

Gostei particularmente (até agora) de dois artigos de opinião que fiz, então vou postá-los aqui (os próximos posts).

Enjoy it!

domingo, 13 de novembro de 2011

20 coisas, 101 dias

Uma amiga me sugeriu um post: uma lista de 101 coisas que quero fazer em 1001 dias. Devem ser planos reais, possíveis, mensuráveis, não coisas como "casar, ter filhos e viver feliz para sempre".
Ou seja, difícil pra caramba.

Como minha vida futura está dependendo de muita coisa e em uma fase de mudanças tremenda, é muito difícil eu fazer planos para muito tempo. Então resolvi fazer uma versão enxuta, com as coisas que eu lembro agora e que quero fazer até fevereiro, quando vou ter a confirmação dos meus planos futuros (101 dias, a contar de hoje, dá no dia 22/fev/2012). E, depois que as coisas se resolverem e eu ficar sabendo o que vai ser feito da minha vida a partir do ano que vem, faço uma lista de verdade, para os 1001 dias (dá quase 3 anos, né?).
A medida que eu for fazendo o que quero, vou dando um check na frente, para vocês me cobrarem, ok?

Então vamos lá:
1- Ir a um samba.
2- Comprar três blusas bem bonitas para sair. E uma jaqueta jeans curtinha.
3- Ir ao cinema pelo menos uma vez por mês.
4- Baixar/alugar Burlesque e assistir com as amigas.
5- Passear com a Mila uma manhã de domingo.
6- Dormir mais cedo.
7- Ir à Marisa Lingerie e comprar tudo que eu quiser (e que der para pagar antes do prazo da lista acabar)
8- Comprar Grande Sertão: Veredas.
9- Ler os livros que ganhei de presente esse ano.
10- Fazer panquecas de frango.
11- Ir à uma boate.
12- Sair pelo menos uma vez a cada 15 dias. Nem que seja para ir ao cinema sozinha.
13- Fazer doce de leite ninho.
14- Tomar açaí essa semana.
15- Ir ao Exganadão no próximo fim-de-semana.
16- Lavar meu carro. Por dentro e por fora.
17- Comprar um pote de sorvete de morango assim que receber.
18- Fazer bolo de cenoura com cobertura de chocolate.
19- Entrar para academia assim que as provas passarem.
20- Ver quanto/quando/como fazer uma aula de canto.

Acho que isso tudo dá para fazer...
PS- Essa lista me saiu muito consumista, não acham?

#100FACTSABOUTME

Vi essa brincadeira no blog da Quel há muito tempo e desde então quero fazer, mas nunca tive coragem...
Sim, a palavra é coragem. Porque às vezes tenho medo de que as pessoas me conheçam. Acho que gosto de não ser compreendida...
Mas enfim, já que é tempo de mudanças, vamos tentar me definir...

1- Sou prolixa, confusa, e explico tudo por metáforas.
2- AMO meu cabelo do jeito que ele é.
3- Não tenho dó alguma do meu cabelo, apesar de amá-lo. Se eu cismar eu pinto, corto, penteio, embolo, faço dreads... porque no final ele vai sempre nascer de novo, do jeito que ele é.
4- Tenho uma fixação estranha por modificações corporais.
5- Tenho também um bom senso de estética para não mudar muito meu corpo (não que isso já não tenha me passado pela cabeça).
6- Sou muito volúvel.
7- Sou muito teimosa.
8- Sou um pequeno grande paradoxo.
9- Passo a maior parte do meu dia com dor de cabeça porque não gosto de usar óculos.
10- Tenho poucos graus de hipermetropia, mas como passo a maior parte do meu dia lendo (seja por diversão, estudando, ou trabalhando, impresso ou no computador), isso me atrapalha bastante.
11- Sim, tenho que usar óculos.
12- Não penteio meu cabelo a não ser que ele esteja molhado.
13- Se eu estiver de trança, significa que penteei o cabelo a seco.
14- Amo fazer minhas unhas.
15- Só parei de comer unha por ciúmes: uma amiga minha tinha unhas lindas e eu queria ser igual a ela.
16- Crio primeiras impressões das pessoas muito rapidamente.
17- Geralmente essas primeiras impressões são falsas e eu demoro muito para admitir isso.
18- Às vezes falo muito mais do que deveria. Mas às vezes ainda é muito menos do que realmente penso.
19- Minha parte preferida do corpo é minha orelha esquerda (!).
20- Meu olho fica verde quando acordo, espirro muito ou faço exercícios físicos pesados.
21- Um dos meus CDs preferidos é Americana, do The Offspring, mas não conheço quase nada do trabalho deles fora isso.
22- O Eminem já foi meu ídolo quando eu tinha 13 anos. Mas ainda gosto bastante.
23- Já andei de bermudão masculino, blusa de banda e coturno.
24- Já andei de saia hippie e rasteirinha.
25- Já andei de scarpin e vestido.
26- Hoje ando com roupas muito parecidas com as da minha irmã.
27- Só tenho criatividade quando não preciso dela.
28- Morro de vontade de escrever um livro, mas devido ao item anterior nunca consegui.
29- Pareço durona, mas sou altruísta.
30- Pareço simpática, mas falo mal de você na minha cabeça.
31- Tenho vício em lavar as mãos.
32- Tenho vício em higiene bucal.
33- Tenho os últimos molares superiores um pouco afastados, o que faz com que se acumule comida nesse espacinho, o que me dá dores de dente terríveis.
34- Tenho dores constantes nas costas também. Mas isso por é má postura e eu não melhoro por falta de vergonha na cara.
35- Sempre vou amar as pessoas do meu passado.
36- Sonho com um príncipe encantado (é ridículo, eu sei).
37- Gosto muito da letra B (até nisso somos parecidas, amiga!).
38- Não gosto de rosas. Acho batido.
39- Morro de medo de filmes de espíritos/demônios.
40- Fiz equitação por 4 anos. Mas monto pessimamente mal.
41- Passei a vida inteira querendo ser veterinária. Nunca vou ser.
42- Posso tomar um pote inteiro de 2L de sorvete sem ver.
43- Às vezes gosto de contato físico. Mas às vezes não gosto que me toquem.
44- Não gosto que mexam na minha cabeça (a não ser no salão).
45- Tenho mania de morder a boca, ficar puxando aquelas pelinhas... e acabo machucando minha boca toda.
46- Morro de vontade de me mudar para São Paulo. Sinto que há algo guardado para mim lá.
47- Me apaixono por sorrisos. E me desapaixono com um sorriso.
48- Prefiro refrigerante de laranja a guaraná. Mas Coca-Cola é universal.
49- Sempre que possível, releio tudo que escrevo 204.504.412 antes de postar.
50- Depois de postar ainda releio outras 4.604.654 vezes até deixar para lá e tocar a vida.
51- Gostaria que mais pessoas entrassem aqui. Gostaria de dividir o que digo com mais pessoas, discutir mais o que penso.
52- Mas não queria que essas pessoas fossem conhecidas. Me sinto vulnerável convivendo com quem sabe muito sobre mim.
53- Por mais que eu finja que não, sou tímida.
54- "Procura-se um amor que goste de cachorros" e "Moulin Rouge" são alguns dos meus filmes preferidos.
55- Nunca fiquei com um cara que tivesse tatuagem (pelo menos não que eu saiba). Os que têm tatuagem hoje fizeram depois de mim.
56- Já tive um rato de estimação. Não um hamster, um rato mesmo.
57- Quero um gato de estimação, mas tenho medo de que ele suba nos móveis e jogue tudo no chão.
58- Adoro roupas cinzas.
59- Já não estou enxergando o que estou escrevendo. Vou buscar meu óculos... ¬¬
60- Não vou escrever tudo que vocês não sabem sobre mim aqui. Alguns dos meus fantasmas são só meus.
61- Gosto de me reinventar.
62- Para mim, corpo "normal" > gordinhos > fortinhos = magrelos >>>>> true fat > bombadões. E tenho dito.
63- Por motivos óbvios, obesidade mórbida não entra na lista acima.
64- Sempre quis aprender a tocar algum instrumento. Melhor ainda se fosse saxofone.
65- Ainda vou fazer aula de canto.
66- Sempre quis saber dançar fodasticamente. Principalmente danças de casal. Especialmente samba, salsa e zouk.
67- Gosto de todo tipo de animal. Evito matar insetos inclusive. A não ser pernilongos: esses merecem morrer mesmo.
68- Ainda terei um bulldog inglês chamado Tobias, uma gata chamada Nina, um gato chamado Kenzo, um vira-latas chamado Farofa e um outro cachorro chamado Au Capone (ainda sem raça escolhida). Não necessariamente todos ao mesmo tempo. Ou sim né, vai saber.
69- Tenho certeza que terei ao menos uma menina. E ela vai se chamar Beatriz.
70- Sonho com uma casa branca, de janelas de madeira e telhado colonial, com samambaias na varanda e um ou dois pés de fruta (a definir) no quintal.
71- Não me importo em ser mulher.
72- Sinto saudades de coisas que nunca vivi e de pessoas que nunca conheci de verdade.
73- Às vezes discordo das pessoas só para poder argumentar um pouco. Gosto de discutir (discussões sadias). Sou briguenta, adoro um bate boca.
74- Sou pirracenta. Se eu admitir que estou errada é porque acho que estou MUITO errada (ou porque gosto muito de você).
75- Sou pervertida, falo bobagem até. Mas só com quem fala bobagem comigo primeiro.
76- Não há estilo musical que eu não goste. Dependendo da situação, claro.
77- Os únicos livros que comecei e não terminei são "Guerra e Paz", "A Caverna" e "O mundo de Sofia". O último, comecei 7 vezes.
78- Quando começo a ler não faço mais nada: não como, não converso com ninguém, não durmo, até seguro para ir ao banheiro.
79- Quando o livro acaba entro em uma abstinência pesada.
80- Meu livro preferido é "Memórias de um vira-lata". Nem sei quantas vezes li.
81- Estou num momento de clássicos.
82- Não gostei de "O Hobbit" e "O grande mentecapto". Me sinto excluída da humanidade por isso.
83- Posso falar de livros por horas.
84- Amo o Mercado Central. Principalmente seu cheiro.
85- Gosto muito do pedacinho da Augusto de Lima entre a Faculdade de Direito e a rua Rio de Janeiro também, sei lá porque. E da rua da Bahia também.
86- Amo a Pampulha
87- Amo sebos. Quando mais cheiro de papel velho e poeira melhor. Mesmo que eu saia de lá com crise asmática. E acho que clássicos da literatura devem ser comprados usados.
88- Fico sem graça se passo por uma pessoa mais de uma vez ao dia. Não consigo não cumprimentá-la todas as vezes que nos cruzamos.
89- Não gosto de dirigir.
90- Adoro motos.
91- Sei andar de bicicleta, mas tenho medo de ser atropelada.
92- Sempre acho que as roupas ficam melhores nos outros que em mim.
93- Transpiro bastante para alguém tão pequeno e magrinho.
94- Adoro homens de olhos pequenos e boca fina. E barba.
95- Sou muito exagerada e dramática. Gosto de me fazer de vítima às vezes. É quase involuntário. Há certa poesia no fracasso, acho.
96- Gosto de esportes radicais. Não é por falta de coragem que não faço, mas por falta de tempo, dinheiro, e de conhecer gente confiável para coordenar a coisa.
97- Um dos momentos mais lindos da minha vida foi quando vi mil aranhas montando uma teia gigante. Vou levar isso para sempre.
98- Corrijo o português de todo mundo. Sou muito chata quanto a isso. Mas não necessariamente sei muito de gramática.
99- Amo olhos verdes. Mas acho que olhos castanhos combinam bem mais com a maioria das pessoas. E sou indiferente a olhos azuis (só combina se você for louro e/ou muito branquinho).
100- Não disse tudo que eu queria dizer. Mas definitivamente, não disse nada do que não queria dizer.

UPDATE I:
101- Os números 1, 5 e 9 me perseguiram por toda a vida. Mas isso é irrelevante

UPDATE II: Algumas coisas que esqueci de colocar e que acho interessantes...
102- Gosto muito do meu nome, mas odeio meu apelido. Acho "Nathi" muito comum. Se é para me diferenciar, prefiro que me chamem de Maissa, ou variações deste. Mas agora já pegou, já era...
103- Gosto de pegar ônibus. Fico reparando nas pessoas, pensando quem são, do que gostam, o que fazem...
104- Sou muito pão-dura. Aí de repente gasto tudo que juntei num dia só.
105- Não me encare. Eu sempre encaro de volta, até você ficar sem graça. Ou até eu ficar sem graça, se você for um cara lindo.
106- Uma das coisas que mais odeio é ter que explicar um milhão de vezes o que eu quero dizer. E ainda me entenderem errado.
107- Esse post estará em constante mutação. Há vários updates que vou lembrando aos poucos...

UPDADE III: Esse post não terá mais updates porque a Quel falou que eu estou roubando... ¬¬

sábado, 12 de novembro de 2011

4o. Motivo da Rosa




Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.

Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.

Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.

E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim

Cecília Meireles

Tendo a lua


(Os Paralamas do Sucesso)

Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias, gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim

O céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu
E lendo teus bilhetes, eu lembro do que fiz
Querendo ver mais o distante e sem saber voar
Desprezando as asas que você me deu

Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu

Na verdade eu não mexi em cartas, bilhetes ou fotos.
Joguei metade das minhas roupas fora! Tão libertador!
Mas ouvi essa música esses dias e gosto muito dela...
(Não que eu deva satisfações a alguém...)

domingo, 6 de novembro de 2011

Sobre o que importa

É uma pena.
É uma pena que a gente não consiga aceitar algumas coisas sem revolta.
É uma pena que não nos revoltemos com outras, e simplesmente aceitemos.
É uma pena que não saibamos nunca selecionar as coisas contra as quais adianta nos mobilizarmos, ou deixar passar aquelas coisas que estão fora de nosso alcance.
É uma pena que só se escute o que se quer, enquanto que se fala tudo que queria. É uma pena a audição seletiva e o entendimento seletivo.
É uma pena que sejamos obrigados a falar aquilo que não queríamos, seja mentira ou verdade. É uma pena a obrigação de dar satisfações.
É uma pena que nos comparemos a pessoas que não têm nada a ver conosco e não percebamos que cada ser é único e cabem muito poucas comparações. É uma pena que não vejamos a individualidade de cada um.
É uma pena que nossa felicidade esteja atada à existência de uma outra pessoa. Pena que não consigamos alcançar a felicidade por conta própria.
É uma pena que tenhamos que passar pela negação, raiva, barganha e depressão até a aceitação. E que esse processo seja lento às vezes.
É uma pena que haja inversão de papéis por toda a vida: ser vítima é doloroso, mas é imensamente mais fácil.
Ou não, pode ser uma coisa boa inverter papéis: estar do outro lado nos faz chegar à aceitação mais fácil às vezes.
É uma pena que aprendamos tudo isso sempre muito tarde.

Só quando desistimos de lutar nos tornamos livres.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Motivacional

"- Você não tem nenhum amor, nenhum dinheiro, e é um completo fracassado. Só poderia estar pior se tivesse aquela doença que consome a carne por dentro.
- Obrigado... ¬¬
- Mas veja pelo lado positivo: você já está no fundo do poço. Agora só dá para ir para cima."

(Adaptado de Two and a half man)

domingo, 30 de outubro de 2011

Grand' Hotel


(Kid Abelha)
Se a gente não tivesse feito tanta coisa,
Se não tivesse dito tanta coisa
Se não tivesse inventado tanto
Podia ter vivido um amor grand'hotel...

Se a gente não fizesse tudo tão depressa
Se não dissesse tudo tão depressa
Se não tivesse exagerado a dose
Podia ter vivido um grande amor.

Um dia um caminhão atropelou a paixão
Sem os teus carinhos e tua atenção
O nosso amor se transformou em "bom dia!"

Qual o segredo da felicidade?
Será preciso ficar só pra se viver?
Qual o sentido da realidade?
Será preciso ficar só pra se viver?
Só pra se viver...


sábado, 29 de outubro de 2011

Sobre infância, internet e bullying

Sofri bullying.
Não no colégio, onde eu era popular e conversada, mas na faculdade, onde as meninas populares e lindas me achavam retardada por gostar de Harry Potter. Só porque elas tiveram infância/adolescência rosa e burguesa, enquanto eu fui normal (ou quase isso)...

Mas a verdade é que, se todos no colégio soubessem que eu pedia a meus irmãos mais novos para gravarem Pokémon pra mim todas as manhãs, tinha figurinhas (mas nunca comprei o álbum) e que tinha uma revista poster com todos os 151 eu provavelmente seria motivo de piada no colégio também. Ah, é importante lembrar do CD que veio junto com a tal revista poster!

E hoje gostar de Pokémon virou uma coisa boa, pop (assim como ser nerd). Ao menos na internet.
Acaba que eu estou a uns episódios de Star Wars e Dragon Ball de poder ser uma blogueira.
Isso é bom? Ruim? Foda-se! Isso é ver que eu não era a única pessoa de 13 anos que curtia animes bobinhos.

O mais legal da internet é ver que há mais um milhão de pessoas que fez/faz a mesma coisa que você fazia/faz e sente vergonha de contar.
Na internet não estou mais sozinha.

E tenho ditto!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Construção

(Chico Buarque)
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

R.I.P. Português

Em tempos de inclusão digital é muito difícil separar memes de analfabetismo.
Como saber se aquela pessoa que escreveu "não tá facio" o fez pelo meme ou por realmente acreditar que está certo?

Todos já tivemos fases de "miguxês", de "h"ao invés do acento.
Especialmente a partir da minha geração, cuja adolescência veio no boom da internet, escrever dessa forma medonha se tornou comum, tanto em um ambiente mais particular - como bilhetinhos para amigos durante a aula - quanto em público, como nos blogs (já comuns na época) e primeiras redes sociais (aproveitando, deixo aqui meu R.I.P. Orkut também!).
E nós, mineiros, que raramente falamos e escrevemos "está" e "para"? Faz parte do sotaque daqui, levado da língua falada para a escrita.

Mas na minha época, quando o assunto era sério ou quando o receptor da nossa mensagem não era um adolescente assassino da língua pátria, sabíamos escrever. Por exemplo, sabíamos (pelo menos eu sabia) usar os porquês, mesmo que o "pq" tenha pego rápido nas escritas informais.

Mas ao ler "xance" no twitter duvido muito que isso seja só uma "faze" da juventude.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Update aleatório

Ando muito apertada, muito cheia de projetos, então dei uma sumida...

Engraçado como as coisas são: assim que eu formei me desesperei por não ter nada em vista, por não ter planos para o futuro. E foi quando eu deixei pra lá que as coisas deram certo: agora eu estou me desesperando por ter coisas demais dando certo e eu talvez ter que escolher entre elas.

Quando as novidades se assentarem eu conto... =)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

E então eu parei e me perguntei...

... o que está faltando?

Para mim falta aventura, emoção, diversão, romantismo, dinheiro (por que não?!), criatividade, sonhos, paixão, brilho, motivação, confiança, respeito, tempero, cor, novidade, vontade, surpresa, sorrisos, carinho, magia, admiração, esperança de que ainda é possível mudar alguma coisa...

E para vocês, o que falta?

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sobre necessidades...

Eu falei isso no twitter há um tempo: eu sempre tive sonhos, mas nenhum deles jamais foi profissional. E agora que formei e "cresci" parece que o único tipo sonho que um adulto pode ter é profissional. Ou seja: ou eu invento um desses, ou fico frustrada pra sempre. (Ou não cresço, mas essa não é uma opção viável).
Meu campo de trabalho é péssimo, mal remunerado, nada reconhecido, saturado de gente boa de serviço e com poucas oportunidades de crescimento, o que me deixa muito mal, frustrada, limitada. Não consigo entrar! Por que diabos fiz farmácia, hein? Durante a habilitação e o estágio no HC me apaixonei pelas análises, mas esse é o pior dos setores pra começar: nele, todos problemas que eu apontei ali em cima estão presentes, e em dobro. E hoje eu estou sem foco, já que não sei o que devo querer e não quero o que eu posso ter (não adianta ter pique pra correr se você não sabe onde quer chegar).

Meu combustível sempre foi paixão (com uma pitada de intuição e teimosia), mas não estou apaixonada por nada, então estou sem vontade de fazer nada. Sabe aquela coisa que te dá ânimo para fazer até aquilo que você não gosta? Pois é.

Preciso me apaixonar.

Por um livro, um filme, uma ideia, um hobby, um animalzinho, um sapato, um brinco, um lugar, um vestido, uma bolsa, um desenho, uma tatuagem, um conceito, um emprego, uma matéria, um corte ou cor de cabelo, um prato, uma sobremesa, uma blusa, um suco, uma música, um show, um esmalte ou um jeito diferente de passar os esmaltes que tenho, uma maquiagem, um perfume, um jogo... pode ser o que for, mas preciso me apaixonar.

Sou movida à paixão e esse stop que minha vida deu está me deixando louca. Preciso de um motivo para acordar, para sorrir, para sonhar. Preciso de um foco, um norte. Preciso de uma paixão. Urgente.

PS- O Felipe vai bem, obrigada, mas não é disso que eu tô falando.

domingo, 28 de agosto de 2011

Sobre amizades...

Sempre que encontro meus amigos do CM me inspiro. E sempre acho engraçado como a nossa relação é forte: ficamos muito tempo sem nos ver e, no entanto, quando nos encontramos sempre parece que foram apenas alguns dias que se passaram. E é assim desde sempre, mas mais ainda nos últimos 5-6 anos. E como sempre seguimos uma tradição, quando nos vemos nos lamentamos por não nos encontrarmos mais, por não "cultivarmos" nossa amizade.

Mas amizade como a nossa já foi mais que semeada, adubada, regada, podada, cuidada... cultivada.

Porque amizades são como plantas: existem aquelas ervas daninhas, que você até tenta evitar, mas acabam acontecendo (e podem ser muito bonitas e resistentes se você aceitá-las e deixá-las florescer); aquelas frutíferas, que vingam sozinhas depois dos primeiros cuidados, mas só dão frutos doces se recebem cuidados especias; as como pés de feijão, que brotam até em algodão com água, mas só dão frutos se têm terreno fértil e assim que os frutos são colhidos elas morrem, como um ciclo natural que finalmente se completa (e cabe a cada um plantar de novo o feijãozinho que colheu); aquelas como violetas, que precisam ser cultivadas com muito cuidado, pois morrem com excesso de cuidados e com a falta deles. E existem aquelas amizades como carvalhos, que requerem cuidados apenas nos seus primórdios, mas depois que se firmam crescem na simplicidade da combinação água+terra. Amizades como carvalhos se viram com o terreno que têm, são duras, fortes, resistentes e não precisam de um cultivo diário para serem frondosas.

Somos galhos de carvalho, meus queridos. Não se sintam mal por não nos encontrarmos tanto quanto queríamos, por não nos falarmos tanto quanto deveríamos. Sabemos a força que nosso tronco tem. E há de ser sempre assim, como tudo que nós fazemos juntos.

domingo, 24 de julho de 2011

Boa Sorte

É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará

Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais

Mesmo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha
Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais...

Update: música de Vanessa da Mata

quarta-feira, 6 de julho de 2011

OK. Tem mais de um mês que não posto nada. Mas, pra ser sincera, me bateu aquele vazio literário, sabe? (Não que eu tenha exatamente um "literário completo", né...)
Me falta inspiração e acontecimentos relevantes o suficiente pra eu escrever algo com mais de 140 caracteres... enquanto isso, fico só no Twitter mesmo...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Orgulho... nerd?

Dizem no Twitter que ontem foi dia do orgulho nerd, e várias discussões sobre "nerds estão na moda", "você é poser, não é nerd" surgiram no caminho.
Foi realmente engraçado ver nerds da velha geração (que gostam de Star Wars desde sempre - coisa que sempre esteve na moda, afinal) defendendo seu direito sobre o nerdismo. O que é isso, meu deus? Se antes os nerds eram recriminados e hoje são populares isso deveria ser bom, certo?

Olha, já disse aqui que me descobri nerd quando conheci a Nerd, o mito. E, believe me, ninguém é mais nerd que ela (nem eu, por mais que ela goste de acreditar nisso). Porque nerd pra mim não é aquele que amou O Guia do Mochileiro das Galáxias, curte Star Wars e Star Trek, lê quadrinhos/gibis/mangás/etc ou joga RPG. Isso pra mim é tão cultura pop quanto ler Crepúsculo ou curtir Lady Gaga. Gosto é gosto, cada um tem o seu (e tem gente que tem um defeituoso), não se pode entrar nesse mérito. Fazer coisas ditas "nerds" não faz de você um deles, e não fazer nada disso não te exclui como um potencial nerd.

A nerdice, pra mim, tem a ver com paixão, devoção até, com algo que use mais da massa cinzenta que o resto das atividades cotidianas. Fiquei confusa, né? Explico: nerd pra mim é quem tem orgasmos múltiplos e chega a ficar com lágrimas nos olhos quando finalmente entende o mecanismo de sinalização bioquímica de uma célula (né, Andrea?). Ou quem dá pulinhos de felicidade (mesmo que escondido, porque tem uma reputação a manter) quando descobre que foi a única que fechou a prova prática de Parasito, achando até coisas que as professoras não tinham visto (#soufoda). Nerd pra mim não é quem leu e entendeu Douglas Adams, mas quem lê uma média de 500 páginas/dia de um livro que gosta (seja ele qual for). Nerd pra mim é quem fala com emoção e brilho nos olhos (tal qual quem fala de um filho) de um livro, um filme, uma matéria da faculdade... nerdice é amor, gente!
Mas você sempre leu muito e sempre foi péssimo no colégio, você é um loser que precisa ter mais foco na sua vida, não um nerd.

Quanto ao estilo de se vestir: de novo, tem gosto pra tudo! E se camisas xadrez abertas, com uma camiseta escrito "Nerd Pride" por baixo e óculos grandes estão na moda, bem, é melhor que a moda da minha infância, concordam?




Vai dizer que você nunca usou conjuntinho de lycra?









PS 1 - Roupa xadrez não é nerd, é caipira. Mas é lindo e eu adoro, BTW.
PS 2 - A nerdice que está na moda é a que imita o PC Siqueira. Que preguiça, gente! Gosto muito dos vídeos dele e tal, mas essa internet está tomando proporções desastrosas!


UPDATE: a URL do meu blog é o nome (bio)químico de um neurotransmissor, e uma piadinha farmacêutica. O título, uma frase da Adélia Prado, que conheci quando li O Retorno e o Terno (Rubem Alves). Ainda vou tatuar "5-HT" e uma lemniscata (resta saber onde). Sim, do meu jeito, sou nerd. E não gosto de Star Trek.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Lar, doce lar.

Há alguns anos tive um lugar onde me sentia segura, onde eu poderia ser eu mesma. A esse lugar, denominei Casa (de fato era uma casa mesmo, de um tal de marechal Esperidião Rosa), e lá morei por 7 anos.
Lá descobri quem sou, me criei, cresci, amadureci...
Lá (ou por intermédio de lá) eu passei todos os momentos fantásticos da minha vida. Sabe aqueles momentos que dão um aperto na garganta quando a gente lembra? Pois é.
Lá descobri irmãos, amigos, companheiros... e mesmo aqueles que não se tornaram meus amigos de verdade fazem parte da minha história: dividiram comigo uma casa, afinal. Eram todos cúmplices da minha vida.
Mas, como todo filho, chegou a hora de dar adeus ao conforto de casa e viver sem aquela segurança. E, claro, como eu sou eu, me ferrei muito nesse tempo.
E mesmo mantendo meus irmãos mais íntimos comigo, nunca mais tinha me sentido tão segura comigo mesma, até esse sábado.
Reencontrar amigos é mágico, Mas reencontrar parceiros de vida, mesmo que não tão íntimos assim, é surreal!
E saber que eu pude, depois de tanto tempo, finalmente me libertar do estereótipo que tive que carregar fora de casa... ah, não consigo nem descrever.
Minha casa física não tenho mais, ela é de outros mais recentes que eu agora. Mas minha casa sempre será onde meus irmãos estiverem.

Amei encontrar vocês!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Só pra não perder o costume...

Meu pai, esses dias, estava me explicando como chegar a um lugar X:
- Saindo do Hospital das Clínicas, você sobe uma rua com árvores e vira na av. Brasil. Já vai dar quase em cima do lugar X.
- Pai, a gente mora em Belo Horizonte. TODAS as ruas têm árvores...

E as minhas reações foram:

¬¬

...

oO

...

=)

...

XD

...

*-*


Todas as ruas aqui têm árvores!! *-* Amo essa cidade!!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Plano de fundo

Como vocês podem ver, dei uma mudada no plano de fundo do 5-HT... eu estou num clima de mudanças há um tempo já...
Por hora, fiquem com os lírios que eu peguei aqui e depois (quem sabe?!) eu coloco alguma coisa menos improvisada...

PS- até sinto o cheiro de lírios quando olho essa foto... AMO lírios!!

terça-feira, 29 de março de 2011

Hoje estou:( )Feliz( )Triste ( )Nervosa (x)Melhor nem perguntar!

Ando muito sem paciência. Não sei se foram os acontecimentos no HC que me deixaram puta chateada, ou se é só estresse e falta de sono. Mas não ando bem não...

Mas essa semana eu fui pra Sorologia (apesar de ainda ter que ficar na coleta nas primeiras horas do dia ¬¬), e espero (do fundo do coração) que isso mude meu humor.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Update rapidinho sobre assuntos aleatórios II

Passando só pra falar que eu adoro furar os outros e decidi: se minha vida de farmacêutica bioquímica não der certo vou virar piercinger (é assim mesmo que escreve? E essa palavra, afinal, existe? Mas vocês entenderam o que eu queria dizer, né?!) porque assim vou poder ter a cor, tamanho e estilo de unha/cabelo/roupa/tatuagem que eu quiser e ainda vou furar os outros pra sempre (por livre e espontânea vontade deles)... =D

Beijos.
#aham, Nathi, senta lá...


PS - Sério. Juro. Tirar sangue é legal!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Infelizmente... Brasil

A palavra que eu mais falo de 07:00 às 13:00 é "infelizmente":

"Infelizmente, eu não posso passar a senhora, que tem 70 anos, na frente (dessas outras 9.187.486.486 pessoas mais doentes que a senhora.)"
"Infelizmente o senhor não pode fazer seu exame hoje (e o senhor acordou 2 horas da manhã para vir da sua cidade no interior até aqui à toa.)"
"Infelizmente o sistema saiu do ar, por isso não podemos coletar seu sangue ainda, mesmo a senhora sendo deficiente (e nem pelas próximas 2 horas, quando o sistema deve voltar.)"
"Infelizmente, eu não posso te ajudar... (ninguém pode.)"
Itálico= coisas que eu queria falar...

É duro, ver tanta gente precisando de ajuda e não poder fazer nada. Gente que vem de longe fazer um exame de sangue simples (ou pior: faz uma viagem para fazer um exame de urina rotina, que é coisa boba de colher), mas não consegue. Gente que enfrenta uma fila enorme, na chuva e no sol, com fome, em pé, por mais de 3 horas, pra fazer um exame... e ninguém ali está completamente saudável e/ou tem condição financeira, ou não estaria ali!

O SUS? A proposta do SUS é excelente. Pena que não funciona.
O atendimento universal, integral, gratuito e igual a todos os cidadãos é uma proposta linda, pioneira (nem todos países têm assistência integral à saúde gratuita, mesmo dentre os de primeiro mundo) e recente (o SUS tem minha idade, pra quem não sabe. Nesse tempo, foram 6 presidentes, com diferenças marcantes na forma de governo entre alguns deles).

O SUS é um sistema complexo, composto de várias engrenagens, que precisam estar sincronizadas para a coisa funcionar. Mas, não é isso que acontece. O motivo? Vários. O principal é (falta de) dinheiro.
O sistema eletrônico é falho, quase primitivo, e muitas vezes a comunicação entre as várias engrenagens do sistema fica limitada. A verba é curta, não permitindo a adequação física dos locais de atendimento para a demanda enorme (se é pra todos, deveria dar pra atender a todos, certo?) A verba é apertada também para fornecer equipamentos avançados a várias instituições, limitando alguns atendimentos a locais específicos.
Até mesmo para itens de segurança (óculos de proteção, por exemplo) ou kits para exames simples a coisa é difícil: a burocracia de compra é um limitante, deixando profissionais e pacientes na mão.

Os funcionários? Mal pagos e com uma estrutura deplorável para trabalhar: não há a menor motivação.
Infelizmente, como em qualquer serviço (público), existem alguns profissionais que deixam a desejar: se o horário do funcionário é de 7h às 16h, ele CHEGA às 7-e-pouco, e não COMEÇA A TRABALHAR nesse horário. O resultado é um serviço que sempre começa atrasado, mas acaba impreterivelmente no horário descrito. Uma pessoa com um pouquinho menos de ética desanda o atendimento inteiro... imagina algumas pessoas assim!

O somatório desses fatores é a saúde que conhecemos... como falei, utópica: linda na idéia, mas que não funciona.

Talvez se fôssemos um povo menos acomodado, mais interessado em ajudar o próximo que dar nosso "jeitinho brasileiro" de fugir do batente, e com mais investimentos no sistema inteiro, tudo seria mais eficiente... e eu teria que falar menos "infelizmentes" ao longo do meu dia.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Um coração...

... de mel, de melão
De sim e de não
É feito um bichinho
No Sol de manhã
Novelo de lã
No ventre da mãe
Bate um coração
De Clara, Ana
E quem mais chegar
Água, terra, fogo e ar.




O Níkolas me falou há umas semanas e a Andrea falou em um comentário aqui no blog que eu sou boazinha demais (segundo o Ník eu não tenho "maldade no coração" e não enxergo maldade nos outros...)

Isso era pra ser uma coisa boa, não? Então por que eu só levo ferro?
Resposta: porque o bonzinho só se fode. Murphy é mau.

PS:
1) Hoje no HC fiquei na triagem. Fiquei com dó de todo mundo, querendo passar todos na frente... e por ficar ouvindo os lamúrios do povo acabei me atrasando. É, talvez eu seja muito boazinha mesmo...
2) A partir de agora vou ser má, cruel, perversa e sanguinária!!! Muahahahahahahaha!!!!
(mentira)

segunda-feira, 7 de março de 2011

Sobre linhas certas para histórias tortas

Há alguns - muitos - anos eu escrevia bem. Dentre meus amigos nunca fui a que melhor lidava com as palavras, mas escrevia bem. O texto fluía e eu conseguia, com um lápis e um papel qualquer, me expressar.
Escrevia sobre coisas bonitas, outras nem tanto. Tinha textos bons, outros sofríveis. Mas eu colocava tudo para fora, me declarava, me desculpava, me desconcertava para me consertar de novo. Eu desabafava.

O grafite arranhado no papel deixava seu rastro em forma de palavras e aquela verborréia das minhas idéias... era como se eu vomitasse minha alma ali. E depois seguia leve, como quem se livrou de um grande peso.

E então eu fui quebrada. Ainda em cacos, consegui escrever algo, como um diário de minha reconstrução, pedaço por pedaço. E essa reconstrução demorou anos. Mas uma peça ficou fora do meu quebra-cabeça pessoal.
Não sei se esta peça foi justamente aquela que me foi roubada, retirando meu apoio e me fazendo desmanchar, ou se (para me proteger, talvez) eu mesma deixei que esta peça se perdesse.
A verdade é que, desde que me recolei inteira, me reinventei. E a nova "eu" não sabe mais escrever.

Desde então, não escrevi mais nada bonito, ou profundo, ou poético. Desde então, tudo que escrevo é sincero, mas não ditado pelo coração - em verdade, nem sei se restou de fato algum coração ali.
Me pergunto se é por falta de sentimentos, de motivos para escrever, ou simplesmente porque amadureci na amargura que restou, não me permitindo mais aliviar-me no papel.
Há tanto que eu queria dizer e não consigo, não posso. Há tanto que eu queria fazer e não me permito...

E então me entrego às frivolidades que geralmente escrevo aqui, correndo o risco de parecer boba demais, fútil demais, tola demais.
Mas evitando o risco de falar demais sobre o que há dentro mim.



"Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha
e não nos deixa só porque deixa um pouco de si
e leva um pouquinho de nós."
(ou algo assim...)
Charles Chaplin

domingo, 6 de março de 2011

A saga da Riachuelo

Em dezembro comprei duas calças jeans, a R$49,90 cada (já que, numa maré de azar ainda maior que a convencional, eu torci o pé, caí e rasguei uma calça jeans, só sobrando uma no armário). Eu ia pagar à vista, mas a mocinha do cartão, toda simpática, falou que na primeira compra com o cartão da loja - que não tem custo algum - eu teria 10% de desconto. Pensei: "Que ótimo então, né?" e fui lá fazer o cartão. Depois de quase 30min esperando, meu cartão ficou pronto e eu pedi que a tarifa de seguro fosse retirada. A mocinha (disse que) retirou e tudo ficou lindo. Fui feliz então pagar minhas calças (que sairiam a R$89,90, arredondando). A mocinha perguntou: "Parcelado?" Falei que não precisava, e ela: "Não faz diferença!" Então eu soltei um "Então tá..."

MALDITO "ENTÃO TÁ"!!!

A senhorita caixa parcelou minha conta em 7 parcelas, sendo que em compras parceladas em até 5x não são cobrados juros (acima disso, os juros são absurdos!) Como eu confiei no "Não faz diferença" dela, e como no valor total da notinha estavam os R$89,90, nem prestei atenção nas letras miúdas no final da nota...

Veja bem, eu iria pagar à vista, no dinheiro, só fiz o cartão da loja e usei-o por conta do desconto de 10%!! (E para ajudar a mocinha simpática que tem uma meta de cartões por dia.)

Outra vantagem oferecida (sem custos adicionais) seria começar pagar só em março. Só hoje, na hora de pagar (adiantando a fatura, que nem tinha chegado ainda), descobri que eram 7 parcelas, com juros, e A TAXA DE SEGURO DO CARTÃO QUE EU PEDI PARA RETIRAR!! Moral da história: minha fatura, mesmo adiantando todas as parcelas, foi de R$89,90 para mais de R$120,00 (não lembro o valor ao certo agora, mas eram lá pros R$130,00). E o pior é que, para negociar e resolver o problema, eu teria que ir à loja que eu fiz as compras, em outro shopping!

Algum tempo depois, como nada no meu dia tinha dado certo mesmo (vide post anterior), fui ao Shopping Cidade (ainda bem que é perto do Boulevard Shopping!) para resolver este problema. Chegando lá, a responsável pelo crediário me disse que eu tinha 9 dias a partir da data da compra para mudar a forma de pagamento, mas que hoje ela não poderia fazer nada, a não ser retirar a taxa do seguro (ainda assim, depois de um bate-boca básico...)

Então, ao invés de pagar R$99,80 à vista pelas calças, eu acabei pagando R$112,43...













Te dou um doce se você encontrar onde estão descritas as parcelas na nota-fiscal...









Minha dica (e aprendizado) com isso tudo? NÃO SE ILUDA COM A MOÇA BOAZINHA!!!
Esses cartões de loja nunca são vantajosos: mesmo que você não tenha problemas iguais aos meus, você ainda vai ter o trabalho de ir até a loja pagar. Muito se fala (mal) do cartão de crédito, mas eu nunca tive metade dos problemas que tive com cartões de lojas!! (Na Renner tive um problema parecido...)

As taxas de juros são altíssimas, e estão escritas em letras bem pequenas no cartaz enorme enumerando as vantagens do cartão. E não acredite que o caixa vai o pensar no seu bolso: o sistema coloca um número grande de parcelas automaticamente. A moça do caixa só confirma com um "vai dividir?", mas não te lembra que acima de X parcelas (dependendo da loja) haverá juros!
E como você assina a nota fiscal, a loja tem uma arma contra você...
A gente tem que tomar muito cuidado, prestar muita atenção! Apesar de serem obrigadas a deixar informações sobre formas de pagamento, juros, acréscimos, etc. bem claras e visíveis, as lojas NÃO FAZEM ISSO! E se você confia nas pessoas como eu costumo confiar, VAI TER PROBLEMAS!!

Agora meu cartão da Riachuelo foi cancelado e a loja perdeu uma cliente. E, com isso tudo, vou ficar mais atenta: confirmar verbalmente e visualmente (vou começar até a tirar fotos dos cartazes!) todos os dados do parcelamento, as possíveis formas de pagamento, avaliar as opções com calma, e evitar cartões de loja... quem sabe assim eu evito problemas? Sei que nem foi um aumento muito grande, mas para quem não ganha NADA, quaisquer R$20,00 FAZEM FALTA!!

Se vocês conhecem alguém estúpido e lerdo distraído como eu, comentem sobre isso! Quantas pessoas devem estar pagando juros desnecessários, sem perceber?

sábado, 5 de março de 2011

Hoje não foi meu dia (de novo...)

Hoje, depois de duas semanas enrolando, fui com o Felipe para o Boulevard Shopping, que abriu há (relativamente) pouco tempo. A gente ia ao cinema assistir Desconhecido e, aproveitando um cupom do ClickOn, tomar chopp acompanhado de porção de batata-frita (que eu não sei se tem hífen)... eu também ia aproveitar para pagar uma fatura da Riachuelo. Até aí tudo ok, certo?

Não, se tratando de mim.

Quando a gente chegou já foi um inferno, custamos a achar vaga. Quando achamos uma, custamos a estacionar. Quando estacionamos, vimos que estávamos bem longe do acesso às lojas. E quando chegamos à escada rolante que dá acesso às lojas descobrimos que haviam 9.478.478.460.947 vagas lá perto (leia-se: na frente da escada rolante).

Mas ok, né... qual o problema em andar um pouquinho?

Ficamos passeando pelo shopping, até passarmos na frente da Riachuelo. Entrei para pagar minha fatura e adivinhem qual foi minha surpresa ao descobrir que minha fatura era quase R$40 mais cara do que deveria! (Conto a luta contra a Riachuelo no próximo post.)

Depois de passar muita raiva, decidimos resolver esse problema depois e fomos para a fila do cinema, que estava GIGANTE. Fiquei 10 minutos na fila e ela não andou. Aí, obviamente, desistimos do cinema...

Fomos então para a praça de alimentação, na última tentativa de aproveitar o passeio... e só aí lembramos que estávamos com o carro do pai do Felipe e seria ele quem iria usufruir dos chopps do cupom de desconto, já que eu não bebo (e muito menos dirijo o carro do pai dele). Logo, nada de usar o cupom, né?

Ou seja, o que tinha tudo para ser um passeio gostoso com o namorado foi um inferno!!

Hoje, de novo, não foi meu dia...
O que eu queria saber é QUANDO VAI SER MEU DIA, SÓ PARA VARIAR????

sexta-feira, 4 de março de 2011

Update rapidinho sobre assuntos aleatórios

Apelei com minha lista de links ali em cima... ela não deixava os links alinhados: ou eles se embolavam ou ficavam muito separados. Agora ela está aqui do lado =>
Agora só tenho que descobrir como fazer o link abrir em uma nova guia e não na mesma do 5-HT... aceito opinião de especialistas (ou nem tão especialistas assim) !!

Esses dias eu estava passeando pelo B33p Me, um blog/site que o Pedro participa, e vi o profile de um dos colaboradores. No seu blog vi que ele tem uma complexidade emocional muito semelhante à minha (alguns posts parecem até escritos por mim... é meu gêmeo!) então coloquei o link do blog dele ali do lado (mais para meu acesso que para vocês, mas se quiserem conferir...).
O mais legal é que ele é paleontólogo... eu achava que nem existiam paleontólogos de verdade no Brasil... sempre me pareceu algo tão USA. (E eu já falei que adoro dinossauros?! Só sou uma leiga completa...)

Coloquei o B33P Me também. E este eu recomendo mesmo!!

Fiz minha unha ontem e ficou muito legal (foto aqui). E me deu uma tristeza muito grande lembrar que vou ter que cortar tudo curtinho e usar só esmaltes clarinhos por causa do estágio (e depois pelo emprego, quando eu arrumar um!)
Minha(s) unha(s) é(são) a(s) única(s) coisa(s) que eu cuido em mim, que eu tenho orgulho de deixar bem bonito *sozinha! As tatuagens não fui eu que fiz*, e vou ter que cortar...
Acho que vou entrar pro meio artístico pra poder ter as unhas (e os piercings e tatuagens) que eu quiser!!! (O que me lembra uma coisa: será que vou ter que tirar o piercing do nariz por agora também?? T.T) ~> e aqui a Andrea me bate...
Entrei pro meio errado mesmo... meu estilo não condiz com uma profissional da saúde...
Aí agora eu estou com raiva do mundo de novo...

Por falar em cortar, estilo, etc, ESTOU DOIDA PRA CORTAR MEU CABELO CURTINHO DE NOVO!!! Vou só esperar minha formatura, já que com o cabelão tenho mais opções de penteado, mas depois vou passar a tesoura!!! A fim de mudar tudo, sabe?

Just this all...


PS:
1) Estou precisando de uma aula de digitação urgente! Escrevendo tudo errado esses dias... tenho que reler tudo toda hora!
2) Sou uma pessoa tão reticente...
3) Ando adepta dos PSs, não?!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Post à-toa

Inspirada no show dos Backsteet Boys, ouvi muito pop da minha adolescência na última semana e aproveitei pra colocar músicas novas no meu celular: uma coletânea completa de Christina Aguilera, Britney Spears, Backstreet Boys, 5ive, além de alguma coisa da Rihana, Aqua, Ke$ha... enfim... beeem pop!! Agora meu celular tem tendências dos anos 90 e deixou de ser tão eclético (tive que tirar o Queen pra caber tudo que eu queria...)

Hoje meu pai pegou meu carro porque o dele está na oficina. Se o carro dele ficasse pronto ele me ligaria para levar ele na oficina (que é na pqp) e trazer meu bebê de volta. Assim, levei meu celular pra academia...
Na musculação fiquei com a música que estava tocando lá mesmo, mas pra fazer meus 25 minutos (!!!) de esteira coloquei fone no meu celular e dei um play em uma música aleatória no início da lista (que está em ordem alfabética)...

Aí você pergunta: "por que diabos ela está falando isso tudo?"

Porque fiquei impressionada com o efeito que a música tinha no exercício!! (E porque eu sou muito prolixa)
Quem me conhece sabe que não sou a pessoa mais esportista do mundo... ontem, por exemplo, dos 25 minutos de esteira só fiz 5 correndo e o resto foi num passo rápido (e quase morrendo)... na academia estava tocando uma música qualquer e eu nem estava prestando atenção...

Mas hoje, com o fone e a minha lista de best musics, o efeito foi inesperado.
A lista começou com Accidentally in Love, animadinha, e eu comecei caminhando feliz... aí entra uma Against All Odds e eu continuei caminhando... então comecei a correr (por obrigação mesmo) e começou a tocar Ain't no Other Man... o resultado foi eu praticamente saltitando na esteira no ritmo da música! Até aumentei a velocidade!!!
Continuei correndo enquanto tocava All Around, mas quando All I Have to Give começou a tocar EU BROXEI!!!! Nossa, a música lenta me deu uma preguiça!! Aí reduzi o ritmo pra caminhada acelerada (por PURA OBRIGAÇÃO! Me deu vontade de sentar na hora!!) Veja bem, eu adoro essa música, mas correr ouvindo ela não dá!
Então rolou um All my Life (ainda na caminhada) que me animou um pouquinho mais pra corrida, fui aumentando o ritmo e voltei a correr... e começou All Star! Aí me deu a louca de novo, fui correndo (leia-se saltitando) na esteira aumentando freneticamente a velocidade!!! Logo depois começou Aways... e então eu parei de fazer esteira e fui embora.
Mentira, eu parei porque já estava na hora mesmo... mas se tocasse outra música saltitante eu ia ficar lá, feliz, sem dor nem cansaço!!


Conclusões:
1) Eu acho que sou completamente maluca.
2)Quem me viu na esteira teve CERTEZA que sou completamente maluca.
3) Tenho que fazer a lista de "músicas para esteira" se eu quiser correr os 25 minutos.
4) Aways é, realmente, deprimente.. mas eu ainda gosto dessa música e ela vai continuar no meu celular, tá, Andrea?!?!
5) "She was looking kind of dumb with her finger and her thumb in the shape of an 'L' on her forehead" é uma frase muito legal de falar.
6) Se eu tivesse pulado Aways ouviria uma sessão Aqua, com (nessa ordem): Around the World, Boom Boom e Cartoon Heroes, o que daria mais um bom tempo saltitando na esteira... (depois sim, viriam mais algumas músicas lentas e eu ia desanimar total...).
7) Ainda bem que eu não pulei Aways!

terça-feira, 1 de março de 2011

Então...

Tem muito tempo que eu não posto nada realmente significativo aqui, não é? Mas ando tão ociosa e sem motivos inspiradores pra vida que fica difícil escrever...

Nessas férias eu não fiz absolutamente nada. Não é uma hipérbole! Simplesmente fiquei sem fazer nada... acordava, ia pro computador e só saía para comer ou dormir... e, mesmo na internet o dia todo, não fiz nada de útil: dias e dias perdidos no Youtube, Twitter (mais lendo que escrevendo), blogs alheios... (Ah, e participando de promoções no Twitter *e enchendo o saco e a TL dos coleguinhas com essas promoções!* Comecei por causa do show dos Backstreet Boys, já que não tinha dinheiro pra pagar a entrada *mais uma coisa na lista das coisas que eu queria ter feito na minha vida e não fiz*.Mas com minha sorte, é CLARO que não ganho nada! Nem ingresso pro cinema! Só que eu tenho um espírito apostador danado, então VOU CONTINUAR PARTICIPANDO DE TODAS PROMOÇÕES QUE ME INTERESSAREM!!!)

Mas eu precisava disso... nossa, e como precisava!!! Depois da minha rotina de mártir (by Andrea) no último semestre, eu precisava dar Pause na minha vida: nada de ir em marcha lenta, mas parar de verdade!!

Esse ano vai ser bem tenso... durante esse semestre ainda tenho o estágio no hospital (o qual já está me aterrorizando... já não lembro nada do curso!!), mas em julho viro, oficialmente, desempregada. E como quero passar LONGE , MUITO LONGE de um mestrado (ao menos por hora), EU NÃO TENHO A MENOR IDÉIA DO QUE VOU FAZER!!!!!!!!!!!!!!!

Believe me, isso é assustador!
Já não sei se quero o concurso da PCMG... não sei se tenho estômago pra ser perita... e trabalhar na "minha área" é ralar 12hs/dia por uma miséria... desilude qualquer ser humano. De novo, caí no abismo do "não sou apaixonada por nada para trabalhar no que gosto, então vou trabalhar no que aparecer e seja o que deus quiser".... e isso é beeem frustrante!

Recomecei a malhar semana passada, mas não estou nada empolgada como da primeira vez... não sei se o clima na academia nova é diferente, ou se sou eu que ando indiferente ao mundo, mas o fato é que estou indo só por obrigação (minha) mesmo... (apesar de me sentir bem depois de malhar)

Às vezes eu estou só fazendo drama porque estou muito ociosa... cabeça vazia é oficina do diabo, né? Mas estou me sentindo meio frustrada esses dias... veremos se passa quando eu der Play na minha vida de novo...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Who's got the funk?

They got the funk, right?!





Tenho que admitir: 5ive era minha boy band favorita!!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Qual a cor da sua pele?

A dele é negra...

A dele é branca...

A dela é parda...

A dele, amarela...
A dela é quase transparente...

E a dele é colorida...

Algum problema??


Gosto é particular, cada um acha uma coisa diferente bonita...
*eu mesmo (mesma?) acho feio tattoo no rosto*
mas a cor da pele não determina o caráter de ninguém...



Tatuagem: I've got you under my skin...
*#tattooday inspirando as pessoas: a gente vê por aqui!*

Recomendo!

Lembram do Versionalize, dos vídeos que eu postei aqui há um tempo? Os meninos tem clipe agora!!

O clipe ficou bem feito, e a música (muito gostosa de ouvir) é de autoria deles mesmo!



Agora falta só algum produtor descobrir esses meninos!!!!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Várias coisas...

Hello...
Tenho várias coisas pra comentar, nem sei se vou lembrar de tudo...

Primeiro: no meu ócio criativo dos últimos dias descobri dois sites ótimos:

Um deles, do tumbr, 1,001 things I want in a lover - o nome é auto-explicativo: a autora lista 1001 coisas que ela espera em um cara... é o tipo de coisa que não tem como ler sem um nó na garganta, praticamente um manual do que as mulheres querem...(e LINDO, por sinal...)

O outro, Um sábado qualquer, é um blog de tirinhas de Deus no paraíso, com Adão, Eva e o pscicopata Caim... é ótimo, um humor levinho daquele gostoso de ver, sabe... além de ser uma crítica muito bem feita, sem ser ofensiva, à religião de forma geral...

Ambos ganharam um espacinho nos meus links ali em cima (também o SOS bichos, uma associação protetora aqui de BH)... espacinho este que, aliás, me dá muito trabalho pra formatar pq embola os links uns em cima dos outros... mas como pra resolver isso eu teria que trocar meu plano de fundo e eu gosto desse...

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Outro assunto que eu queria comentar: hoje, dia 5/fev, é o #tattooday no Twitter... que consiste basicamente em trocar a foto do seu avatar por uma foto da sua tattoo... como eu AMO minhas tatuagens, não ia perder a desculpa pra postar fotos delas, né?!
Com a comemoração, vem as promoções: vale-tatuagem, vale-livro, vale-foto, etc... e para participar de uma dessas promoções, a pessoa tem que responder a pergunta: "O tatuado sofre preconceito?" (ou algo parecido)...

Dei essa volta toda pq eu queria falar de preconceito com tatuados... tenho que ser menos prolixa...


Sofre, sim. Mas depende. Depende, por exemplo, da atitude do tatuado: um cara com o corpo fechado de tatuagens e uma carinha gentil vai ter mais aceitação que aquele "normal" de cara amarrada.







Depende também da tatuagem... coisas mal-feitas,é claro, levam sua aceitação na sociedade pro vermelho...


E, mesmo com isso tudo, o tatuado tem que ter bom senso para fazer suas tattoos e procurar um emprego depois: vc não levaria seu filho a um pediatra assim:



Assim como você provavelmente não faria aulas de luta livre com esse cara:


*Pelamordedeus! Não pela orientação sexual, mas ele nunca teria cara de um bom professor de lutas, ok?!*

Enfim... o segredo é ter bom senso mesmo, né?!