sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Férias corridas... entre estágios e namoro, entre ratos e pacientes, entre fazer a janta e arrumar o carro, estou levando bem esses dias...
O estágio no Risoleta superou muito minhas espectativas (x?)... e, além de ter certeza de que Farmácia Hospitalar é uma boa opção de profissão, descobri algumas coisas sobre mim nesses últimos tempos... sobre como não consigo ficar parada assistindo os outros trabalharem, como, apesar de ser mandona, prefiro receber ordens a mandar, como (ainda) sou capaz de sentir compaixão por pessoas que eu não conheço (não, eu não me imaginava apta para isso... sempre tive muito mais compaixão pelos que tem focinho que pelos humanos). Tive também outras certezas, de coisas que eu já sabia, como o fato de eu não ter nojo de seres abertos e ainda me surpreender com a perfeição da anatomia...
To me sentindo adulta nesses tempos... é estranha a sensação, mas é boa...
Enfim...

domingo, 25 de outubro de 2009

Saco...

Estou entalada com isso há muito tempo: eu nunca estive tão rodeada de gente incapaz...
Na boa, tô cansada... tenho asco de gente burra...
Em três anos, mais da metada da minha sala ainda não sabe falar meu nome!! Putamerda!!!
Qual a dificuldade em falar NaTHÁlie?? Já até apelei pro português e adotei um acento inexistente no "tha", pra ver se o povo acerta... mas NADA!!!! Faculdade emburrece, mesmo!!!!
Se fosse um americano, me chamar de "Náthalie" seria normal... se fosse um francês, me chamar de "Nathalí" descia... mas essa cambada não sabe falar nem português, pra que inventa moda????
Todo mundo fala "idéia" (que, apesar de ter perdido o acento na nova regra, vai ficar com acento aqui para fins didáticos)... ninguém fala "idea" (IGL) ou "idée" (FRA)...
Ninguém chama "número" de number, pequeno de "petit" (fora o gateau). Ninguém toma "coffee", mas sim "café"...
Então porque não me chamar de Nathálie????
E não é por falta de pedido, de explicação, de compreensão... é burrice alheia mesmo..

Eu vejo a hora que vou virar e traçar o seguinte diálogo (hostil) que várias vezes já ensaiei:
"(eu) -Vc tem uma caneta?
(maldito idiota)-Tenho
(eu) -Me empresta então... (escrever "básico" na mão)... lê aqui
(m.i.) -"Básico", por que?
(eu) - Separa em sílabas
(m.i.) -Bá-si-co
(eu) -Qual é a sílaba tônica (se a anta souber o que é isso)
(m.i.) -"Bá"
(eu) -Como vc sabe?
(m.i.) -Porque sei, oras... por causa do acento...
(eu) -Ahhh... agora lê isso (escreve Nathálie, com acento)
(m.i.) -NÁthalie (lembre, a pessoa é uma anta)
(eu) -Separa em sílabas
(m.i.) -Na-tha-lie (aqui pode ter algum problema, mas a gente ajuda se precisar)
(eu) -Qual é a sílaba tônica? É a que tem acento, né?
(m.i.) -É
(eu) -Então é NaTHÁlie, não NÁthalie nem NathaLÍ, né?
(m.i.) -É
(eu) -Então porque diabos vc não usa a merda do português básico que vc aprendeu na escola e acerta a porra do meu nome, só pra variar?!?!?!?!?!"

E depois, eu que sou a grossa apelona...
Afffff...

Além disso, tô cansada também da folga alheia.. e tô cansada do povo falando que sou estressada quando eu apelo... tô cansada de ajudar os outros e não ver ninguém me ajudando... tõ casada de bancar a boazinha... não tô na faculdade pra fazer amigos, tô lá pra ter uma profissão... amigos eu já tenho (os melhores do mundo) e eles, diga-se de passagem, nunca erraram meu nome, mesmo antes de aprender as regras de acentuação na escola... (se bem que a gente aprende isso antes da quinta série, mas preservo o meu direito de fazer drama)...
Agora, quando vcs ouvirem que a "Nathalie é muito grossa" pq eu mandei meio mundo à merda, sei q vcs vão me entender...
[/prontofalei]

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sem título

Estive pensando esses dias em uma coisa: quando vc sabe que aquela pessoa é A pessoa?!
Bem, na verdade não tem como saber meeeeeeesmo... mas tem como supor...
Vão haver dias que vcs vão estar em sintonias diferentes... vão haver dias que vcs vão se completar em tudo... vão haver dias que você morre de saudades... e vão haver dias em que vc simplesmente não quer encontrar com ele...
Sim, acontece... por mais que se ame, às vezes vc simplesmente não tá a fim... e amor de verdade pra mim é isso... saber que vc está com preguiça da pessoa só porque é dia de ficar com preguiça, e não porque vc não a ama... tem dias que vc ama mais, tem dias que vc ama menos... e ao saber que, apesar de querer ficar sozinho de vez em quando, vc quer ficar com aquela pessoa ainda, vc tem um bom motivo pra acreditar que é ELE...
Amor é xingar, ficar bravo, mas não conseguir se afastar. É também ter saudades loucas e aparecer do nada pra uma visita. É achar que ele é a pessoa mais linda do mundo, mesmo que de vez em quando precise de uns retoques... e achar que ele é a pessoa perfeita para estar ao seu lado, mesmo que vc tente mudá-lo o tempo todo. É não acreditar que algo vai dar certo, mas apoiar mesmo assim (nem que seja pra falar "eu te avisei")... e querer sempre o apoio dele, pra quando conseguir o que quer mostrar pra ele que vc consegue...
Amor, desses de post (afinal, uma das lições que se deve aprender é que o príncipe dos contos-de-fadas é na verdade um chato entediante *ou um safado nato, que já pegou todas as princesas, mas a gente nunca sabe o que acontece depois do "felizes para sempre"*...), é coisa que acontece, não que vc procura... pode parecer clichê falar isso, mas é verdade... quando a gente procura, a gente escolhe muito... mas quando o amor cai na sua vida, ele vem do jeito que tem que ser... e saber que provavelmente vocês vão passar mais tempo brigando que de bem, mas que, no fim, vocês não vão querer se largar mais, facilita muito as coisas!!!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Momento musical

The climb - Miley Cyrus

I can almost see it
That dream I'm dreaming but
There's a voice inside my head saying
You'll never reach it

Every step I'm taking
Every move I make feels
Lost with no direction
My faith is shaken
But I, I gotta keep trying
Gotta keep my head held high

There's always gonna be another mountain
I'm always gonna wanna make it move
Always gonna be an uphill battle
Sometimes I'm gonna have to lose
Ain't about how fast I get there
Ain't about what's waiting on the other side
It's the climb


The struggles I'm facing
The chances I'm taking
Sometimes might knock me down but
No, I'm not breaking
I may not know it
But these are the moments
That I'm gonna remember most, yeah
Just gotta keep going
And I, I gotta be strong
Just keep pushing on

(...)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Atualizações

Tempão sem postar nada... mas também, ando muito sem novidades....
To adorando o estágio novo... se não faz diferença pra ciência, pelo menos é gostoso ir pra lá...
Quanto ao curso, vou levando... a gente vê no que dá...
No mais, fiz carteirinha do CEU, então nos momentos absurdos de tédio ainda terei algo pra fazer!!

----Viu, falei que não tinha novidades...----

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Como são as coisas...

Coincidência ou não, estava passando essa música na Multishow enquanto eu escrevia o post:

"I've been travelin
On this road to long
Just trying to find
My way back home
The old me
Is dead and gone
Dead and gone"

(na verdade, só o refrão interessa...)

Historinha...

Era uma vez uma menina que amava bichos. A vida inteira ela quis ser veterinária. Até que, quando tinha 14/15 anos, se tornou uma Wiccana. E, unindo a recente crença no poder as plantas e a eterna necessidade interior de explicar com provas (científicas, no caso) tudo, resolveu fazer Farmácia e estudar o poder curativo real das plantas. Escasquetou com isso. Cismou e ponto. E como ainda era boa em Química (e em Biologia), até achou que estava fazendo a escolha certa...

Dois a três anos depois, ainda acreditando nessa idéia e ainda Wiccana (apesar de as duas crenças já estarem fraquejando), ela fez cursinho, ralou muito, fez o vestibular e passou. Mesmo já sabendo lá no fundo que não era isso que ela queria. Mesmo tendo pensado em fazer Psicologia caso não passasse, porque não gostava de Química (sim: louca, estranha e paradoxal...) E a Veterinária?! Continuava gostando, mas não achou que era a coisa certa... vai saber porque... a lógica dela não funciona muito bem...

Quando entrou pra faculdade, tomou muito ferro no começo, mas o desafio a fez querer continuar. Já não era mais Wiccana, já sentia que não queria ser farmacêutica, mas não queria parar... não queria admitir que fez a escolha errada...

Enfim ela trabalhou com plantas medicinais, teve três matérias sobre elas... e viu que era HORRÍVEL!!!!! Um porre... a parte negra da Farmácia...
E então a desculpa pra acreditar na idéia fixa de ser farmacêutica acabou de vez... ela já não queria trabalhar com plantas, ela detestou esse ramo... "E AGORA???" ela se perguntou então. Mas já era tarde... "melhor formar e fazer outro curso depois que largar tudo agora", pensou... "já estou na metade!"... o medo (e a preguiça) de começar de novo a fizeram continuar.

Ela até gostou muito de algumas matérias, de alguns ramos da Farmácia... não era de todo mal ser farmacêutica, afinal... mas não era seu sonho e, por isso, ela não sabia o que escolher. Como nunca tinha aspirado nada daquilo, muita coisa era boa, mas nada era bom o suficiente.

(Sem contar que ela não tem afinidade nenhuma com a turma dela... não que na veterinária seria necessariamente diferente, mas vai saber... o pessoal da vet é mais divertido e unido pelo menos...)

Uma escolha errada anos atrás, um quadradinho diferente marcado no dia da inscrição, e ela ficou sem ter pra onde ir, sem caminho pra seguir depois de formada... isso está com certeza na lista das coisas que ela mudaria se ela pudesse voltar no tempo...

Por hora ela é uma estudante... mas ela será uma profissional em que área? (Pra quem não sabe, "farmacêutico" é tão vago quanto "professor": vc não é só professor, é "professor disso"; vc não é só farmacêutico, vc é "farmacêutico especializado nisso", a não ser que vá trabalhar em uma farmácia/drogaria). Até hoje ela não sabe ao certo a resposta...

Enquanto isso, ela arrumou um estágio na Toxicologia, trabalhando com... RATOS! Lindos, branquinho e mansinhos... iguais ao que ela teve de estimação um dia...
E querem saber de um segredo?! Lá ela vai ter que pesar os ratinhos, dar comida e lavar gaiolas (além de fazer o experimento mesmo, que consiste em dar um remédio a eles uma vez por dia por três meses e depois ver se eles tiveram algum efeito tóxico). E ela AMOU a idéia... bichinhos!!!!!
*Fato, um dia ela terá que sacrificar todos eles, mas melhor não pensar nisso agora... afinal, o Ogan teve uma morte muito mais cruel que essas cobaias... não vai ser tão sofrido, eles nem vão sentir dor.*

Mas a pergunta que não quer calar é: e daqui a exatos dois anos? O que ela vai fazer? Ser vendedora em uma farmácia qualquer? Trabalhar num laboratório à la Hermes Pardini? Ser perita da Polícia Civil ou Federal? Fazer mestrado? Doutorado? Ou seguir o coração ao invés da intuição esquisita dela e finalmente fazer Veterinária? O que é o certo? O que ela quer? O que ela vai aguentar? Ou será que ela vai fazer algo nada a ver? Quem sabe até ganhar na loteria e poder fazer tudo isso e mais um pouco? (momento descontraído mode: on)

Esperem as cenas dos próximos capítulos...

Enquanto isso, ela tem só uma certeza: MALDITAS PLANTINHAS!

Um post dedicado ao Ogan, outro amiguinho das antigas, pra quem eu deveria ter dado mais valor...

Tive que mudar o template... saco...
Depois volto praquele...