Estou entalada com isso há muito tempo: eu nunca estive tão rodeada de gente incapaz...
Na boa, tô cansada... tenho asco de gente burra...
Em três anos, mais da metada da minha sala ainda não sabe falar meu nome!! Putamerda!!!
Qual a dificuldade em falar NaTHÁlie?? Já até apelei pro português e adotei um acento inexistente no "tha", pra ver se o povo acerta... mas NADA!!!! Faculdade emburrece, mesmo!!!!
Se fosse um americano, me chamar de "Náthalie" seria normal... se fosse um francês, me chamar de "Nathalí" descia... mas essa cambada não sabe falar nem português, pra que inventa moda????
Todo mundo fala "idéia" (que, apesar de ter perdido o acento na nova regra, vai ficar com acento aqui para fins didáticos)... ninguém fala "idea" (IGL) ou "idée" (FRA)...
Ninguém chama "número" de number, pequeno de "petit" (fora o gateau). Ninguém toma "coffee", mas sim "café"...
Então porque não me chamar de Nathálie????
E não é por falta de pedido, de explicação, de compreensão... é burrice alheia mesmo..
Eu vejo a hora que vou virar e traçar o seguinte diálogo (hostil) que várias vezes já ensaiei:
"(eu) -Vc tem uma caneta?
(maldito idiota)-Tenho
(eu) -Me empresta então... (escrever "básico" na mão)... lê aqui
(m.i.) -"Básico", por quê?
(eu) - Separa em sílabas
(m.i.) -Bá-si-co
(eu) -Qual é a sílaba tônica (se a anta souber o que é isso)
(m.i.) -"Bá"
(eu) -Como vc sabe?
(m.i.) -Porque sei, oras... por causa do acento...
(eu) -Ahhh... agora lê isso (escreve Nathálie, com acento)
(m.i.) -NÁthalie (lembre, a pessoa é uma anta)
(eu) -Separa em sílabas
(m.i.) -Na-tha-lie (aqui pode ter algum problema, mas a gente ajuda se precisar)
(eu) -Qual é a sílaba tônica? É a que tem acento, né?
(m.i.) -É
(eu) -Então é NaTHÁlie, não NÁthalie nem NathaLÍ, né?
(m.i.) -É
(eu) -Então porque diabos vc não usa a merda do português básico que vc aprendeu na escola e acerta a porra do meu nome, só pra variar?!?!?!?!?!"
E depois, eu que sou a grossa apelona...
Afffff...
Além disso, tô cansada também da folga alheia.. e tô cansada do povo falando que sou estressada quando eu apelo... tô cansada de ajudar os outros e não ver ninguém me ajudando... tõ casada de bancar a boazinha... não tô na faculdade pra fazer amigos, tô lá pra ter uma profissão... amigos eu já tenho (os melhores do mundo) e eles, diga-se de passagem, nunca erraram meu nome, mesmo antes de aprender as regras de acentuação na escola... (se bem que a gente aprende isso antes da quinta série, mas preservo o meu direito de fazer drama)...
Agora, quando vcs ouvirem que a "Nathalie é muito grossa" pq eu mandei meio mundo à merda, sei q vcs vão me entender...
[/prontofalei]
domingo, 25 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Sem título
Estive pensando esses dias em uma coisa: quando vc sabe que aquela pessoa é A pessoa?!
Bem, na verdade não tem como saber meeeeeeesmo... mas tem como supor...
Vão haver dias que vcs vão estar em sintonias diferentes... vão haver dias que vcs vão se completar em tudo... vão haver dias que você morre de saudades... e vão haver dias em que vc simplesmente não quer encontrar com ele...
Sim, acontece... por mais que se ame, às vezes vc simplesmente não tá a fim... e amor de verdade pra mim é isso... saber que vc está com preguiça da pessoa só porque é dia de ficar com preguiça, e não porque vc não a ama... tem dias que vc ama mais, tem dias que vc ama menos... e ao saber que, apesar de querer ficar sozinho de vez em quando, vc quer ficar com aquela pessoa ainda, vc tem um bom motivo pra acreditar que é ELE...
Amor é xingar, ficar bravo, mas não conseguir se afastar. É também ter saudades loucas e aparecer do nada pra uma visita. É achar que ele é a pessoa mais linda do mundo, mesmo que de vez em quando precise de uns retoques... e achar que ele é a pessoa perfeita para estar ao seu lado, mesmo que vc tente mudá-lo o tempo todo. É não acreditar que algo vai dar certo, mas apoiar mesmo assim (nem que seja pra falar "eu te avisei")... e querer sempre o apoio dele, pra quando conseguir o que quer mostrar pra ele que vc consegue...
Amor, desses de post (afinal, uma das lições que se deve aprender é que o príncipe dos contos-de-fadas é na verdade um chato entediante *ou um safado nato, que já pegou todas as princesas, mas a gente nunca sabe o que acontece depois do "felizes para sempre"*...), é coisa que acontece, não que vc procura... pode parecer clichê falar isso, mas é verdade... quando a gente procura, a gente escolhe muito... mas quando o amor cai na sua vida, ele vem do jeito que tem que ser... e saber que provavelmente vocês vão passar mais tempo brigando que de bem, mas que, no fim, vocês não vão querer se largar mais, facilita muito as coisas!!!
Bem, na verdade não tem como saber meeeeeeesmo... mas tem como supor...
Vão haver dias que vcs vão estar em sintonias diferentes... vão haver dias que vcs vão se completar em tudo... vão haver dias que você morre de saudades... e vão haver dias em que vc simplesmente não quer encontrar com ele...
Sim, acontece... por mais que se ame, às vezes vc simplesmente não tá a fim... e amor de verdade pra mim é isso... saber que vc está com preguiça da pessoa só porque é dia de ficar com preguiça, e não porque vc não a ama... tem dias que vc ama mais, tem dias que vc ama menos... e ao saber que, apesar de querer ficar sozinho de vez em quando, vc quer ficar com aquela pessoa ainda, vc tem um bom motivo pra acreditar que é ELE...
Amor é xingar, ficar bravo, mas não conseguir se afastar. É também ter saudades loucas e aparecer do nada pra uma visita. É achar que ele é a pessoa mais linda do mundo, mesmo que de vez em quando precise de uns retoques... e achar que ele é a pessoa perfeita para estar ao seu lado, mesmo que vc tente mudá-lo o tempo todo. É não acreditar que algo vai dar certo, mas apoiar mesmo assim (nem que seja pra falar "eu te avisei")... e querer sempre o apoio dele, pra quando conseguir o que quer mostrar pra ele que vc consegue...
Amor, desses de post (afinal, uma das lições que se deve aprender é que o príncipe dos contos-de-fadas é na verdade um chato entediante *ou um safado nato, que já pegou todas as princesas, mas a gente nunca sabe o que acontece depois do "felizes para sempre"*...), é coisa que acontece, não que vc procura... pode parecer clichê falar isso, mas é verdade... quando a gente procura, a gente escolhe muito... mas quando o amor cai na sua vida, ele vem do jeito que tem que ser... e saber que provavelmente vocês vão passar mais tempo brigando que de bem, mas que, no fim, vocês não vão querer se largar mais, facilita muito as coisas!!!
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Momento musical
The climb - Miley Cyrus
I can almost see it
That dream I'm dreaming but
There's a voice inside my head saying
You'll never reach it
Every step I'm taking
Every move I make feels
Lost with no direction
My faith is shaken
But I, I gotta keep trying
Gotta keep my head held high
There's always gonna be another mountain
I'm always gonna wanna make it move
Always gonna be an uphill battle
Sometimes I'm gonna have to lose
Ain't about how fast I get there
Ain't about what's waiting on the other side
It's the climb
The struggles I'm facing
The chances I'm taking
Sometimes might knock me down but
No, I'm not breaking
I may not know it
But these are the moments
That I'm gonna remember most, yeah
Just gotta keep going
And I, I gotta be strong
Just keep pushing on
(...)
I can almost see it
That dream I'm dreaming but
There's a voice inside my head saying
You'll never reach it
Every step I'm taking
Every move I make feels
Lost with no direction
My faith is shaken
But I, I gotta keep trying
Gotta keep my head held high
There's always gonna be another mountain
I'm always gonna wanna make it move
Always gonna be an uphill battle
Sometimes I'm gonna have to lose
Ain't about how fast I get there
Ain't about what's waiting on the other side
It's the climb
The struggles I'm facing
The chances I'm taking
Sometimes might knock me down but
No, I'm not breaking
I may not know it
But these are the moments
That I'm gonna remember most, yeah
Just gotta keep going
And I, I gotta be strong
Just keep pushing on
(...)
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Atualizações
Tempão sem postar nada... mas também, ando muito sem novidades....
To adorando o estágio novo... se não faz diferença pra ciência, pelo menos é gostoso ir pra lá...
Quanto ao curso, vou levando... a gente vê no que dá...
No mais, fiz carteirinha do CEU, então nos momentos absurdos de tédio ainda terei algo pra fazer!!
----Viu, falei que não tinha novidades...----
To adorando o estágio novo... se não faz diferença pra ciência, pelo menos é gostoso ir pra lá...
Quanto ao curso, vou levando... a gente vê no que dá...
No mais, fiz carteirinha do CEU, então nos momentos absurdos de tédio ainda terei algo pra fazer!!
----Viu, falei que não tinha novidades...----
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Como são as coisas...
Coincidência ou não, estava passando essa música na Multishow enquanto eu escrevia o post:
"I've been travelin
On this road to long
Just trying to find
My way back home
The old me
Is dead and gone
Dead and gone"
(na verdade, só o refrão interessa...)
"I've been travelin
On this road to long
Just trying to find
My way back home
The old me
Is dead and gone
Dead and gone"
(na verdade, só o refrão interessa...)
Historinha...
Era uma vez uma menina que amava bichos. A vida inteira ela quis ser veterinária. Até que, quando tinha 14/15 anos, se tornou uma Wiccana. E, unindo a recente crença no poder das plantas e a eterna necessidade interior de explicar com provas (científicas, no caso) tudo, resolveu fazer Farmácia e estudar o poder curativo real das plantas. Escasquetou com isso. Cismou e ponto. E como ainda era boa em Química (e em Biologia), até achou que estava fazendo a escolha certa...
Dois a três anos depois, ainda acreditando nessa idéia e ainda Wiccana (apesar de as duas crenças já estarem fraquejando), ela fez cursinho, ralou muito, fez o vestibular e passou. Mesmo já sabendo lá no fundo que não era isso que ela queria. Mesmo tendo pensado em fazer Psicologia caso não passasse, porque não gostava de Química (sim: louca, estranha e paradoxal...) E a Veterinária?! Continuava gostando, mas não achou que era a coisa certa... vai saber porque... a lógica dela não funciona muito bem...
Quando entrou pra faculdade, tomou muito ferro no começo, mas o desafio a fez querer continuar. Já não era mais Wiccana, já sentia que não queria ser farmacêutica, mas não queria parar... não queria admitir que fez a escolha errada...
Enfim ela trabalhou com plantas medicinais, teve três matérias sobre elas... e viu que era HORRÍVEL!!!!! Um porre... a parte negra da Farmácia...
E então a desculpa pra acreditar na idéia fixa de ser farmacêutica acabou de vez... ela já não queria trabalhar com plantas, ela detestou esse ramo... "E AGORA???" ela se perguntou então. Mas já era tarde... "melhor formar e fazer outro curso depois que largar tudo agora", pensou... "já estou na metade!"... o medo (e a preguiça) de começar de novo a fizeram continuar.
Ela até gostou muito de algumas matérias, de alguns ramos da Farmácia... não era de todo mal ser farmacêutica, afinal... mas não era seu sonho e, por isso, ela não sabia o que escolher. Como nunca tinha aspirado nada daquilo, muita coisa era boa, mas nada era bom o suficiente.
(Sem contar que ela não tem afinidade nenhuma com a turma dela... não que na veterinária seria necessariamente diferente, mas vai saber... o pessoal da vet é mais divertido e unido pelo menos...)
Uma escolha errada anos atrás, um quadradinho diferente marcado no dia da inscrição, e ela ficou sem ter pra onde ir, sem caminho pra seguir depois de formada... isso está com certeza na lista das coisas que ela mudaria se ela pudesse voltar no tempo...
Por hora ela é uma estudante... mas ela será uma profissional em que área? (Pra quem não sabe, "farmacêutico" é tão vago quanto "professor": vc não é só professor, é "professor disso"; vc não é só farmacêutico, vc é "farmacêutico especializado nisso", a não ser que vá trabalhar em uma farmácia/drogaria). Até hoje ela não sabe ao certo a resposta...
Enquanto isso, ela arrumou um estágio na Toxicologia, trabalhando com... RATOS! Lindos, branquinho e mansinhos... iguais ao que ela teve de estimação um dia...
E querem saber de um segredo?! Lá ela vai ter que pesar os ratinhos, dar comida e lavar gaiolas (além de fazer o experimento mesmo, que consiste em dar um remédio a eles uma vez por dia por três meses e depois ver se eles tiveram algum efeito tóxico). E ela AMOU a idéia... bichinhos!!!!!
*Fato, um dia ela terá que sacrificar todos eles, mas melhor não pensar nisso agora... afinal, o Ogan teve uma morte muito mais cruel que essas cobaias... não vai ser tão sofrido, eles nem vão sentir dor.*
Mas a pergunta que não quer calar é: e daqui a exatos dois anos? O que ela vai fazer? Ser vendedora em uma farmácia qualquer? Trabalhar num laboratório à la Hermes Pardini? Ser perita da Polícia Civil ou Federal? Fazer mestrado? Doutorado? Ou seguir o coração ao invés da intuição esquisita dela e finalmente fazer Veterinária? O que é o certo? O que ela quer? O que ela vai aguentar? Ou será que ela vai fazer algo nada a ver? Quem sabe até ganhar na loteria e poder fazer tudo isso e mais um pouco? (momento descontraído mode: on)
Esperem as cenas dos próximos capítulos...
Enquanto isso, ela tem só uma certeza: MALDITAS PLANTINHAS!
Um post dedicado ao Ogan, outro amiguinho das antigas, pra quem eu deveria ter dado mais valor...
Dois a três anos depois, ainda acreditando nessa idéia e ainda Wiccana (apesar de as duas crenças já estarem fraquejando), ela fez cursinho, ralou muito, fez o vestibular e passou. Mesmo já sabendo lá no fundo que não era isso que ela queria. Mesmo tendo pensado em fazer Psicologia caso não passasse, porque não gostava de Química (sim: louca, estranha e paradoxal...) E a Veterinária?! Continuava gostando, mas não achou que era a coisa certa... vai saber porque... a lógica dela não funciona muito bem...
Quando entrou pra faculdade, tomou muito ferro no começo, mas o desafio a fez querer continuar. Já não era mais Wiccana, já sentia que não queria ser farmacêutica, mas não queria parar... não queria admitir que fez a escolha errada...
Enfim ela trabalhou com plantas medicinais, teve três matérias sobre elas... e viu que era HORRÍVEL!!!!! Um porre... a parte negra da Farmácia...
E então a desculpa pra acreditar na idéia fixa de ser farmacêutica acabou de vez... ela já não queria trabalhar com plantas, ela detestou esse ramo... "E AGORA???" ela se perguntou então. Mas já era tarde... "melhor formar e fazer outro curso depois que largar tudo agora", pensou... "já estou na metade!"... o medo (e a preguiça) de começar de novo a fizeram continuar.
Ela até gostou muito de algumas matérias, de alguns ramos da Farmácia... não era de todo mal ser farmacêutica, afinal... mas não era seu sonho e, por isso, ela não sabia o que escolher. Como nunca tinha aspirado nada daquilo, muita coisa era boa, mas nada era bom o suficiente.
(Sem contar que ela não tem afinidade nenhuma com a turma dela... não que na veterinária seria necessariamente diferente, mas vai saber... o pessoal da vet é mais divertido e unido pelo menos...)
Uma escolha errada anos atrás, um quadradinho diferente marcado no dia da inscrição, e ela ficou sem ter pra onde ir, sem caminho pra seguir depois de formada... isso está com certeza na lista das coisas que ela mudaria se ela pudesse voltar no tempo...
Por hora ela é uma estudante... mas ela será uma profissional em que área? (Pra quem não sabe, "farmacêutico" é tão vago quanto "professor": vc não é só professor, é "professor disso"; vc não é só farmacêutico, vc é "farmacêutico especializado nisso", a não ser que vá trabalhar em uma farmácia/drogaria). Até hoje ela não sabe ao certo a resposta...
Enquanto isso, ela arrumou um estágio na Toxicologia, trabalhando com... RATOS! Lindos, branquinho e mansinhos... iguais ao que ela teve de estimação um dia...
E querem saber de um segredo?! Lá ela vai ter que pesar os ratinhos, dar comida e lavar gaiolas (além de fazer o experimento mesmo, que consiste em dar um remédio a eles uma vez por dia por três meses e depois ver se eles tiveram algum efeito tóxico). E ela AMOU a idéia... bichinhos!!!!!
*Fato, um dia ela terá que sacrificar todos eles, mas melhor não pensar nisso agora... afinal, o Ogan teve uma morte muito mais cruel que essas cobaias... não vai ser tão sofrido, eles nem vão sentir dor.*
Mas a pergunta que não quer calar é: e daqui a exatos dois anos? O que ela vai fazer? Ser vendedora em uma farmácia qualquer? Trabalhar num laboratório à la Hermes Pardini? Ser perita da Polícia Civil ou Federal? Fazer mestrado? Doutorado? Ou seguir o coração ao invés da intuição esquisita dela e finalmente fazer Veterinária? O que é o certo? O que ela quer? O que ela vai aguentar? Ou será que ela vai fazer algo nada a ver? Quem sabe até ganhar na loteria e poder fazer tudo isso e mais um pouco? (momento descontraído mode: on)
Esperem as cenas dos próximos capítulos...
Enquanto isso, ela tem só uma certeza: MALDITAS PLANTINHAS!
Um post dedicado ao Ogan, outro amiguinho das antigas, pra quem eu deveria ter dado mais valor...
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
"Ao que, digo ao senhor, pergunto: em sua vida é assim? Na minha, agora é que vejo, as coisas importantes, todas, em caso de curto acaso foi que se conseguiram - pelo pulo fino de sem ver se dar - a sorte momenteira, por cabelo por um fio, um clim de crina de cavalo. Ah, e se não fosse, cada acaso, não tivesse sido, qual é então que teria sido meu destino seguinte?"
Grande Sertão: Veredas
Grande Sertão: Veredas
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
E acabam-se as férias...
As férias estão acabando... e vem aquela sensação de "e agora?!" típica de começo de semestre...
Geralmente eu faço planos nas férias, mas eles se perdem logo na primeira semana de aula... estágio, matérias diferentes, tudo se perde... e eu fico de novo com a sensação de ser uma inútil completa...
Vou para o sétimo período agora... mais um e estou com diploma de farmacêutico nas mãos... depois mais dois e acaba de vez a faculdade... e eu fico pensando no que será de mim quando acabar tudo... faltam só dois anos...
Não trabalho, não faço estágio, não tenho experiência profissional... sou uma inútil completa... e, quando acabar a desculpa da faculdade (afinal, apesar de ser um enorme empecilho o fato de não ter horários fixos *ou sequer horários livres em alguns semestres* se algumas pessoas da minha sala conseguem ter vida além da faculdade, eu deveria conseguir também, certo?!), vou ficar perdida (mais que hoje). E isso me assusta um tantão...
Ah, se eu pudesse voltar para os meus 13 aos e viver tudo de novo... faria muitas coisas de modo diferente. Seria mais criança naquela época, não forçaria tanto a maturidade... teria aproveitado mais a Sindy, o melhor cachorro que já tive (a Ninfa não conta. Ela não é cachorro...), e me despediria dela como ela merecia. Não adiantaria coisas que aconteceriam naturalmente, não me afastaria dos meus amigos para viver em um mundo mais velho. Talvez essa atitude simples mudaria muita coisa do que aconteceu depois. Entraria pra banda, aprenderia a tocar um instrumento, leria Harry Potter antes de Sidney Sheldon, e não depois. Curtiria mais os amigos, teria mais coisas gostosas pra contar. Estudaria o mesmo tanto para passar no vestibular, mas aproveitaria melhor o fato de já ter a vaga garantida e faria algo diferente, faria algo útil das minhas super-férias. Sairia mais, conheceria mais pessoas, me divertiria mais. Procuraria um estágio logo no segundo período e, se ele não me agradasse, eu o trocaria por outro, mas nunca ficaria parada. Faria meu dia render, como vejo muitas pessoas fazendo. E talvez hoje eu não estivesse com essa sensação de ter desperdiçado minha vida até agora...
Ah, sonhos...
De fato, nunca é tarde para começar, mas eu não tenho nem idéia de POR ONDE começar... estou assustada com o futuro, mas o fato de começar algo novo também me assusta...
Amanhã eu tenho um tempo considerável livre... pretendo visitar algus professores, cenversar sobre isso, ver quais oportunidades eu ainda posso pegar antes de formar... e veremos no que é que dá...
Geralmente eu faço planos nas férias, mas eles se perdem logo na primeira semana de aula... estágio, matérias diferentes, tudo se perde... e eu fico de novo com a sensação de ser uma inútil completa...
Vou para o sétimo período agora... mais um e estou com diploma de farmacêutico nas mãos... depois mais dois e acaba de vez a faculdade... e eu fico pensando no que será de mim quando acabar tudo... faltam só dois anos...
Não trabalho, não faço estágio, não tenho experiência profissional... sou uma inútil completa... e, quando acabar a desculpa da faculdade (afinal, apesar de ser um enorme empecilho o fato de não ter horários fixos *ou sequer horários livres em alguns semestres* se algumas pessoas da minha sala conseguem ter vida além da faculdade, eu deveria conseguir também, certo?!), vou ficar perdida (mais que hoje). E isso me assusta um tantão...
Ah, se eu pudesse voltar para os meus 13 aos e viver tudo de novo... faria muitas coisas de modo diferente. Seria mais criança naquela época, não forçaria tanto a maturidade... teria aproveitado mais a Sindy, o melhor cachorro que já tive (a Ninfa não conta. Ela não é cachorro...), e me despediria dela como ela merecia. Não adiantaria coisas que aconteceriam naturalmente, não me afastaria dos meus amigos para viver em um mundo mais velho. Talvez essa atitude simples mudaria muita coisa do que aconteceu depois. Entraria pra banda, aprenderia a tocar um instrumento, leria Harry Potter antes de Sidney Sheldon, e não depois. Curtiria mais os amigos, teria mais coisas gostosas pra contar. Estudaria o mesmo tanto para passar no vestibular, mas aproveitaria melhor o fato de já ter a vaga garantida e faria algo diferente, faria algo útil das minhas super-férias. Sairia mais, conheceria mais pessoas, me divertiria mais. Procuraria um estágio logo no segundo período e, se ele não me agradasse, eu o trocaria por outro, mas nunca ficaria parada. Faria meu dia render, como vejo muitas pessoas fazendo. E talvez hoje eu não estivesse com essa sensação de ter desperdiçado minha vida até agora...
Ah, sonhos...
De fato, nunca é tarde para começar, mas eu não tenho nem idéia de POR ONDE começar... estou assustada com o futuro, mas o fato de começar algo novo também me assusta...
Amanhã eu tenho um tempo considerável livre... pretendo visitar algus professores, cenversar sobre isso, ver quais oportunidades eu ainda posso pegar antes de formar... e veremos no que é que dá...
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Entre irmãs...
Nathalie e Nayara conversando na madrugada de domingo...
(NÁ, lendo um livro) -Cogumelo atômico é estranho...
(NATHI, tentando dormir) -Uai, mas forma um cogumelo mesmo... ou vc queria que falassem guardachuva atômico?
(NÁ) -Mas porque não falou explosão então??
(NATHI) -Porque é diferente... explosão normal faz BUUMMM!!!!!! e explosão atômica faz SHHHVUUUMM!!!!!!!!!
(...)
(NATHI) -O bom é que dá pra diferenciar as duas pelo som, né...
Adoro!!!!!!
(NÁ, lendo um livro) -Cogumelo atômico é estranho...
(NATHI, tentando dormir) -Uai, mas forma um cogumelo mesmo... ou vc queria que falassem guardachuva atômico?
(NÁ) -Mas porque não falou explosão então??
(NATHI) -Porque é diferente... explosão normal faz BUUMMM!!!!!! e explosão atômica faz SHHHVUUUMM!!!!!!!!!
(...)
(NATHI) -O bom é que dá pra diferenciar as duas pelo som, né...
Adoro!!!!!!
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Conclusões II...
O mundo têxtil foi feito pra quem veste 40... (principalmente quando eu gosto da roupa...)
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Definições
Serotonina
A serotonina é um neurotransmissor, isto é, uma molécula envolvida na comunicação entre as células do cérebro (neurônios). Ela é quimicamente representada pela 5-hidroxitriptamina (5-HT), sendo também frequentemente designada por este nome.
Esta comunicação é fundamental para a percepção e avaliação do meio que rodeia o ser humano, e para a capacidade de resposta aos estímulos ambientais. Apesar de serem poucos os neurônios no nosso cérebro com capacidade para produzir e liberar serotonina, existe um grande número de células que detectam esse neurotransmissor. Desse modo, a serotonina desempenha um importante papel no funcionamento do nosso sistema nervoso e existem numerosas patologias relacionadas com alterações na atividade desse neurotransmissor.
A serotonina parece ter funções diversas, como o controle da liberação de alguns hormônios e a regulação do ritmo circadiano, do sono e do apetite, entre outras. Diversos fármacos que controlam a ação da serotonina como neurotransmissor são atualmente utilizados, ou estão sendo testados, em patologias como a ansiedade, depressão, obesidade, enxaqueca e esquizofrenia, entre outras. Drogas como o ecstasy e o LSD "mimetizam" alguns dos efeitos da serotonina em algumas células alvo. No caso do ecstasy, faz com que as células transportadoras das moléculas de serotonina façam o processo inverso, e as moléculas de serotonina sejam novamente capturadas pelos receptores de serotonina, repetindo o efeito desnecessariamente.
Em geral, os indivíduos deprimidos têm níveis baixos de serotonina no sistema nervoso central. Neste caso, deve se administrar inibidores da recaptação de serotonina pelos neurônios, como no caso de medicamentos à base de fluoxetina, ocasionando numa maior disponibilidade deste neurotransmissor na fenda sinaptica. Um certo número de alimentos, como bananas, tomates, chocolate são ricos no precursor da serotonina, o triptofano.Outras ações como sexo e tomar sol fazem liberar serotonina.
Fonte: Wikipédia
A serotonina é um neurotransmissor, isto é, uma molécula envolvida na comunicação entre as células do cérebro (neurônios). Ela é quimicamente representada pela 5-hidroxitriptamina (5-HT), sendo também frequentemente designada por este nome.
Esta comunicação é fundamental para a percepção e avaliação do meio que rodeia o ser humano, e para a capacidade de resposta aos estímulos ambientais. Apesar de serem poucos os neurônios no nosso cérebro com capacidade para produzir e liberar serotonina, existe um grande número de células que detectam esse neurotransmissor. Desse modo, a serotonina desempenha um importante papel no funcionamento do nosso sistema nervoso e existem numerosas patologias relacionadas com alterações na atividade desse neurotransmissor.
A serotonina parece ter funções diversas, como o controle da liberação de alguns hormônios e a regulação do ritmo circadiano, do sono e do apetite, entre outras. Diversos fármacos que controlam a ação da serotonina como neurotransmissor são atualmente utilizados, ou estão sendo testados, em patologias como a ansiedade, depressão, obesidade, enxaqueca e esquizofrenia, entre outras. Drogas como o ecstasy e o LSD "mimetizam" alguns dos efeitos da serotonina em algumas células alvo. No caso do ecstasy, faz com que as células transportadoras das moléculas de serotonina façam o processo inverso, e as moléculas de serotonina sejam novamente capturadas pelos receptores de serotonina, repetindo o efeito desnecessariamente.
Em geral, os indivíduos deprimidos têm níveis baixos de serotonina no sistema nervoso central. Neste caso, deve se administrar inibidores da recaptação de serotonina pelos neurônios, como no caso de medicamentos à base de fluoxetina, ocasionando numa maior disponibilidade deste neurotransmissor na fenda sinaptica. Um certo número de alimentos, como bananas, tomates, chocolate são ricos no precursor da serotonina, o triptofano.Outras ações como sexo e tomar sol fazem liberar serotonina.
Fonte: Wikipédia
quarta-feira, 29 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Coclusões...
Não, eu não tenho assunto. Não sei conversar sobre coisas sérias. Não sei sobre o que falar. Sou uma péssima companhia. Tenho uma péssima memória pra tudo que pode render um bom papo e uma ótima memória pra tudo que pode render uma briga feia. Sou alienada, não tenho opinião sobre economia, não entendo de política, pra mim esquerda e direita são só pontos referência. Quero que a sociedade se exploda, pra mim o Homem deveria se auto-destruir o mais rápido possível e deixar as abelhas dominarem o mundo. Pra mim justiça é: fez, recebe multiplicado por três. Não sei o que acontece no mundo, não assisto jornal, não lembro do que aconteceu na novela, meu dia-a-dia não rende assunto nem pra quem está nele. Sou uma CDF que passa 5 horas por dia (pra mais, nunca menos...) em sala de aula e mais 4 horas (quando não são 12) estudando em casa. E não, você não vai me ver falando de remédio a não ser que seja necessário.
Fui ali enterrar minha cabeça num buraco e já volto...
Fui ali enterrar minha cabeça num buraco e já volto...
segunda-feira, 20 de julho de 2009
A arte de aprender com os erros...
Um jovem sai. Vai para uma festa em uma cidade próxima com amigos... bebe, se diverte, passa a noite por lá. Na volta pra casa, às 09hs da manhã, dorme no volante, invade a contramão na rodovia e bate de frente com um outro carro. Morre e mata o outro motorista que, ou por distração, ou por estar correndo, ou por uma simples fatalidade, não consegue desviar.
Todos pensam: "é uma pena um jovem morrer tão cedo!". Já eu penso: "é uma injustiça um homem morrer pela estupidez alheia...". O que mais me revolta nisso tudo é que mesmo que você esteja certo, sóbrio, atento, devagar, pode perder tudo pelos erros dos outros... o outro motorista poderia ser você!
E os amigos do jovem inconsequente? Se reúnem no luto para lembrar os momentos bons ao lado dele: sempre em bares com os amigos, sempre em festas, sempre zoando... as fotos de recordação? Sempre com um copo/lata/garrafa na mão...
Eles provavelmente vão sair em sua homenagem um dia. Em um bar, vão pensar: "Nossa, ele iria adorar estar aqui..." e, depois de relembrar alguns momentos, rir e chorar um bocado, vão pra suas casas. DIRIGINDO. BÊBADOS.
E eu penso: aquele jovem irresponsável morreu (e matou) em vão, afinal...
E depois eu que sou a insensível...
Todos pensam: "é uma pena um jovem morrer tão cedo!". Já eu penso: "é uma injustiça um homem morrer pela estupidez alheia...". O que mais me revolta nisso tudo é que mesmo que você esteja certo, sóbrio, atento, devagar, pode perder tudo pelos erros dos outros... o outro motorista poderia ser você!
E os amigos do jovem inconsequente? Se reúnem no luto para lembrar os momentos bons ao lado dele: sempre em bares com os amigos, sempre em festas, sempre zoando... as fotos de recordação? Sempre com um copo/lata/garrafa na mão...
Eles provavelmente vão sair em sua homenagem um dia. Em um bar, vão pensar: "Nossa, ele iria adorar estar aqui..." e, depois de relembrar alguns momentos, rir e chorar um bocado, vão pra suas casas. DIRIGINDO. BÊBADOS.
E eu penso: aquele jovem irresponsável morreu (e matou) em vão, afinal...
E depois eu que sou a insensível...
quinta-feira, 9 de julho de 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
sábado, 4 de julho de 2009
Ooown....
Estava eu fazendo almoço hoje quando meu irmão chegou... ele trocou de roupa e perguntou se o almoço ia demorar... "É que eu tenho um churrasco pra ir agora, mas vi vc na cozinha e fiquei tão 'ai, a Nathi tá na cozinha, então a comida hoje vai ser gostosa' aí eu queria comer antes de sair!"
Achei tão lindo!!!!!!!!!!!
Tenho me sentido super útil-eficiente-prestativa-fodapracarai³ esses dias... tão bom!!!!!!!!!!!!!!!
**Vim só postar isso aqui e volto pra estudar Dinâmica... e daqui a pouco eu tô de férias!!!!!!**
Achei tão lindo!!!!!!!!!!!
Tenho me sentido super útil-eficiente-prestativa-fodapracarai³ esses dias... tão bom!!!!!!!!!!!!!!!
**Vim só postar isso aqui e volto pra estudar Dinâmica... e daqui a pouco eu tô de férias!!!!!!**
sexta-feira, 26 de junho de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Sobre amizade...
Esse fim-de-semana me senti novamente em casa... é impressionante o poder que um reencontro tem...
Abasteci meu tanque de carinho e boas lembranças, e agora sinto que posso seguir em frente...
Explico:
Reencontrei amigos da vida toda, inclusive aqueles que eu já nem tinha mais esperança de ver (afinal, depois de dois anos sem se ver, ainda temos assunto!!) Me senti de novo viva, feliz... e eu não estava mais sozinha...
Me sinto tão sozinha naquele mundo branco e entediante da Farmácia... sem as piadas de sempre *e sem repetir 9857982753982539 vezes as piadas novas*, sem a intimidade que só amigos podem ter... é um INFERNO aquele lugar... claro, tem várias pessoas das quais eu gosto, com quem converso e rio junto, mas não é a mesma coisa...
Como disse uma pessoa muito especial uma vez, talvez não haja espaço pra novos amigos na minha vida, "talvez você se sinta satisfeita com os que já tem. "
A verdade é que ela tem razão (apesar de ainda merecer um puxão de orelha por não ter comparecido, mas isso a gente resolve depois que eu ouvir seus motivos...)
Simplesmente meus amigos são tão bons que eu não preciso de outros... e mesmo ficando tão distantes às vezes, e eu me sentindo tão só nessas épocas, quando a gente se vê é como se a bateria recarregasse pra mais uma temporada de solidão...
Tenho que agradecer muito àqueles que estão do meu lado mesmo quando eu sou eu mesma... quando faço piadas sem graça, quando falo idiotices, quando dou uma de pseudo-culta (que eu não sei se tem hífen), quando eu entro em desespero, quando eu não quero saber de mais nada...
Amo vocês!!!
Abasteci meu tanque de carinho e boas lembranças, e agora sinto que posso seguir em frente...
Explico:
Reencontrei amigos da vida toda, inclusive aqueles que eu já nem tinha mais esperança de ver (afinal, depois de dois anos sem se ver, ainda temos assunto!!) Me senti de novo viva, feliz... e eu não estava mais sozinha...
Me sinto tão sozinha naquele mundo branco e entediante da Farmácia... sem as piadas de sempre *e sem repetir 9857982753982539 vezes as piadas novas*, sem a intimidade que só amigos podem ter... é um INFERNO aquele lugar... claro, tem várias pessoas das quais eu gosto, com quem converso e rio junto, mas não é a mesma coisa...
Como disse uma pessoa muito especial uma vez, talvez não haja espaço pra novos amigos na minha vida, "talvez você se sinta satisfeita com os que já tem. "
A verdade é que ela tem razão (apesar de ainda merecer um puxão de orelha por não ter comparecido, mas isso a gente resolve depois que eu ouvir seus motivos...)
Simplesmente meus amigos são tão bons que eu não preciso de outros... e mesmo ficando tão distantes às vezes, e eu me sentindo tão só nessas épocas, quando a gente se vê é como se a bateria recarregasse pra mais uma temporada de solidão...
Tenho que agradecer muito àqueles que estão do meu lado mesmo quando eu sou eu mesma... quando faço piadas sem graça, quando falo idiotices, quando dou uma de pseudo-culta (que eu não sei se tem hífen), quando eu entro em desespero, quando eu não quero saber de mais nada...
Amo vocês!!!
sábado, 30 de maio de 2009
Cabô!!!!!!!
Finalmente, minha tortura acabou... agora é só esperar a coceira passar também, as casquinhas saírem pra eu desfilar com minhas tattoos sem medo de ser feliz!!!!!!!!!!
domingo, 24 de maio de 2009
Correria modo on...
Com milhões de provas nas próximas duas semanas, tensa com as novas tatuagens (uma tá pronta! Vide orkut) e cansada da vida, passei um aniversário bem xoxo esse ano...
Mas me prometo que, passada a tempestade, vou saiiiiiiiiiiiirrrrrrrrrrrr!!!!!!!!!!!
Obrigada *atrasado* pelos parabéns de todos!!
BJO!!
Mas me prometo que, passada a tempestade, vou saiiiiiiiiiiiirrrrrrrrrrrr!!!!!!!!!!!
Obrigada *atrasado* pelos parabéns de todos!!
BJO!!
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Instruções para toda a vida
1. Leve em consideração que grandes amores e conquistas envolvem grande risco.
2. Quando você perde, não perca a lição.
3. Siga os três R's:
* Respeito a si mesmo
* Respeito aos outros
* Responsabilidade por todas suas ações
4. Lembre-se que não conseguir o que você quer é algumas vezes um grande lance de sorte.
5. Aprenda as regras de maneira a saber quebrá-las da maneira mais apropriada.
6. Não deixe uma disputa por questões menores ferir um grande amigo.
7. Quando você perceber que cometeu um erro, tome providências imediatas para corrigi-lo.
8. Passe algum tempo sozinho todos os dias.
9. Abra seus braços para mudanças, sem abrir mão de seus valores.
10. Lembre-se que o silêncio é algumas vezes a melhor resposta.
11. Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e pensar no passado, poderá obter prazer uma segunda vez.
12. Uma atmosfera de amor em sua casa é o fundamento para sua vida.
13. Em discordâncias com entes queridos, trate apenas da situação corrente.Não levante questões passadas.
14. Compartilhe o seu conhecimento. Esta é uma maneira de alcançar a imortalidade.
15. Seja gentil com a terra.
16. Uma vez por ano, vá a algum lugar que você nunca esteve antes.
17. Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor mútuo excede o amor que cada um precisa do outro.
18. Julgue o seu sucesso por aquilo que você teve que abrir mão para consegui-lo.
19. Entregue-se total e irrestritamente ao amor ...
2. Quando você perde, não perca a lição.
3. Siga os três R's:
* Respeito a si mesmo
* Respeito aos outros
* Responsabilidade por todas suas ações
4. Lembre-se que não conseguir o que você quer é algumas vezes um grande lance de sorte.
5. Aprenda as regras de maneira a saber quebrá-las da maneira mais apropriada.
6. Não deixe uma disputa por questões menores ferir um grande amigo.
7. Quando você perceber que cometeu um erro, tome providências imediatas para corrigi-lo.
8. Passe algum tempo sozinho todos os dias.
9. Abra seus braços para mudanças, sem abrir mão de seus valores.
10. Lembre-se que o silêncio é algumas vezes a melhor resposta.
11. Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e pensar no passado, poderá obter prazer uma segunda vez.
12. Uma atmosfera de amor em sua casa é o fundamento para sua vida.
13. Em discordâncias com entes queridos, trate apenas da situação corrente.Não levante questões passadas.
14. Compartilhe o seu conhecimento. Esta é uma maneira de alcançar a imortalidade.
15. Seja gentil com a terra.
16. Uma vez por ano, vá a algum lugar que você nunca esteve antes.
17. Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor mútuo excede o amor que cada um precisa do outro.
18. Julgue o seu sucesso por aquilo que você teve que abrir mão para consegui-lo.
19. Entregue-se total e irrestritamente ao amor ...
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Urgente!!!!!!!!!!!!
Galera, participem do movimento internacional para banir o danoso monóxido de dihidrogênio (dihydrogen monoxide).
Porque banir o monóxido de dihidrogênio (MDH)?
- o MDH contribui para o aquecimento global através do efeito estufa.
- é o principal componente da chuva ácida
- grande responsável pela erosão do solo
- acelera a corrosão de muitos metais
- amostras da Antartica revelaram grandes quantidades de MDH, evidenciando o seu grande espalhamento global.
- encontrado na maioria dos tecidos cancerosos
- vapores de MDH causam queimaduras graves
- na forma sólida, se posto em contato prolongado com a pele, o MDH causa severos danos
- responsável por grande parte dos curto-circuitos em aparelhor elétricos
- quando em pequenas quantidades sua detecção é dificultada pelo fato de ser incolor, inodoro e insípido.
Mesmo com todos esses perigos o MDH é largamente utilizado na indústria! Seria isso parte de uma conspiração mundial? Sendo as indústrias negligentes em relação a esses perigos?
Alguns exemplos de utilização do MDH:
- usinas nucleares
- em formas cruéis de pesquisas com animais
- como solvente para muitos pesticidas
Para maiores informações
- http://www.dhmo.org/ (inglês)
- http://modh.no.sapo.pt/acolhimento.html (português)
Porque banir o monóxido de dihidrogênio (MDH)?
- o MDH contribui para o aquecimento global através do efeito estufa.
- é o principal componente da chuva ácida
- grande responsável pela erosão do solo
- acelera a corrosão de muitos metais
- amostras da Antartica revelaram grandes quantidades de MDH, evidenciando o seu grande espalhamento global.
- encontrado na maioria dos tecidos cancerosos
- vapores de MDH causam queimaduras graves
- na forma sólida, se posto em contato prolongado com a pele, o MDH causa severos danos
- responsável por grande parte dos curto-circuitos em aparelhor elétricos
- quando em pequenas quantidades sua detecção é dificultada pelo fato de ser incolor, inodoro e insípido.
Mesmo com todos esses perigos o MDH é largamente utilizado na indústria! Seria isso parte de uma conspiração mundial? Sendo as indústrias negligentes em relação a esses perigos?
Alguns exemplos de utilização do MDH:
- usinas nucleares
- em formas cruéis de pesquisas com animais
- como solvente para muitos pesticidas
Para maiores informações
- http://www.dhmo.org/ (inglês)
- http://modh.no.sapo.pt/acolhimento.html (português)
domingo, 3 de maio de 2009
Perfeito...
Domingo perfeito... o dia tava ótimo, a festa tava ótima, a companhia ótima... tudo de bom...
E em breve eu também faço minhas Bodas de Prata! Aguardem!!! (Só uns +- 30 anos!!!)
E em breve eu também faço minhas Bodas de Prata! Aguardem!!! (Só uns +- 30 anos!!!)
terça-feira, 28 de abril de 2009
Que dia lindo!!!
Nossa, o dia tá lindo hoje!!!
O céu tá todo azul, sem nenhuma nuvenzinha sequer... o sol tá gostoso, pq o dia tá fresquinho... um friozinho iluminado, bom de passear...
Que gostoso!!
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
PS aleatório- Fico impressionada de ver o como acerto na minha opinião sobre algumas pessoas... bendito sexto sentido...
O céu tá todo azul, sem nenhuma nuvenzinha sequer... o sol tá gostoso, pq o dia tá fresquinho... um friozinho iluminado, bom de passear...
Que gostoso!!
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PS aleatório- Fico impressionada de ver o como acerto na minha opinião sobre algumas pessoas... bendito sexto sentido...
quarta-feira, 22 de abril de 2009
domingo, 19 de abril de 2009
Feriado...
Definitivamente, esse feriado não vai ser tão gostoso quanto o último... mil coisas pra fazer, sem saco pra nenhuma delas... maaaaaas, de consolo, na outra semana não tem aula, aí dá pra organizar toda minha vida acadêmica atrasada...
Todos os meses da vida deveriam ser igual esse abril... feriado toda semana!!!!
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
A pergunta que não quer calar:
POR QUE DIABOS TODA MÃE ACREDITA EM GERAÇÃO ESPONTÂNEA???
"Se vc deixar toda essa roupa jogada aí vai acabar dando rato no seu quarto!!"
"Olha só esse tanto de papel!! (xerox e folhas de fichário escritas) Quande der barata aqui vc não reclama, hein?!"
"Daqui a pouco vai começar a juntar formiga com essa bagunça aqui!"
Sem comentários...
Todos os meses da vida deveriam ser igual esse abril... feriado toda semana!!!!
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A pergunta que não quer calar:
POR QUE DIABOS TODA MÃE ACREDITA EM GERAÇÃO ESPONTÂNEA???
"Se vc deixar toda essa roupa jogada aí vai acabar dando rato no seu quarto!!"
"Olha só esse tanto de papel!! (xerox e folhas de fichário escritas) Quande der barata aqui vc não reclama, hein?!"
"Daqui a pouco vai começar a juntar formiga com essa bagunça aqui!"
Sem comentários...
sexta-feira, 10 de abril de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
Abandonado...
Mais uma vez o blog às traças... concluí que nunca tenho nada a dizer...
Vida pacata, do jeito que eu mais gosto: pura rotina... aula-academia-casa... nada de novo, nada de estranho, nada de diferente,, nada pra contar...
*Lavagem de alma on*
A não ser que me sinto meio sozinha... como pode alguém estar num lugar com as mesmas 60 pessoas por mais de dois anos e simplesmente não ter assunto ou intimidade com absolutamente NENHUMA delas? Pois é, isso é extremamante passível de acontecer comigo, que não sou lá uma ótima companhia e não costumo fazer questão de ninguém perto de mim... mas às vezes me incomoda...
Não vou mentir: tenho uma absurda preguiça da grande maioria, um sentimento de indiferença com quase todos que sobram e um carinho e uma admiração grandes, mas distantes pelos poucos restantes... mas isso não é amizade, não é intimidade...
Sinto falta dos meus irmãos, que me aturaram por tanto tempo... que brigaram comigo, que choraram comigo, que riram comigo... apesar de ter me afastado tão enormemente deles também... hoje sinto que não tenho assunto com ninguém (nem com meu blog...), mas nas raras vezes que encontro com eles tudo se ilumina, tudo se acerta... temos assuntos guardados pra conversar, segredos que aguardam esses momentos pra serem contados...
Ah, reconheço: outro motivo pro meu "ilhamento" é a minha preguiça total de sair... simplesmente não animo me mover quando estou em casa... inércia rules...
Acho que preciso de um psicólogo...
*Lavagem de alma off*
Vida pacata, do jeito que eu mais gosto: pura rotina... aula-academia-casa... nada de novo, nada de estranho, nada de diferente,, nada pra contar...
*Lavagem de alma on*
A não ser que me sinto meio sozinha... como pode alguém estar num lugar com as mesmas 60 pessoas por mais de dois anos e simplesmente não ter assunto ou intimidade com absolutamente NENHUMA delas? Pois é, isso é extremamante passível de acontecer comigo, que não sou lá uma ótima companhia e não costumo fazer questão de ninguém perto de mim... mas às vezes me incomoda...
Não vou mentir: tenho uma absurda preguiça da grande maioria, um sentimento de indiferença com quase todos que sobram e um carinho e uma admiração grandes, mas distantes pelos poucos restantes... mas isso não é amizade, não é intimidade...
Sinto falta dos meus irmãos, que me aturaram por tanto tempo... que brigaram comigo, que choraram comigo, que riram comigo... apesar de ter me afastado tão enormemente deles também... hoje sinto que não tenho assunto com ninguém (nem com meu blog...), mas nas raras vezes que encontro com eles tudo se ilumina, tudo se acerta... temos assuntos guardados pra conversar, segredos que aguardam esses momentos pra serem contados...
Ah, reconheço: outro motivo pro meu "ilhamento" é a minha preguiça total de sair... simplesmente não animo me mover quando estou em casa... inércia rules...
Acho que preciso de um psicólogo...
*Lavagem de alma off*
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Tênis x Frescobol
Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.
Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: "Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: 'Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar."
Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme "O império dos sentidos". Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: "Eu te amo, eu te amo..." Barthes advertia: "Passada a primeira confissão, 'eu te amo' não quer dizer mais nada." É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: "Erótica é a alma."
O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...
A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:
"Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: 'Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo'. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: 'Tens razão, minha querida'. A situação está salva e o ódio vai aumentando."
Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...
Rubem Alves
O retorno e terno
Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: "Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: 'Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar."
Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme "O império dos sentidos". Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: "Eu te amo, eu te amo..." Barthes advertia: "Passada a primeira confissão, 'eu te amo' não quer dizer mais nada." É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: "Erótica é a alma."
O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...
A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:
"Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: 'Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo'. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: 'Tens razão, minha querida'. A situação está salva e o ódio vai aumentando."
Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...
Rubem Alves
O retorno e terno
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Novidades
Na falta de coisas inteligentes para postar, vamos às novidades...
Estou relendo "O retorno e o terno", de Rubem Alves... muito bom, muito, muito muito bom... e não estranhem se vocês encontrarem todas as crônicas dele postadas aqui um dia (já iniciei a reprodução não autorizada no post passado). Mas não tenho muito mais a falar dele agora...
Estou fazendo academia... e por mais incrível que pareça, estou adorando!!!!!! Logo eu, uma fiel devota do ócio, que evitava todo e qualquer esforço físico, agora toda empolgada com musculação... o mundo está acabando!!!! (nesse momento, diria meu querido Mô: "É, tá acabando mesmo... até quem nunca morreu tá morrendo!!")
Fiquei mais disposta, estou dormindo melhor, me alimentando melhor (afinal como dá fome o dia todo, eu não fico só no esquema almoço-janta...) Quem diria!!!!!
Mas tenho que admitir que só estou gostando pelo meu amor supremo à rotina e coisas repetitivas... eu achava que academia seria chato por ser repetitivo, mas é justamente aí que mora o seu charme... sem inovações, sem novidades... o bom e velho "de sempre".
Nisso eu ainda não mudei... a pizza, o hambúrguer, a carne, o doce, a roupa... tudo pra mim é sempre o "de sempre". Por que com exercício físico haveria de ser diferente??? Então junta-se o útil ao agradável: na minha política da sem-inovação eterna, eu vou fazendo meu exercício, ficando mais saudável e com o corpo mais definido... tem coisa melhor?!??!
Vamos ver até quando isso dura...
*Da série "Nathi marombeira"*
Estou relendo "O retorno e o terno", de Rubem Alves... muito bom, muito, muito muito bom... e não estranhem se vocês encontrarem todas as crônicas dele postadas aqui um dia (já iniciei a reprodução não autorizada no post passado). Mas não tenho muito mais a falar dele agora...
Estou fazendo academia... e por mais incrível que pareça, estou adorando!!!!!! Logo eu, uma fiel devota do ócio, que evitava todo e qualquer esforço físico, agora toda empolgada com musculação... o mundo está acabando!!!! (nesse momento, diria meu querido Mô: "É, tá acabando mesmo... até quem nunca morreu tá morrendo!!")
Fiquei mais disposta, estou dormindo melhor, me alimentando melhor (afinal como dá fome o dia todo, eu não fico só no esquema almoço-janta...) Quem diria!!!!!
Mas tenho que admitir que só estou gostando pelo meu amor supremo à rotina e coisas repetitivas... eu achava que academia seria chato por ser repetitivo, mas é justamente aí que mora o seu charme... sem inovações, sem novidades... o bom e velho "de sempre".
Nisso eu ainda não mudei... a pizza, o hambúrguer, a carne, o doce, a roupa... tudo pra mim é sempre o "de sempre". Por que com exercício físico haveria de ser diferente??? Então junta-se o útil ao agradável: na minha política da sem-inovação eterna, eu vou fazendo meu exercício, ficando mais saudável e com o corpo mais definido... tem coisa melhor?!??!
Vamos ver até quando isso dura...
*Da série "Nathi marombeira"*
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
A Amizade
Lembrei-me dele e senti saudades... Tanto tempo que a gente não se vê! Dei-me conta, com uma intensidade incomum, da coisa rara que é a amizade. E , no entanto, é a coisa mais alegre que a vida nos dá. A beleza da poesia, da música, da natureza, as delícias da boa comida e da bebida perdem o gosto e ficam meio tristes quando não temos um amigo com quem compartilhá-las. Acho mesmo que tudo que fazemos na vida pode se resumir nisto: a busca de um amigo, uma luta contra a solidão...
Lembrei-me de um trecho de Jean-Christophe, que li quando era jovem, e do qual nunca me esqueci. Romain Rolland descreve a primeira experiência com a amizade do seu herói adolescente. Já conhecera muitas pessoas nos curtos anos de sua vida. Mas o que experimentava naquele momento era diferente de tudo que já sentira antes. O encontro acontecera de repente, mas era como se já tivessem sido amigos a vida inteira.
A experiência da amizade parece ter suas raízes fora do tempo, na eternidade. Um amigo é alguém com quem estivemos desde sempre. Pela primeira vez, estando com alguém, não se sentia necessidade de falar. Bastava a alegria de estarem juntos, um ao lado do outro.
"Christophe voltou sozinho dentro da noite. Seu coração cantava 'Tenho um amigo, tenho um amigo!' Nada via. Nada ouvia. Não pensava em mais nada. Estava morto de sono e adormeceu apenas deitou-se. Mas durante a noite foi acordado duas ou três vezes, como que por uma idéia fixa. Repetia para si mesmo: 'Tenho um amigo', e tornava a adormecer."
Jean-Christophe compreendera a essência da amizade. Amiga é aquela pessoa em cuja companhia não é preciso falar. Você tem aqui um teste para saber quantos amigos você tem. Se o silêncio entre vocês dois lhes causa ansiendade, se quando o assunto foge você se põe a procurar palavras para encher o vazio e manter a conversa animada, então a pessoa com quem você está não é amiga. Porque amigo é alguém cuja presença procuramos não por causa daquilo que se vai fazer juntos, seja bater papo, comer, jogar ou transar. Até que tudo isso pode acontecer. Mas a diferença está em que, quando a pessoa não é amiga, terminado o alegre e animado programa, vem o silêncio e o vazio - que são insuportáveis. Nesse momento o outro se transforma num incômodo que entulha o espaço e cuja despedida se espera com ansiedade.
Com o amigo é diferente. Não é preciso falar. Basta a alegria de estarem juntos, um ao lado do outro. Amigo é alguém cuja simplespresença traz alegria independentemente do que se faça ou diga. A amizade anda por caminhos que não passam pelos programas.
Uma história oriental conta de uma árvore solitária que se via no alto da montanha. Não tinha sido sempre assim. Em tempos passados a montanha estivera coberta de árvores maravilhosas, altas e esguias, que os lenhadores cortaram e venderam. Mas aquela árvore era torta, não podia ser transformada em tábuas. Inútil para os seus propósitos, os lenhadores a deixaram lá. Depois vieram os caçadores de essências em busca de madeiras perfumadas. Mas a árvore torta, por não ter cheiro algum, foi desprezada e lá ficou. Por se inútil, sobreviveu. Hoje ela está sozinha na montanha. os viajantes se assentam sob sua sombra e descansam.
Um amigo é como aquela árvore. Vive de sua inutilidade. Pode até ser útil eventualmente, mas não é isso que o torna um amigo. Sua inútil e fiel presença silenciosa torna a nossa solidão uma exeriência de comunhão. Diante do amigo sabemos que não estamos sós. E alegria maior não pode existir.
Rubem Alves
O retorno e o terno
Lembrei-me de um trecho de Jean-Christophe, que li quando era jovem, e do qual nunca me esqueci. Romain Rolland descreve a primeira experiência com a amizade do seu herói adolescente. Já conhecera muitas pessoas nos curtos anos de sua vida. Mas o que experimentava naquele momento era diferente de tudo que já sentira antes. O encontro acontecera de repente, mas era como se já tivessem sido amigos a vida inteira.
A experiência da amizade parece ter suas raízes fora do tempo, na eternidade. Um amigo é alguém com quem estivemos desde sempre. Pela primeira vez, estando com alguém, não se sentia necessidade de falar. Bastava a alegria de estarem juntos, um ao lado do outro.
"Christophe voltou sozinho dentro da noite. Seu coração cantava 'Tenho um amigo, tenho um amigo!' Nada via. Nada ouvia. Não pensava em mais nada. Estava morto de sono e adormeceu apenas deitou-se. Mas durante a noite foi acordado duas ou três vezes, como que por uma idéia fixa. Repetia para si mesmo: 'Tenho um amigo', e tornava a adormecer."
Jean-Christophe compreendera a essência da amizade. Amiga é aquela pessoa em cuja companhia não é preciso falar. Você tem aqui um teste para saber quantos amigos você tem. Se o silêncio entre vocês dois lhes causa ansiendade, se quando o assunto foge você se põe a procurar palavras para encher o vazio e manter a conversa animada, então a pessoa com quem você está não é amiga. Porque amigo é alguém cuja presença procuramos não por causa daquilo que se vai fazer juntos, seja bater papo, comer, jogar ou transar. Até que tudo isso pode acontecer. Mas a diferença está em que, quando a pessoa não é amiga, terminado o alegre e animado programa, vem o silêncio e o vazio - que são insuportáveis. Nesse momento o outro se transforma num incômodo que entulha o espaço e cuja despedida se espera com ansiedade.
Com o amigo é diferente. Não é preciso falar. Basta a alegria de estarem juntos, um ao lado do outro. Amigo é alguém cuja simplespresença traz alegria independentemente do que se faça ou diga. A amizade anda por caminhos que não passam pelos programas.
Uma história oriental conta de uma árvore solitária que se via no alto da montanha. Não tinha sido sempre assim. Em tempos passados a montanha estivera coberta de árvores maravilhosas, altas e esguias, que os lenhadores cortaram e venderam. Mas aquela árvore era torta, não podia ser transformada em tábuas. Inútil para os seus propósitos, os lenhadores a deixaram lá. Depois vieram os caçadores de essências em busca de madeiras perfumadas. Mas a árvore torta, por não ter cheiro algum, foi desprezada e lá ficou. Por se inútil, sobreviveu. Hoje ela está sozinha na montanha. os viajantes se assentam sob sua sombra e descansam.
Um amigo é como aquela árvore. Vive de sua inutilidade. Pode até ser útil eventualmente, mas não é isso que o torna um amigo. Sua inútil e fiel presença silenciosa torna a nossa solidão uma exeriência de comunhão. Diante do amigo sabemos que não estamos sós. E alegria maior não pode existir.
Rubem Alves
O retorno e o terno
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
sábado, 17 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Vício modo on
Acabei de assistir Crepúsculo...
Depois das críticas negativas que degradaram o filme ao meu redor, eu tinha que conferir se era tãão ruim assim afinal...
Ok, não é nenhuma mega-produção, os efeitos especiais deixaram MUITO a desejar, como os sorrisos mostrando a bela arcada dentária dos vampiros (que me pareceram bem inocentes com seus rugidos), ou a tentativa frustrada de agilizar Edward para que ele abrisse a porta do carro para Bella (mas que pareceu mais que estavam adiantando a fita com o “for forward”), além da pele de diamantes de Edward ao sol (que eu achei que deveria brilhar muito mais)... por falar nisso, o dia pareceu claro na maior parte do filme (considerando-se que Forks deveria ser o lugar mais chuvoso dos EUA). Na verdade eu não sou muito de prestar atenção na fotografia de filmes em geral, mas não pude deixar de notar que Forks estava bem como no livro... só mais clara e seca...
A escolha dos atores foi melhor do que eu ouvi falar... não consigo imaginar outra Bella (mesmo que ela tenha me surpreendido com a sua capacidade de andar rápido com o pé engessado no final do filme...) e Robert Pattinson até que não deu um mal Edward (eu esperava que Edward fosse mais bonito, na verdade, mas o rosto angular do ator era exatamente como a descrição do vampiro... entretanto a sua falta de expressão, os poucos sorrisos tortos tão irresistíveis e a constante cara de estar puto foram bem frustrantes). Ashley Greene também estava "muito Alice" no filme, e os outros vampiros não me surpreenderam muito... não eram exatamente como eu imaginei, mas pareciam bastante... a não ser Rosalie, que deveria ser muito mais estonteante, certo?! A maioria dos outros atores também foram bem escolhidos para o papel, apesar de eu ter sérias considerações a fazer: alguém pode me dizer por que diabos Victória era loira???? (O que aconteceu com seus cabelos cor de fogo??) E porquê Jacob passou o filme inteiro com o cabelo solto, se Bella sempre o descreve com um rabo-de-cavalo (ele só vai soltar o cabelo lá pelo segundo livro, eu acho...)?? E eu não lembro se Laurent era negro, mas se fosse o caso ele deveria ter um tom oliva, como todos os vampiros que têm a pele mais escura...no entanto ele não me pareceu pálido... o que me leva a comentar outra coisa: eu esperava uma maquiagem muito melhor, como a das fotos de divulgação do filme... posso atribuir uma parte da minha decepção à resolução péssima que eu assisti (pirataria modo on...), mas tenho certeza que eles não eram tão pálidos quanto deveriam ser...estavam quase da cor da Bella!!!!!!!!! O cinema já se mostrou muito melhor nesse quesito.
Eu fui esperando um trash da pior qualidade, mas só encontrei um filme não tão grandioso quanto Harry Potter, e a comparação fez com que Crepúsculo ficasse muito pior do que realmente foi... o que não quer dizer que a qualidade do filme esteja à altura do livro, mas foi melhor do que eu achei que fosse pelas críticas (apesar de muito pior do que poderia ter sido)... talvez com um pouco mais de emoção no próximo filme tudo seja resolvido...
Uma última consideração a fazer: por que todos filmes baseados em livros sempre mudam tanto a história?? Uma coisa é cortar algumas partes menos importantes, afinal ninguém vai ficar 7 horas assistindo a um filme... mas outra completamente diferente é manter o diálogo da cena e mudar toda a cena!!!! Fiquei esperando pela chamadinha e a piscadela de Edward no refeitório, quando ele decide dizer que desistiu de ficar longe de Bella e ela conta suas teorias sobre super-heróis... e no entanto essa conversa aconteceu na fila da comida!!!!! O que custava eles estarem sozinhos numa mesa, com o refeitório todo olhando?? E desde quando Bella mata aula pra entrar na floresta?? Ela é toda responsável no livro...
O conflito dos Cullen com James também foi bem simples, nem pareceu que essa era a parte emocionante da história!!
Enfim, o filme seria muuuuuiiiiito mais fiel ao livro se eu tivesse dirigido!!! =) ... mas acho que se o diretor, e os atores tivessem lido TODOS os livros, com o carinho de um fã, esses deslizes teriam sido bem menores...
(vício off)
Depois das críticas negativas que degradaram o filme ao meu redor, eu tinha que conferir se era tãão ruim assim afinal...
Ok, não é nenhuma mega-produção, os efeitos especiais deixaram MUITO a desejar, como os sorrisos mostrando a bela arcada dentária dos vampiros (que me pareceram bem inocentes com seus rugidos), ou a tentativa frustrada de agilizar Edward para que ele abrisse a porta do carro para Bella (mas que pareceu mais que estavam adiantando a fita com o “for forward”), além da pele de diamantes de Edward ao sol (que eu achei que deveria brilhar muito mais)... por falar nisso, o dia pareceu claro na maior parte do filme (considerando-se que Forks deveria ser o lugar mais chuvoso dos EUA). Na verdade eu não sou muito de prestar atenção na fotografia de filmes em geral, mas não pude deixar de notar que Forks estava bem como no livro... só mais clara e seca...
A escolha dos atores foi melhor do que eu ouvi falar... não consigo imaginar outra Bella (mesmo que ela tenha me surpreendido com a sua capacidade de andar rápido com o pé engessado no final do filme...) e Robert Pattinson até que não deu um mal Edward (eu esperava que Edward fosse mais bonito, na verdade, mas o rosto angular do ator era exatamente como a descrição do vampiro... entretanto a sua falta de expressão, os poucos sorrisos tortos tão irresistíveis e a constante cara de estar puto foram bem frustrantes). Ashley Greene também estava "muito Alice" no filme, e os outros vampiros não me surpreenderam muito... não eram exatamente como eu imaginei, mas pareciam bastante... a não ser Rosalie, que deveria ser muito mais estonteante, certo?! A maioria dos outros atores também foram bem escolhidos para o papel, apesar de eu ter sérias considerações a fazer: alguém pode me dizer por que diabos Victória era loira???? (O que aconteceu com seus cabelos cor de fogo??) E porquê Jacob passou o filme inteiro com o cabelo solto, se Bella sempre o descreve com um rabo-de-cavalo (ele só vai soltar o cabelo lá pelo segundo livro, eu acho...)?? E eu não lembro se Laurent era negro, mas se fosse o caso ele deveria ter um tom oliva, como todos os vampiros que têm a pele mais escura...no entanto ele não me pareceu pálido... o que me leva a comentar outra coisa: eu esperava uma maquiagem muito melhor, como a das fotos de divulgação do filme... posso atribuir uma parte da minha decepção à resolução péssima que eu assisti (pirataria modo on...), mas tenho certeza que eles não eram tão pálidos quanto deveriam ser...estavam quase da cor da Bella!!!!!!!!! O cinema já se mostrou muito melhor nesse quesito.
Eu fui esperando um trash da pior qualidade, mas só encontrei um filme não tão grandioso quanto Harry Potter, e a comparação fez com que Crepúsculo ficasse muito pior do que realmente foi... o que não quer dizer que a qualidade do filme esteja à altura do livro, mas foi melhor do que eu achei que fosse pelas críticas (apesar de muito pior do que poderia ter sido)... talvez com um pouco mais de emoção no próximo filme tudo seja resolvido...
Uma última consideração a fazer: por que todos filmes baseados em livros sempre mudam tanto a história?? Uma coisa é cortar algumas partes menos importantes, afinal ninguém vai ficar 7 horas assistindo a um filme... mas outra completamente diferente é manter o diálogo da cena e mudar toda a cena!!!! Fiquei esperando pela chamadinha e a piscadela de Edward no refeitório, quando ele decide dizer que desistiu de ficar longe de Bella e ela conta suas teorias sobre super-heróis... e no entanto essa conversa aconteceu na fila da comida!!!!! O que custava eles estarem sozinhos numa mesa, com o refeitório todo olhando?? E desde quando Bella mata aula pra entrar na floresta?? Ela é toda responsável no livro...
O conflito dos Cullen com James também foi bem simples, nem pareceu que essa era a parte emocionante da história!!
Enfim, o filme seria muuuuuiiiiito mais fiel ao livro se eu tivesse dirigido!!! =) ... mas acho que se o diretor, e os atores tivessem lido TODOS os livros, com o carinho de um fã, esses deslizes teriam sido bem menores...
(vício off)
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
*continuação*
Ainda entorpecida por Edward Cullen, o perfeito gentleman imortal, lá fui eu, feliz e saltitante, à festa de 15 anos da prima do meu bem... nada muito chique, só pra amigos e família... mais amigos que família, na verdade...
A música começou quando os primeiros convidados chegaram *incluindo nós*, até aí normal, se não fosse um pancadão daqueles que só toca quando todos estão bêbados o suficiente para se liberar no bacanal que vira a pista de dança... e assim foi, por todo o tempo que estive lá... uma selvageria carnal que eu não conseguia não associar à dança do acasalamento, mas com seus protagonistas com no máximo 15/16 anos... fiquei HORRORIZADA, e acho que até Baco ficaria...
Sabe aquela sensação de "na minha época não era assim"? Pois é... muito pior... pelo menos algumas meninas tiveram a sensibilidade de usar shorts por baixo de seus nano-vestidos... ALGUMAS, eu disse...
Na minha época, festa de quinze anos era sinônimo de vestido formal (mesmo que não fosse um longo, pelo menos um que fosse condizente com a condição de debutante...), a música de início era um pop batidinho, que permitia que os convidados conversassem amenidades enquanto chegavam, vissem seus amigos e falmiliares, perguntassem como estava a vida -de forma não retórica- antes de se jogar na pista de dança...
Antes o funk se resumia ao Bonde do Tigrão, que dava seu recado com muito mais eufemismo, não me deixando tão ofendida assim... já hoje...
Um momento de nostalgia funkeira surgiu com "Já é sensação", mas foi bem fulgaz pro meu gosto... o resto era de créu pra baixo... pra cima, pro lado e pra todas as posições que eu jamais pensei existir...
Na minha época, havia muito gosto em se tocar músicas dos anos dourados de nossos pais em um momento da festa, agradando aos convidados de todas as idades... mas a não ser YMCA e uma do Michael Jackson que eu não sei o nome, nada que meus sogros *ou eu* conhecesse ousou tocar hoje...
Hoje, eu suponho que o gosto musical esteja resumido a funk, hip-hop e "música de emo", como sabiamente classificaria meu irmão...
E eu fiquei lá, aturdida, pensando que quando meus filhos começarem a frequentar as festas de 15 anos eles já vão de roupão- e nada mais- pra facilitar tudo...
Passei todo o tempo sonhando com um mundo onde homens abrem a porta do carro, pronunciam corretamente todas as palavras de seu vasto vocabulário -que não contém palavrões, a não ser em momentos de extrema crise- com perfeição, as festas incluem obrigatoriamente vestidos decentes e dança de salão, as mulheres são virtuosas e elegantes... aiai... *mesmo que eu nunca tenha participado desse mundo, acho que minha aversão atual à algumas coisas hoje em dia se adaptaria perfeitamente...*
Enfim, acho que estou velha demais para os meus 20 anos... ou talvez só abobalhada demais... vai saber...
A música começou quando os primeiros convidados chegaram *incluindo nós*, até aí normal, se não fosse um pancadão daqueles que só toca quando todos estão bêbados o suficiente para se liberar no bacanal que vira a pista de dança... e assim foi, por todo o tempo que estive lá... uma selvageria carnal que eu não conseguia não associar à dança do acasalamento, mas com seus protagonistas com no máximo 15/16 anos... fiquei HORRORIZADA, e acho que até Baco ficaria...
Sabe aquela sensação de "na minha época não era assim"? Pois é... muito pior... pelo menos algumas meninas tiveram a sensibilidade de usar shorts por baixo de seus nano-vestidos... ALGUMAS, eu disse...
Na minha época, festa de quinze anos era sinônimo de vestido formal (mesmo que não fosse um longo, pelo menos um que fosse condizente com a condição de debutante...), a música de início era um pop batidinho, que permitia que os convidados conversassem amenidades enquanto chegavam, vissem seus amigos e falmiliares, perguntassem como estava a vida -de forma não retórica- antes de se jogar na pista de dança...
Antes o funk se resumia ao Bonde do Tigrão, que dava seu recado com muito mais eufemismo, não me deixando tão ofendida assim... já hoje...
Um momento de nostalgia funkeira surgiu com "Já é sensação", mas foi bem fulgaz pro meu gosto... o resto era de créu pra baixo... pra cima, pro lado e pra todas as posições que eu jamais pensei existir...
Na minha época, havia muito gosto em se tocar músicas dos anos dourados de nossos pais em um momento da festa, agradando aos convidados de todas as idades... mas a não ser YMCA e uma do Michael Jackson que eu não sei o nome, nada que meus sogros *ou eu* conhecesse ousou tocar hoje...
Hoje, eu suponho que o gosto musical esteja resumido a funk, hip-hop e "música de emo", como sabiamente classificaria meu irmão...
E eu fiquei lá, aturdida, pensando que quando meus filhos começarem a frequentar as festas de 15 anos eles já vão de roupão- e nada mais- pra facilitar tudo...
Passei todo o tempo sonhando com um mundo onde homens abrem a porta do carro, pronunciam corretamente todas as palavras de seu vasto vocabulário -que não contém palavrões, a não ser em momentos de extrema crise- com perfeição, as festas incluem obrigatoriamente vestidos decentes e dança de salão, as mulheres são virtuosas e elegantes... aiai... *mesmo que eu nunca tenha participado desse mundo, acho que minha aversão atual à algumas coisas hoje em dia se adaptaria perfeitamente...*
Enfim, acho que estou velha demais para os meus 20 anos... ou talvez só abobalhada demais... vai saber...
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Abstinência
De volta à ativa...
Meu ano novo não foi muito animador, me deixou em uma depressãozinha, então eu não estava muito animada pra escrever aqui, como pôde-se ver no último post...
Mas meu celular aliado ao conhecimento do meu irmão me deram novas oportunidades de distração... a possibilidade de ler livros no meu celular abriu um baú há muito tempo fechado em mim, o baú do mundo das palavras... e eu estava tão entretida nele que me perdi completamente do mundo real...
OK, não foram grandes clássicos da literatura, mas certamente vieram como a dose necessária de drogas para o meu vício, minha compulsão pela leitura...
Primeiro, "Marley e eu", que me lembrou o quanto o amor pode ser simples e o quanto eu idolatro a pequena Ninfa... umas boas risadas do monstro amarelo, aliadas às lágrimas ao ler seus momentos finais... nada de tocante para muitos, mas não tenho como descrever o quanto livros "fúteis", nada clássicos, são deliciosos...
Depois um breve momento com "A menina que roubava livros"... na verdade esse minha irmã comprou, então eu estava limitada a ler de dia, enquanto ela não estava lendo, mas a minha compulsão por ler passou por cima de*quase* tudo, e eu absorvi mais de 300 das suas 480 páginas em menos de dois dias... de novo nada muito fantástico, mas estranhamente atraente esse livro... e me prometi terminá-lo amanhã, já que eu interrompi sua leitura quando a verdadeira razão do meu torpor dos últimos dias e da sensação de abstinência de agora me foi apresentado...
Confesso que eu estava relutante em ler "Crepúsculo"... minha fidelidade ao Harry (Potter) me fez acreditar que era um genérico sem graça... então eu comecei a ler por simples entreterimento, enquanto a Nayara curtia melhor a aquisição dela, mas eu me vi viciada na história... mais do que em qualquer livro que eu já tenha lido... eu imaginava todas as expressões dos personagens na minha cabeça, ria quando eles riam e contraía meu rosto quando eles contraíam... passei as últimas três noites em claro (sem exagero, dormi de 08 da manhã ao meio dia, só...), e durante o dia eu só levantava pra comer -um quase nada- ainda agarrada ao celular. E agora que terminei a saga (saga? São quatro livros...) em menos de cinco dias eu ainda estou experimentando a sensação dolorida de perda, de que eu queria ser também imortal e viver ao lado dos Cullen, vendo sua história durar para sempre... me sinto tão viciada quanto os adolescentes que eu estive zombando...
Ok, isso pode parecer exagerado, mas é a mais pura realidade... sonho meu sentir um amor tão eterno quanto o descrito... enfim...
Eu estou de saída agora, então não posso me prolongar demais... depois eu escrevo mais, se o torpor ainda não estiver ido embora... (estou me sentindo muito mais órfã que ao final da história de menino bruxo...)
Beijos!!!!!
Meu ano novo não foi muito animador, me deixou em uma depressãozinha, então eu não estava muito animada pra escrever aqui, como pôde-se ver no último post...
Mas meu celular aliado ao conhecimento do meu irmão me deram novas oportunidades de distração... a possibilidade de ler livros no meu celular abriu um baú há muito tempo fechado em mim, o baú do mundo das palavras... e eu estava tão entretida nele que me perdi completamente do mundo real...
OK, não foram grandes clássicos da literatura, mas certamente vieram como a dose necessária de drogas para o meu vício, minha compulsão pela leitura...
Primeiro, "Marley e eu", que me lembrou o quanto o amor pode ser simples e o quanto eu idolatro a pequena Ninfa... umas boas risadas do monstro amarelo, aliadas às lágrimas ao ler seus momentos finais... nada de tocante para muitos, mas não tenho como descrever o quanto livros "fúteis", nada clássicos, são deliciosos...
Depois um breve momento com "A menina que roubava livros"... na verdade esse minha irmã comprou, então eu estava limitada a ler de dia, enquanto ela não estava lendo, mas a minha compulsão por ler passou por cima de*quase* tudo, e eu absorvi mais de 300 das suas 480 páginas em menos de dois dias... de novo nada muito fantástico, mas estranhamente atraente esse livro... e me prometi terminá-lo amanhã, já que eu interrompi sua leitura quando a verdadeira razão do meu torpor dos últimos dias e da sensação de abstinência de agora me foi apresentado...
Confesso que eu estava relutante em ler "Crepúsculo"... minha fidelidade ao Harry (Potter) me fez acreditar que era um genérico sem graça... então eu comecei a ler por simples entreterimento, enquanto a Nayara curtia melhor a aquisição dela, mas eu me vi viciada na história... mais do que em qualquer livro que eu já tenha lido... eu imaginava todas as expressões dos personagens na minha cabeça, ria quando eles riam e contraía meu rosto quando eles contraíam... passei as últimas três noites em claro (sem exagero, dormi de 08 da manhã ao meio dia, só...), e durante o dia eu só levantava pra comer -um quase nada- ainda agarrada ao celular. E agora que terminei a saga (saga? São quatro livros...) em menos de cinco dias eu ainda estou experimentando a sensação dolorida de perda, de que eu queria ser também imortal e viver ao lado dos Cullen, vendo sua história durar para sempre... me sinto tão viciada quanto os adolescentes que eu estive zombando...
Ok, isso pode parecer exagerado, mas é a mais pura realidade... sonho meu sentir um amor tão eterno quanto o descrito... enfim...
Eu estou de saída agora, então não posso me prolongar demais... depois eu escrevo mais, se o torpor ainda não estiver ido embora... (estou me sentindo muito mais órfã que ao final da história de menino bruxo...)
Beijos!!!!!
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Just tired of this all...
Reveillón meio parado, todos aqui em casa preocupados com a Ninfa, que vem tendo ataques convulsivos e agora está tomando Gardenal...
Ando meio chateada, emburrada, mal-humorada (e qualquer outro adjetivo do gênero que combine...) então não vou me prolongar...
Feliz Ano Novo para todos!
Reveillón meio parado, todos aqui em casa preocupados com a Ninfa, que vem tendo ataques convulsivos e agora está tomando Gardenal...
Ando meio chateada, emburrada, mal-humorada (e qualquer outro adjetivo do gênero que combine...) então não vou me prolongar...
Feliz Ano Novo para todos!
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