Eu falei isso no twitter há um tempo: eu sempre tive sonhos, mas nenhum deles jamais foi profissional. E agora que formei e "cresci" parece que o único tipo sonho que um adulto pode ter é profissional. Ou seja: ou eu invento um desses, ou fico frustrada pra sempre. (Ou não cresço, mas essa não é uma opção viável).
Meu campo de trabalho é péssimo, mal remunerado, nada reconhecido, saturado de gente boa de serviço e com poucas oportunidades de crescimento, o que me deixa muito mal, frustrada, limitada. Não consigo entrar! Por que diabos fiz farmácia, hein? Durante a habilitação e o estágio no HC me apaixonei pelas análises, mas esse é o pior dos setores pra começar: nele, todos problemas que eu apontei ali em cima estão presentes, e em dobro. E hoje eu estou sem foco, já que não sei o que devo querer e não quero o que eu posso ter (não adianta ter pique pra correr se você não sabe onde quer chegar).
Meu combustível sempre foi paixão (com uma pitada de intuição e teimosia), mas não estou apaixonada por nada, então estou sem vontade de fazer nada. Sabe aquela coisa que te dá ânimo para fazer até aquilo que você não gosta? Pois é.
Por um livro, um filme, uma ideia, um hobby, um animalzinho, um sapato, um brinco, um lugar, um vestido, uma bolsa, um desenho, uma tatuagem, um conceito, um emprego, uma matéria, um corte ou cor de cabelo, um prato, uma sobremesa, uma blusa, um suco, uma música, um show, um esmalte ou um jeito diferente de passar os esmaltes que tenho, uma maquiagem, um perfume, um jogo... pode ser o que for, mas preciso me apaixonar.
Sou movida à paixão e esse stop que minha vida deu está me deixando louca. Preciso de um motivo para acordar, para sorrir, para sonhar. Preciso de um foco, um norte. Preciso de uma paixão. Urgente.
PS- O Felipe vai bem, obrigada, mas não é disso que eu tô falando.
2 comentários:
Eu sei exatamente do q vc está falando. Meu campo de trabalho é ingrato, muito cheio de competição e vazio de ética, muitas vezes. Mas ainda assim sinto mesmo que tive muita sorte nessa pq paixão eu tenho (resultados nem tanto...rs, rs)e, apesar de sermos diferentes em umas coisas, Nathi, somos muito parecidas em outras, e essa é uma delas. Tb sinto q o mundo sem aquela vontade febril de ter, conviver com ou ser alguma coisa fica insuportável. Mas hey, isso passa. Vc vai começar a trabalhar logo e aí passa. Por enquanto tenta relaxar e aprender alguma coisa nova: q tal uma nova língua ?
Lov ya always, Andrea
DUAS.
Mas eu nao sei se é de tudo falta de paixão. É aquele desanimo, que vai crescendo, e vira preguiça. E depois a preguiça vai comendo a gente por dentro e soprando no nosso ouvido que a gente está sem vontade de viver.
E a gente precisa urgentemente encontrar essa vontade de novo. E virar esse jogo.
Bjo!
(PS: Depois do dia 11 eu vou poder curtir meu kit férias!!! XD )
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