quarta-feira, 13 de abril de 2011

Só pra não perder o costume...

Meu pai, esses dias, estava me explicando como chegar a um lugar X:
- Saindo do Hospital das Clínicas, você sobe uma rua com árvores e vira na av. Brasil. Já vai dar quase em cima do lugar X.
- Pai, a gente mora em Belo Horizonte. TODAS as ruas têm árvores...

E as minhas reações foram:

¬¬

...

oO

...

=)

...

XD

...

*-*


Todas as ruas aqui têm árvores!! *-* Amo essa cidade!!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Plano de fundo

Como vocês podem ver, dei uma mudada no plano de fundo do 5-HT... eu estou num clima de mudanças há um tempo já...
Por hora, fiquem com os lírios que eu peguei aqui e depois (quem sabe?!) eu coloco alguma coisa menos improvisada...

PS- até sinto o cheiro de lírios quando olho essa foto... AMO lírios!!

terça-feira, 29 de março de 2011

Hoje estou:( )Feliz( )Triste ( )Nervosa (x)Melhor nem perguntar!

Ando muito sem paciência. Não sei se foram os acontecimentos no HC que me deixaram puta chateada, ou se é só estresse e falta de sono. Mas não ando bem não...

Mas essa semana eu fui pra Sorologia (apesar de ainda ter que ficar na coleta nas primeiras horas do dia ¬¬), e espero (do fundo do coração) que isso mude meu humor.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Update rapidinho sobre assuntos aleatórios II

Passando só pra falar que eu adoro furar os outros e decidi: se minha vida de farmacêutica bioquímica não der certo vou virar piercinger (é assim mesmo que escreve? E essa palavra, afinal, existe? Mas vocês entenderam o que eu queria dizer, né?!) porque assim vou poder ter a cor, tamanho e estilo de unha/cabelo/roupa/tatuagem que eu quiser e ainda vou furar os outros pra sempre (por livre e espontânea vontade deles)... =D

Beijos.
#aham, Nathi, senta lá...


PS - Sério. Juro. Tirar sangue é legal!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Infelizmente... Brasil

A palavra que eu mais falo de 07:00 às 13:00 é "infelizmente":

"Infelizmente, eu não posso passar a senhora, que tem 70 anos, na frente (dessas outras 9.187.486.486 pessoas mais doentes que a senhora.)"
"Infelizmente o senhor não pode fazer seu exame hoje (e o senhor acordou 2 horas da manhã para vir da sua cidade no interior até aqui à toa.)"
"Infelizmente o sistema saiu do ar, por isso não podemos coletar seu sangue ainda, mesmo a senhora sendo deficiente (e nem pelas próximas 2 horas, quando o sistema deve voltar.)"
"Infelizmente, eu não posso te ajudar... (ninguém pode.)"
Itálico= coisas que eu queria falar...

É duro, ver tanta gente precisando de ajuda e não poder fazer nada. Gente que vem de longe fazer um exame de sangue simples (ou pior: faz uma viagem para fazer um exame de urina rotina, que é coisa boba de colher), mas não consegue. Gente que enfrenta uma fila enorme, na chuva e no sol, com fome, em pé, por mais de 3 horas, pra fazer um exame... e ninguém ali está completamente saudável e/ou tem condição financeira, ou não estaria ali!

O SUS? A proposta do SUS é excelente. Pena que não funciona.
O atendimento universal, integral, gratuito e igual a todos os cidadãos é uma proposta linda, pioneira (nem todos países têm assistência integral à saúde gratuita, mesmo dentre os de primeiro mundo) e recente (o SUS tem minha idade, pra quem não sabe. Nesse tempo, foram 6 presidentes, com diferenças marcantes na forma de governo entre alguns deles).

O SUS é um sistema complexo, composto de várias engrenagens, que precisam estar sincronizadas para a coisa funcionar. Mas, não é isso que acontece. O motivo? Vários. O principal é (falta de) dinheiro.
O sistema eletrônico é falho, quase primitivo, e muitas vezes a comunicação entre as várias engrenagens do sistema fica limitada. A verba é curta, não permitindo a adequação física dos locais de atendimento para a demanda enorme (se é pra todos, deveria dar pra atender a todos, certo?) A verba é apertada também para fornecer equipamentos avançados a várias instituições, limitando alguns atendimentos a locais específicos.
Até mesmo para itens de segurança (óculos de proteção, por exemplo) ou kits para exames simples a coisa é difícil: a burocracia de compra é um limitante, deixando profissionais e pacientes na mão.

Os funcionários? Mal pagos e com uma estrutura deplorável para trabalhar: não há a menor motivação.
Infelizmente, como em qualquer serviço (público), existem alguns profissionais que deixam a desejar: se o horário do funcionário é de 7h às 16h, ele CHEGA às 7-e-pouco, e não COMEÇA A TRABALHAR nesse horário. O resultado é um serviço que sempre começa atrasado, mas acaba impreterivelmente no horário descrito. Uma pessoa com um pouquinho menos de ética desanda o atendimento inteiro... imagina algumas pessoas assim!

O somatório desses fatores é a saúde que conhecemos... como falei, utópica: linda na idéia, mas que não funciona.

Talvez se fôssemos um povo menos acomodado, mais interessado em ajudar o próximo que dar nosso "jeitinho brasileiro" de fugir do batente, e com mais investimentos no sistema inteiro, tudo seria mais eficiente... e eu teria que falar menos "infelizmentes" ao longo do meu dia.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Um coração...

... de mel, de melão
De sim e de não
É feito um bichinho
No Sol de manhã
Novelo de lã
No ventre da mãe
Bate um coração
De Clara, Ana
E quem mais chegar
Água, terra, fogo e ar.




O Níkolas me falou há umas semanas e a Andrea falou em um comentário aqui no blog que eu sou boazinha demais (segundo o Ník eu não tenho "maldade no coração" e não enxergo maldade nos outros...)

Isso era pra ser uma coisa boa, não? Então por que eu só levo ferro?
Resposta: porque o bonzinho só se fode. Murphy é mau.

PS:
1) Hoje no HC fiquei na triagem. Fiquei com dó de todo mundo, querendo passar todos na frente... e por ficar ouvindo os lamúrios do povo acabei me atrasando. É, talvez eu seja muito boazinha mesmo...
2) A partir de agora vou ser má, cruel, perversa e sanguinária!!! Muahahahahahahaha!!!!
(mentira)

segunda-feira, 7 de março de 2011

Sobre linhas certas para histórias tortas

Há alguns - muitos - anos eu escrevia bem. Dentre meus amigos nunca fui a que melhor lidava com as palavras, mas escrevia bem. O texto fluía e eu conseguia, com um lápis e um papel qualquer, me expressar.
Escrevia sobre coisas bonitas, outras nem tanto. Tinha textos bons, outros sofríveis. Mas eu colocava tudo para fora, me declarava, me desculpava, me desconcertava para me consertar de novo. Eu desabafava.

O grafite arranhado no papel deixava seu rastro em forma de palavras e aquela verborréia das minhas idéias... era como se eu vomitasse minha alma ali. E depois seguia leve, como quem se livrou de um grande peso.

E então eu fui quebrada. Ainda em cacos, consegui escrever algo, como um diário de minha reconstrução, pedaço por pedaço. E essa reconstrução demorou anos. Mas uma peça ficou fora do meu quebra-cabeça pessoal.
Não sei se esta peça foi justamente aquela que me foi roubada, retirando meu apoio e me fazendo desmanchar, ou se (para me proteger, talvez) eu mesma deixei que esta peça se perdesse.
A verdade é que, desde que me recolei inteira, me reinventei. E a nova "eu" não sabe mais escrever.

Desde então, não escrevi mais nada bonito, ou profundo, ou poético. Desde então, tudo que escrevo é sincero, mas não ditado pelo coração - em verdade, nem sei se restou de fato algum coração ali.
Me pergunto se é por falta de sentimentos, de motivos para escrever, ou simplesmente porque amadureci na amargura que restou, não me permitindo mais aliviar-me no papel.
Há tanto que eu queria dizer e não consigo, não posso. Há tanto que eu queria fazer e não me permito...

E então me entrego às frivolidades que geralmente escrevo aqui, correndo o risco de parecer boba demais, fútil demais, tola demais.
Mas evitando o risco de falar demais sobre o que há dentro mim.



"Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha
e não nos deixa só porque deixa um pouco de si
e leva um pouquinho de nós."
(ou algo assim...)
Charles Chaplin

domingo, 6 de março de 2011

A saga da Riachuelo

Em dezembro comprei duas calças jeans, a R$49,90 cada (já que, numa maré de azar ainda maior que a convencional, eu torci o pé, caí e rasguei uma calça jeans, só sobrando uma no armário). Eu ia pagar à vista, mas a mocinha do cartão, toda simpática, falou que na primeira compra com o cartão da loja - que não tem custo algum - eu teria 10% de desconto. Pensei: "Que ótimo então, né?" e fui lá fazer o cartão. Depois de quase 30min esperando, meu cartão ficou pronto e eu pedi que a tarifa de seguro fosse retirada. A mocinha (disse que) retirou e tudo ficou lindo. Fui feliz então pagar minhas calças (que sairiam a R$89,90, arredondando). A mocinha perguntou: "Parcelado?" Falei que não precisava, e ela: "Não faz diferença!" Então eu soltei um "Então tá..."

MALDITO "ENTÃO TÁ"!!!

A senhorita caixa parcelou minha conta em 7 parcelas, sendo que em compras parceladas em até 5x não são cobrados juros (acima disso, os juros são absurdos!) Como eu confiei no "Não faz diferença" dela, e como no valor total da notinha estavam os R$89,90, nem prestei atenção nas letras miúdas no final da nota...

Veja bem, eu iria pagar à vista, no dinheiro, só fiz o cartão da loja e usei-o por conta do desconto de 10%!! (E para ajudar a mocinha simpática que tem uma meta de cartões por dia.)

Outra vantagem oferecida (sem custos adicionais) seria começar pagar só em março. Só hoje, na hora de pagar (adiantando a fatura, que nem tinha chegado ainda), descobri que eram 7 parcelas, com juros, e A TAXA DE SEGURO DO CARTÃO QUE EU PEDI PARA RETIRAR!! Moral da história: minha fatura, mesmo adiantando todas as parcelas, foi de R$89,90 para mais de R$120,00 (não lembro o valor ao certo agora, mas eram lá pros R$130,00). E o pior é que, para negociar e resolver o problema, eu teria que ir à loja que eu fiz as compras, em outro shopping!

Algum tempo depois, como nada no meu dia tinha dado certo mesmo (vide post anterior), fui ao Shopping Cidade (ainda bem que é perto do Boulevard Shopping!) para resolver este problema. Chegando lá, a responsável pelo crediário me disse que eu tinha 9 dias a partir da data da compra para mudar a forma de pagamento, mas que hoje ela não poderia fazer nada, a não ser retirar a taxa do seguro (ainda assim, depois de um bate-boca básico...)

Então, ao invés de pagar R$99,80 à vista pelas calças, eu acabei pagando R$112,43...













Te dou um doce se você encontrar onde estão descritas as parcelas na nota-fiscal...









Minha dica (e aprendizado) com isso tudo? NÃO SE ILUDA COM A MOÇA BOAZINHA!!!
Esses cartões de loja nunca são vantajosos: mesmo que você não tenha problemas iguais aos meus, você ainda vai ter o trabalho de ir até a loja pagar. Muito se fala (mal) do cartão de crédito, mas eu nunca tive metade dos problemas que tive com cartões de lojas!! (Na Renner tive um problema parecido...)

As taxas de juros são altíssimas, e estão escritas em letras bem pequenas no cartaz enorme enumerando as vantagens do cartão. E não acredite que o caixa vai o pensar no seu bolso: o sistema coloca um número grande de parcelas automaticamente. A moça do caixa só confirma com um "vai dividir?", mas não te lembra que acima de X parcelas (dependendo da loja) haverá juros!
E como você assina a nota fiscal, a loja tem uma arma contra você...
A gente tem que tomar muito cuidado, prestar muita atenção! Apesar de serem obrigadas a deixar informações sobre formas de pagamento, juros, acréscimos, etc. bem claras e visíveis, as lojas NÃO FAZEM ISSO! E se você confia nas pessoas como eu costumo confiar, VAI TER PROBLEMAS!!

Agora meu cartão da Riachuelo foi cancelado e a loja perdeu uma cliente. E, com isso tudo, vou ficar mais atenta: confirmar verbalmente e visualmente (vou começar até a tirar fotos dos cartazes!) todos os dados do parcelamento, as possíveis formas de pagamento, avaliar as opções com calma, e evitar cartões de loja... quem sabe assim eu evito problemas? Sei que nem foi um aumento muito grande, mas para quem não ganha NADA, quaisquer R$20,00 FAZEM FALTA!!

Se vocês conhecem alguém estúpido e lerdo distraído como eu, comentem sobre isso! Quantas pessoas devem estar pagando juros desnecessários, sem perceber?