segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Update aleatório

Ando muito apertada, muito cheia de projetos, então dei uma sumida...

Engraçado como as coisas são: assim que eu formei me desesperei por não ter nada em vista, por não ter planos para o futuro. E foi quando eu deixei pra lá que as coisas deram certo: agora eu estou me desesperando por ter coisas demais dando certo e eu talvez ter que escolher entre elas.

Quando as novidades se assentarem eu conto... =)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

E então eu parei e me perguntei...

... o que está faltando?

Para mim falta aventura, emoção, diversão, romantismo, dinheiro (por que não?!), criatividade, sonhos, paixão, brilho, motivação, confiança, respeito, tempero, cor, novidade, vontade, surpresa, sorrisos, carinho, magia, admiração, esperança de que ainda é possível mudar alguma coisa...

E para vocês, o que falta?

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sobre necessidades...

Eu falei isso no twitter há um tempo: eu sempre tive sonhos, mas nenhum deles jamais foi profissional. E agora que formei e "cresci" parece que o único tipo sonho que um adulto pode ter é profissional. Ou seja: ou eu invento um desses, ou fico frustrada pra sempre. (Ou não cresço, mas essa não é uma opção viável).
Meu campo de trabalho é péssimo, mal remunerado, nada reconhecido, saturado de gente boa de serviço e com poucas oportunidades de crescimento, o que me deixa muito mal, frustrada, limitada. Não consigo entrar! Por que diabos fiz farmácia, hein? Durante a habilitação e o estágio no HC me apaixonei pelas análises, mas esse é o pior dos setores pra começar: nele, todos problemas que eu apontei ali em cima estão presentes, e em dobro. E hoje eu estou sem foco, já que não sei o que devo querer e não quero o que eu posso ter (não adianta ter pique pra correr se você não sabe onde quer chegar).

Meu combustível sempre foi paixão (com uma pitada de intuição e teimosia), mas não estou apaixonada por nada, então estou sem vontade de fazer nada. Sabe aquela coisa que te dá ânimo para fazer até aquilo que você não gosta? Pois é.

Preciso me apaixonar.

Por um livro, um filme, uma ideia, um hobby, um animalzinho, um sapato, um brinco, um lugar, um vestido, uma bolsa, um desenho, uma tatuagem, um conceito, um emprego, uma matéria, um corte ou cor de cabelo, um prato, uma sobremesa, uma blusa, um suco, uma música, um show, um esmalte ou um jeito diferente de passar os esmaltes que tenho, uma maquiagem, um perfume, um jogo... pode ser o que for, mas preciso me apaixonar.

Sou movida à paixão e esse stop que minha vida deu está me deixando louca. Preciso de um motivo para acordar, para sorrir, para sonhar. Preciso de um foco, um norte. Preciso de uma paixão. Urgente.

PS- O Felipe vai bem, obrigada, mas não é disso que eu tô falando.

domingo, 28 de agosto de 2011

Sobre amizades...

Sempre que encontro meus amigos do CM me inspiro. E sempre acho engraçado como a nossa relação é forte: ficamos muito tempo sem nos ver e, no entanto, quando nos encontramos sempre parece que foram apenas alguns dias que se passaram. E é assim desde sempre, mas mais ainda nos últimos 5-6 anos. E como sempre seguimos uma tradição, quando nos vemos nos lamentamos por não nos encontrarmos mais, por não "cultivarmos" nossa amizade.

Mas amizade como a nossa já foi mais que semeada, adubada, regada, podada, cuidada... cultivada.

Porque amizades são como plantas: existem aquelas ervas daninhas, que você até tenta evitar, mas acabam acontecendo (e podem ser muito bonitas e resistentes se você aceitá-las e deixá-las florescer); aquelas frutíferas, que vingam sozinhas depois dos primeiros cuidados, mas só dão frutos doces se recebem cuidados especias; as como pés de feijão, que brotam até em algodão com água, mas só dão frutos se têm terreno fértil e assim que os frutos são colhidos elas morrem, como um ciclo natural que finalmente se completa (e cabe a cada um plantar de novo o feijãozinho que colheu); aquelas como violetas, que precisam ser cultivadas com muito cuidado, pois morrem com excesso de cuidados e com a falta deles. E existem aquelas amizades como carvalhos, que requerem cuidados apenas nos seus primórdios, mas depois que se firmam crescem na simplicidade da combinação água+terra. Amizades como carvalhos se viram com o terreno que têm, são duras, fortes, resistentes e não precisam de um cultivo diário para serem frondosas.

Somos galhos de carvalho, meus queridos. Não se sintam mal por não nos encontrarmos tanto quanto queríamos, por não nos falarmos tanto quanto deveríamos. Sabemos a força que nosso tronco tem. E há de ser sempre assim, como tudo que nós fazemos juntos.

domingo, 24 de julho de 2011

Boa Sorte

É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará

Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais

Mesmo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha
Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais...

Update: música de Vanessa da Mata

quarta-feira, 6 de julho de 2011

OK. Tem mais de um mês que não posto nada. Mas, pra ser sincera, me bateu aquele vazio literário, sabe? (Não que eu tenha exatamente um "literário completo", né...)
Me falta inspiração e acontecimentos relevantes o suficiente pra eu escrever algo com mais de 140 caracteres... enquanto isso, fico só no Twitter mesmo...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Orgulho... nerd?

Dizem no Twitter que ontem foi dia do orgulho nerd, e várias discussões sobre "nerds estão na moda", "você é poser, não é nerd" surgiram no caminho.
Foi realmente engraçado ver nerds da velha geração (que gostam de Star Wars desde sempre - coisa que sempre esteve na moda, afinal) defendendo seu direito sobre o nerdismo. O que é isso, meu deus? Se antes os nerds eram recriminados e hoje são populares isso deveria ser bom, certo?

Olha, já disse aqui que me descobri nerd quando conheci a Nerd, o mito. E, believe me, ninguém é mais nerd que ela (nem eu, por mais que ela goste de acreditar nisso). Porque nerd pra mim não é aquele que amou O Guia do Mochileiro das Galáxias, curte Star Wars e Star Trek, lê quadrinhos/gibis/mangás/etc ou joga RPG. Isso pra mim é tão cultura pop quanto ler Crepúsculo ou curtir Lady Gaga. Gosto é gosto, cada um tem o seu (e tem gente que tem um defeituoso), não se pode entrar nesse mérito. Fazer coisas ditas "nerds" não faz de você um deles, e não fazer nada disso não te exclui como um potencial nerd.

A nerdice, pra mim, tem a ver com paixão, devoção até, com algo que use mais da massa cinzenta que o resto das atividades cotidianas. Fiquei confusa, né? Explico: nerd pra mim é quem tem orgasmos múltiplos e chega a ficar com lágrimas nos olhos quando finalmente entende o mecanismo de sinalização bioquímica de uma célula (né, Andrea?). Ou quem dá pulinhos de felicidade (mesmo que escondido, porque tem uma reputação a manter) quando descobre que foi a única que fechou a prova prática de Parasito, achando até coisas que as professoras não tinham visto (#soufoda). Nerd pra mim não é quem leu e entendeu Douglas Adams, mas quem lê uma média de 500 páginas/dia de um livro que gosta (seja ele qual for). Nerd pra mim é quem fala com emoção e brilho nos olhos (tal qual quem fala de um filho) de um livro, um filme, uma matéria da faculdade... nerdice é amor, gente!
Mas você sempre leu muito e sempre foi péssimo no colégio, você é um loser que precisa ter mais foco na sua vida, não um nerd.

Quanto ao estilo de se vestir: de novo, tem gosto pra tudo! E se camisas xadrez abertas, com uma camiseta escrito "Nerd Pride" por baixo e óculos grandes estão na moda, bem, é melhor que a moda da minha infância, concordam?




Vai dizer que você nunca usou conjuntinho de lycra?









PS 1 - Roupa xadrez não é nerd, é caipira. Mas é lindo e eu adoro, BTW.
PS 2 - A nerdice que está na moda é a que imita o PC Siqueira. Que preguiça, gente! Gosto muito dos vídeos dele e tal, mas essa internet está tomando proporções desastrosas!


UPDATE: a URL do meu blog é o nome (bio)químico de um neurotransmissor, e uma piadinha farmacêutica. O título, uma frase da Adélia Prado, que conheci quando li O Retorno e o Terno (Rubem Alves). Ainda vou tatuar "5-HT" e uma lemniscata (resta saber onde). Sim, do meu jeito, sou nerd. E não gosto de Star Trek.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Lar, doce lar.

Há alguns anos tive um lugar onde me sentia segura, onde eu poderia ser eu mesma. A esse lugar, denominei Casa (de fato era uma casa mesmo, de um tal de marechal Esperidião Rosa), e lá morei por 7 anos.
Lá descobri quem sou, me criei, cresci, amadureci...
Lá (ou por intermédio de lá) eu passei todos os momentos fantásticos da minha vida. Sabe aqueles momentos que dão um aperto na garganta quando a gente lembra? Pois é.
Lá descobri irmãos, amigos, companheiros... e mesmo aqueles que não se tornaram meus amigos de verdade fazem parte da minha história: dividiram comigo uma casa, afinal. Eram todos cúmplices da minha vida.
Mas, como todo filho, chegou a hora de dar adeus ao conforto de casa e viver sem aquela segurança. E, claro, como eu sou eu, me ferrei muito nesse tempo.
E mesmo mantendo meus irmãos mais íntimos comigo, nunca mais tinha me sentido tão segura comigo mesma, até esse sábado.
Reencontrar amigos é mágico, Mas reencontrar parceiros de vida, mesmo que não tão íntimos assim, é surreal!
E saber que eu pude, depois de tanto tempo, finalmente me libertar do estereótipo que tive que carregar fora de casa... ah, não consigo nem descrever.
Minha casa física não tenho mais, ela é de outros mais recentes que eu agora. Mas minha casa sempre será onde meus irmãos estiverem.

Amei encontrar vocês!