quarta-feira, 6 de julho de 2011

OK. Tem mais de um mês que não posto nada. Mas, pra ser sincera, me bateu aquele vazio literário, sabe? (Não que eu tenha exatamente um "literário completo", né...)
Me falta inspiração e acontecimentos relevantes o suficiente pra eu escrever algo com mais de 140 caracteres... enquanto isso, fico só no Twitter mesmo...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Orgulho... nerd?

Dizem no Twitter que ontem foi dia do orgulho nerd, e várias discussões sobre "nerds estão na moda", "você é poser, não é nerd" surgiram no caminho.
Foi realmente engraçado ver nerds da velha geração (que gostam de Star Wars desde sempre - coisa que sempre esteve na moda, afinal) defendendo seu direito sobre o nerdismo. O que é isso, meu deus? Se antes os nerds eram recriminados e hoje são populares isso deveria ser bom, certo?

Olha, já disse aqui que me descobri nerd quando conheci a Nerd, o mito. E, believe me, ninguém é mais nerd que ela (nem eu, por mais que ela goste de acreditar nisso). Porque nerd pra mim não é aquele que amou O Guia do Mochileiro das Galáxias, curte Star Wars e Star Trek, lê quadrinhos/gibis/mangás/etc ou joga RPG. Isso pra mim é tão cultura pop quanto ler Crepúsculo ou curtir Lady Gaga. Gosto é gosto, cada um tem o seu (e tem gente que tem um defeituoso), não se pode entrar nesse mérito. Fazer coisas ditas "nerds" não faz de você um deles, e não fazer nada disso não te exclui como um potencial nerd.

A nerdice, pra mim, tem a ver com paixão, devoção até, com algo que use mais da massa cinzenta que o resto das atividades cotidianas. Fiquei confusa, né? Explico: nerd pra mim é quem tem orgasmos múltiplos e chega a ficar com lágrimas nos olhos quando finalmente entende o mecanismo de sinalização bioquímica de uma célula (né, Andrea?). Ou quem dá pulinhos de felicidade (mesmo que escondido, porque tem uma reputação a manter) quando descobre que foi a única que fechou a prova prática de Parasito, achando até coisas que as professoras não tinham visto (#soufoda). Nerd pra mim não é quem leu e entendeu Douglas Adams, mas quem lê uma média de 500 páginas/dia de um livro que gosta (seja ele qual for). Nerd pra mim é quem fala com emoção e brilho nos olhos (tal qual quem fala de um filho) de um livro, um filme, uma matéria da faculdade... nerdice é amor, gente!
Mas você sempre leu muito e sempre foi péssimo no colégio, você é um loser que precisa ter mais foco na sua vida, não um nerd.

Quanto ao estilo de se vestir: de novo, tem gosto pra tudo! E se camisas xadrez abertas, com uma camiseta escrito "Nerd Pride" por baixo e óculos grandes estão na moda, bem, é melhor que a moda da minha infância, concordam?




Vai dizer que você nunca usou conjuntinho de lycra?









PS 1 - Roupa xadrez não é nerd, é caipira. Mas é lindo e eu adoro, BTW.
PS 2 - A nerdice que está na moda é a que imita o PC Siqueira. Que preguiça, gente! Gosto muito dos vídeos dele e tal, mas essa internet está tomando proporções desastrosas!


UPDATE: a URL do meu blog é o nome (bio)químico de um neurotransmissor, e uma piadinha farmacêutica. O título, uma frase da Adélia Prado, que conheci quando li O Retorno e o Terno (Rubem Alves). Ainda vou tatuar "5-HT" e uma lemniscata (resta saber onde). Sim, do meu jeito, sou nerd. E não gosto de Star Trek.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Lar, doce lar.

Há alguns anos tive um lugar onde me sentia segura, onde eu poderia ser eu mesma. A esse lugar, denominei Casa (de fato era uma casa mesmo, de um tal de marechal Esperidião Rosa), e lá morei por 7 anos.
Lá descobri quem sou, me criei, cresci, amadureci...
Lá (ou por intermédio de lá) eu passei todos os momentos fantásticos da minha vida. Sabe aqueles momentos que dão um aperto na garganta quando a gente lembra? Pois é.
Lá descobri irmãos, amigos, companheiros... e mesmo aqueles que não se tornaram meus amigos de verdade fazem parte da minha história: dividiram comigo uma casa, afinal. Eram todos cúmplices da minha vida.
Mas, como todo filho, chegou a hora de dar adeus ao conforto de casa e viver sem aquela segurança. E, claro, como eu sou eu, me ferrei muito nesse tempo.
E mesmo mantendo meus irmãos mais íntimos comigo, nunca mais tinha me sentido tão segura comigo mesma, até esse sábado.
Reencontrar amigos é mágico, Mas reencontrar parceiros de vida, mesmo que não tão íntimos assim, é surreal!
E saber que eu pude, depois de tanto tempo, finalmente me libertar do estereótipo que tive que carregar fora de casa... ah, não consigo nem descrever.
Minha casa física não tenho mais, ela é de outros mais recentes que eu agora. Mas minha casa sempre será onde meus irmãos estiverem.

Amei encontrar vocês!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Só pra não perder o costume...

Meu pai, esses dias, estava me explicando como chegar a um lugar X:
- Saindo do Hospital das Clínicas, você sobe uma rua com árvores e vira na av. Brasil. Já vai dar quase em cima do lugar X.
- Pai, a gente mora em Belo Horizonte. TODAS as ruas têm árvores...

E as minhas reações foram:

¬¬

...

oO

...

=)

...

XD

...

*-*


Todas as ruas aqui têm árvores!! *-* Amo essa cidade!!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Plano de fundo

Como vocês podem ver, dei uma mudada no plano de fundo do 5-HT... eu estou num clima de mudanças há um tempo já...
Por hora, fiquem com os lírios que eu peguei aqui e depois (quem sabe?!) eu coloco alguma coisa menos improvisada...

PS- até sinto o cheiro de lírios quando olho essa foto... AMO lírios!!

terça-feira, 29 de março de 2011

Hoje estou:( )Feliz( )Triste ( )Nervosa (x)Melhor nem perguntar!

Ando muito sem paciência. Não sei se foram os acontecimentos no HC que me deixaram puta chateada, ou se é só estresse e falta de sono. Mas não ando bem não...

Mas essa semana eu fui pra Sorologia (apesar de ainda ter que ficar na coleta nas primeiras horas do dia ¬¬), e espero (do fundo do coração) que isso mude meu humor.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Update rapidinho sobre assuntos aleatórios II

Passando só pra falar que eu adoro furar os outros e decidi: se minha vida de farmacêutica bioquímica não der certo vou virar piercinger (é assim mesmo que escreve? E essa palavra, afinal, existe? Mas vocês entenderam o que eu queria dizer, né?!) porque assim vou poder ter a cor, tamanho e estilo de unha/cabelo/roupa/tatuagem que eu quiser e ainda vou furar os outros pra sempre (por livre e espontânea vontade deles)... =D

Beijos.
#aham, Nathi, senta lá...


PS - Sério. Juro. Tirar sangue é legal!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Infelizmente... Brasil

A palavra que eu mais falo de 07:00 às 13:00 é "infelizmente":

"Infelizmente, eu não posso passar a senhora, que tem 70 anos, na frente (dessas outras 9.187.486.486 pessoas mais doentes que a senhora.)"
"Infelizmente o senhor não pode fazer seu exame hoje (e o senhor acordou 2 horas da manhã para vir da sua cidade no interior até aqui à toa.)"
"Infelizmente o sistema saiu do ar, por isso não podemos coletar seu sangue ainda, mesmo a senhora sendo deficiente (e nem pelas próximas 2 horas, quando o sistema deve voltar.)"
"Infelizmente, eu não posso te ajudar... (ninguém pode.)"
Itálico= coisas que eu queria falar...

É duro, ver tanta gente precisando de ajuda e não poder fazer nada. Gente que vem de longe fazer um exame de sangue simples (ou pior: faz uma viagem para fazer um exame de urina rotina, que é coisa boba de colher), mas não consegue. Gente que enfrenta uma fila enorme, na chuva e no sol, com fome, em pé, por mais de 3 horas, pra fazer um exame... e ninguém ali está completamente saudável e/ou tem condição financeira, ou não estaria ali!

O SUS? A proposta do SUS é excelente. Pena que não funciona.
O atendimento universal, integral, gratuito e igual a todos os cidadãos é uma proposta linda, pioneira (nem todos países têm assistência integral à saúde gratuita, mesmo dentre os de primeiro mundo) e recente (o SUS tem minha idade, pra quem não sabe. Nesse tempo, foram 6 presidentes, com diferenças marcantes na forma de governo entre alguns deles).

O SUS é um sistema complexo, composto de várias engrenagens, que precisam estar sincronizadas para a coisa funcionar. Mas, não é isso que acontece. O motivo? Vários. O principal é (falta de) dinheiro.
O sistema eletrônico é falho, quase primitivo, e muitas vezes a comunicação entre as várias engrenagens do sistema fica limitada. A verba é curta, não permitindo a adequação física dos locais de atendimento para a demanda enorme (se é pra todos, deveria dar pra atender a todos, certo?) A verba é apertada também para fornecer equipamentos avançados a várias instituições, limitando alguns atendimentos a locais específicos.
Até mesmo para itens de segurança (óculos de proteção, por exemplo) ou kits para exames simples a coisa é difícil: a burocracia de compra é um limitante, deixando profissionais e pacientes na mão.

Os funcionários? Mal pagos e com uma estrutura deplorável para trabalhar: não há a menor motivação.
Infelizmente, como em qualquer serviço (público), existem alguns profissionais que deixam a desejar: se o horário do funcionário é de 7h às 16h, ele CHEGA às 7-e-pouco, e não COMEÇA A TRABALHAR nesse horário. O resultado é um serviço que sempre começa atrasado, mas acaba impreterivelmente no horário descrito. Uma pessoa com um pouquinho menos de ética desanda o atendimento inteiro... imagina algumas pessoas assim!

O somatório desses fatores é a saúde que conhecemos... como falei, utópica: linda na idéia, mas que não funciona.

Talvez se fôssemos um povo menos acomodado, mais interessado em ajudar o próximo que dar nosso "jeitinho brasileiro" de fugir do batente, e com mais investimentos no sistema inteiro, tudo seria mais eficiente... e eu teria que falar menos "infelizmentes" ao longo do meu dia.