terça-feira, 27 de julho de 2010

Ao travesseiro

O travesseiro é o melhor conselheiro que podemos ter. Enquanto nele recostamos a cabeça pesada pelo cansaço, quente pelos problemas que surgiram ao longo do dia, ele, como o bom amigo que é, nos acolhe, nos acomoda, nos conforta, como o colo de uma pessoa querida, sussurrando histórias fantásticas em nossos ouvidos, nos levando a um mundo mágico onde muitas vezes várias questões (algumas inclusive que nós sequer ousamos levantar) são esclarecidas.
E mesmo que, quando finalmente despertamos, nós não nos lembremos de absolutamente nada do que nos foi dito, só a sensação de renovação proveniente da boa noite de sono já vale a sua companhia.
Ah, e não podemos esquecer sua participação crucial nas noites mal dormidas, nos dando apoio e conforto, tomando a forma de nossa cabeça confusa e muitas vezes também aparando as lágrimas que rolam sorrateiras por nosso rosto na calada da noite.
Por esses e por outros motivos, por sua presença singela, tão importante e ainda assim tão esquecida, venho a afirmar: os cães que me perdoem, mas é o travesseiro o melhor amigo do homem.


Escrevi isso há tanto tempo... descobri um site (http://www.archive.org/web/web.php) que recupera páginas perdidas na web, mesmo que elas tenham sido canceladas... aí peguei algumas coisas do meu blog de adolescente... essa entre elas...

sábado, 24 de julho de 2010

Sobre internet e auto-estima

Férias. E eu feliz aqui podendo ficar o quanto quiser na internet [momento apreveita amiga! mode: on]
Entao resolvi recuperar o tempo perdido e me inteirar da mais nova moda: os vlogs.
Bem legal, aliás... tem que ter muita cara pra filmar o que vc pensa (ficou parecendo que se filma um balão de pensamentos, tipo Turma da Mônica... mas deu pra entender) e colocar na web, e muito desprendimento pra simplesmente não ligar pro que comentam do seu vídeo...

Fiquei lembrando da época que os blogs viraram moda... todo mundo tinha, falava do que queria... aí foi passando... esfriou. Ainda muitos existem blog, alguns ótimos (vide o Champ, no link ali em cima), mas não é mais a super moda do momento...

Lembro também dos flog/fotologs... a mesma coisa dos videologs, mas com fotos (e, como todo Pokémon evolui, os flogs evoluíram para os álbuns do Orkut...)

Agora, opiniões e exposição na versão filmada...

Sabe, deu até vontade de fazer um desses... entrar pra essa nova comunidade, fazer parte de algo legal, ter minha opinião falada - literalmente - pra todos os cantos...

Maaas, melhor não, né?!

Afinal, não sou interessante, não tenho opinião sobre a maioria das coisas que são polêmicas (em geral, nem fico sabendo delas), não tenho algo legal pra falar, nem dicção boa, e nem sou cool o suficiente pra falar sobre algo assim, pra qualquer um ver. E, o mais importante: não tenho auto-estima o suficiente pra me expor dessa forma... eu não aguentaria críticas destrutivas me bombardeando...
Prefiro ser a fracassada sonhando ser reconhecida que ser reconhecidamente fracassada...




Outra coisa que me intrigou: como existem pessoas à toa na madrugada (eu inclusa, né...) e como as coisas são rápidas hoje...

O fato: eu tava de boa assistindo uns vídeos, aí o tal do Felipe Neto falou no twitter de um vídeo, de uma menina de 13 anos xingando ele. Até aí, normal... a menina colocou tosqueiras na web, falando mal da modinha do momento: só podia dar merda. O que me assustou, além da bombardeação de comentários do vídeo dela em, aproximadamente, 5 minutos (além do tempo do vídeo em si), foi que um comentário - sei lá como isso chama - do cara (#com13anos), em 16 minutos, já tava nos TT, com mais de 400 respostas...
Muito rápido... essas coisas estão vertiginosas, meu deus... fora de controle!

Eu fico tanto tempo bitolada com a faculdade que não vi quando o mundo atingiu a velocidade da luz... dá medo... o mundo vai engolir a gente...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sobre príncipes encantados, seleção natural e guerra dos sexos

Todo mundo falando de Crepúsculo... é tão engraçado a popularidade de assuntos torpes que a internet traz...
(Antes de tudo: os filmes são uma bosta. Fato. Quando eu me referir à saga, portanto, falo dos livros.)

Viciada em livros que sou, li os 4 "Crepúsculos", e ainda o dito quinto livro, que não foi terminado. Li bem antes de sair o filme, por pura falta de ter o que ler nas férias, aliada ao acesso (tava com os livros digitalizados e li no celular - pirataria mode: on).

E gostei muito. Porque, mesmo não sendo nenhuma obra-prima, me fez sentir adolescente de novo, com dúvidas amorosas, com o sonho de conhecer um cara perfeitinho, lindo, educado, cujo vocabulário é considerável e não inclui palavrões ou gírias toscas (mesmo que eu fale palavrões e gírias toscas), que toque um instrumento e dedique músicas pra mim, que dance, que faça com que eu me sinta atrapalhada, boba, mas ainda assim imensamente feliz... essas coisas de apaixonite adolescente, tão gostosas... *.*... (tá eu tenho o Felipe, mas não tô falando de um amor adulto e sim de um príncipe encantado juvenil...)

Mas, afinal, por que esse livro, que não é nenhum clássico da literatura internacional, faz tanto sucesso e causa tanta polêmica? A verdade é: toda mulher, de qualquer idade, sonha com um príncipe encantado, mesmo que ela não admita. O fato de Bella ser a personagem literária mais insossa com a qual já me deparei ajuda nesse quesito: "se essa menina sem graça nenhuma conseguiu encantar dois príncipes, eu consigo ter meu príncipe também, certo?"

O fato de que mulheres são difíceis de agradar e sempre sonham com o cara perfeito é fisiológico: cabe às fêmeas selecionar os genes que serão passados para geração futura. Assim, quanto mais perfeito o cara, melhor. Junte isso à imaginação humana e à humanidade em si, que (graças a deus) preza tanto quesitos físicos quanto comportamentais para seleção do parceiro e... pronto! Você tem a lenda do príncipe encantado montada.

Só que aí entram os homens enciumados e os estraga-prazeres – machos e fêmeas - de plantão, pra lembrar a gente que príncipes não existem. O que é bem frustrante, sabe?
Porque uma mulher precisa sim acreditar no final feliz pra topar dividir sua vida com um cara. Porque é muito mais fácil viver feliz sozinha que sofrer junto com alguém que deixa meias sujas por toda a casa... ela tem que sonhar com um príncipe encantado para querer ser mãe de família, se dedicar a um lar e ao trabalho ao mesmo tempo... pq isso é muito mais foda que ser uma solteira livre. Portanto, deixem que sonhem com príncipes, pelo bem da espécie!


O que me lembra de outra teoria que eu tenho: como homens não têm senso de cooperação (se a mulher é auto-suficiente eles ficam constrangidos, ou só acham que sua ajuda é desnecessária mesmo, e simplesmente não ajudam em nada a moça)... as mulheres (que dão conta do recado muito bem, obrigada) pagam de sexo frágil: eles têm que se sentir úteis para serem úteis. (Sei que existem várias exceções, mas mantenho meu direito de generalizar).

Uma coisa comprovada cientificamente: mulheres reclamam mais, mas toleram mais dor que os homens. (Tá, tenho que admitir também: em todas as espécies que conheço, as fêmeas, apesar de mais tolerantes a incômodos em geral, são muito mais barulhentas). Mas elas reclamam tanto por uma dorzinha besta justamente para parecerem frágeis, precisando de proteção masculina. Assim os machos se sentem fortes e todos ficam felizes...

Simples assim!

PS- "amor adulto" = achar ele um príncipe mesmo quando ele dá umas de ogro e deixa as meias espalhadas, arrota, ouve Racionais (só pra te irritar), dá tapinhas nada carinhosos no seu braço vacinado e coisas do gênero... =) ... te amo, Mô!

terça-feira, 20 de julho de 2010

F.S.A.

"Há um legado de conhecimento em cada ofício, fruto do trabalho de outros que vieram antes de nós. Trata-se de uma herança de ciência, ética e arte. Como aprendizes, buscamos a ciência de modo incansável. A ciência é uma fonte perene. Através de suas águas, tornamo-nos aptos para o trabalho a nós designado. Lidamos com a obra prima da criação divina, o que nos impulsiona a trabalhar sob os preceitos da ética. O dualismo entre o bem e o mal, inerente ao exercício da profissão, tenderá à virtude sempre que seguirmos os princípios morais de nosso ofício e arte. Sim, arte! Quem poderia aviar receita ao mais e ao menos sapiente dos homens valendo-se de linguagem própria à compreensão de cada um deles? Quem poderia triturar os pós, diluindo-os geometricamente e os tornar medicinais? Quem poderia, entre fórmulas e mecanismos químicos, avistar a recuperação da saúde? Não seria isto uma arte? Somos FARMACÊUTICOS! Façamos, pois, segundo a arte"!

Escolaridade: superior completo

Para tudo!
Deixa eu entender:

Vc passa uma vida pensando numa prova, um ano se preparando pra ela, algumas horas fazendo, alguns meses esperando o resultado e, pronto: vc passou no vestibular.

Com 17 anos vc já tem a responsabilidade de decidir seu tão falado futuro profissional. E decide fazer Farmácia. Foi a escolha certa? Vai saber... só saberia se tentasse...

Um semestre depois começa o curso. No começo, todos são superamigos, vão pro Real toda sexta-feira, pra graminha do ICB todo dia depois do almoço. Conversam na aula, conversam no almoço, conversam em todo lugar, com todo mundo. Fazem churrascos atrás de churrascos, vão em todas calouradas. É uma turma. 66 amigos. E isso não dura nem um semestre...

E assim continua a faculdade... apanhando de Cálculo, ganhando pontos de presente do professor pra passar em Físico-Química, dando sangue pra ir bem em Orgânica...

Conhece gente nova, gente boa, gente engraçada, gente mala, gente de tudo quanto é tipo.

Faz amigos e perde amigos. Conhece um cara, começa a namorar, e continua namorando.

Entre trancos e barrancos, entre professores ótimos e picaretas, entre notas altas e ridículas, acaba o ciclo básico. Agora sim, estudar farmácia, na Farmácia.

E tudo continua do mesmo jeito: conhecendo e desconhecendo pessoas, tomando nabas e brilhando nas provas, namorando, entrando e saindo de estágios...

Quando vc assusta, se passaram 4 anos (PUTAMERDA, 4 anos!!!) desde aquele primeiro dia, na palestra que deveria estar sendo assistida na reitoria... e vc formou. Ainda sem saber se foi a escolha certa. Ainda se surpreendendo com as pessoas que passaram 4 anos com vc (é engraçado como vc conhece as pessoas mesmo sem ser de fato íntimo delas...). Ainda sem saber o que fazer do futuro. Vc é farmacêutico, quer vc tenha sonhado com isso, quer não.

Então, é isso?! É assim que a gente se sente quando formado? O mesmo "e depois da formatura?!" que vc sentia antes, só que com mais urgência? A vontade de não crescer, de voltar a ser calouro? (pensando bem, pra passar pr aquilo tuuuudo de novo?! Melhor não, hein...)
Depois de uma batalha espartana, como disse a sábia Karol (=D), vc tem superior completo... e agora?!

Bem agora, como decidiu que não quer isso mesmo, vc faz uma habilitação. Pelo menos Bioquímica é legal (muito legal!! =D). Pelo menos te dá base pra ser que vc cismou de ser. E pelo menos adia mais um ano a sensação de "é, AGORA fudeu!" que bate depois da formatura...

E esse foi o começo do fim...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

sábado, 19 de junho de 2010

Oração dos estressados

Senhor, dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as coisas que não posso aceitar, e sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas que eu tiver que matar por estarem me enchendo o saco.

Também, me ajude a ser cuidadoso com os calos em que piso hoje, pois eles podem estar diretamente conectados aos sacos que terei que puxar amanhã.

Ajude-me, sempre, a dar 100% de mim no meu Trabalho… 12% na segunda-feira, 23%, na terça-feira, 40% na quarta-feira, 20% na quinta-feira, 5% na sexta-feira.

E… Ajude-me sempre a lembrar, quando estiver tendo um dia realmente ruim e todos parecerem estar me enchendo o saco, que são necessários 42 músculos para socar alguém e apenas 4 para estender meu dedo médio e mandá-lo para aquele lugar…

Que assim seja!!!

Luiz Fernando Veríssimo

sexta-feira, 28 de maio de 2010

É... dois meses se passaram desde o último post... e nada mudou desde então...
O curso tá pesado, muito pesado...e com mais dois estágios, simplesmente não sobra tempo pra mais nada (nem estudar... dá até vergonha de olhar pro professor depois de fazer prova do jeito que eu to fazendo...)
Vida pessoal? O que é isso? Deixei de ir na dança do CM pra estudar, deixei de ver o Felipe pra estudar... (e, admito, deixei de estudar pra dormir essa semana). No meu aniversário? Tive aula, trabalhei e fui pra uma palestra de noite. No sábado anterior à data querida teve festa surpresa... a qual deve ter sido bem simples de idealizar, já que não precisaram sumir comigo: eu estaria num curso até as 18 horas (que na verdade foi até 17hs, pra desespero dos organizadores!! =D )
E, sabe qual a pior parte? Eu estou até me acostumando com essa vida de gente grande!
Apesar de realmete não estar indo muito bem na faculdadde, eu tô dando conta, sabe...
Dizem que trabalhar é pior que estudar, mas é mentira: vou pros estágios, faço o que deve ser feito e, quando vou embora, deixo lá a estagiária... tiro ela junto com o jaleco... Estudante se é até de pijama, ralando até 2hs da manhã pra prova do dia seguinte...
Eu tô doida pra deixar a estudante no caderno, na estante, na bolsinha de lápis... esquecer dela por um tempo e pensar só na profissional-jaleco... doida pra formar, pra ganhar $, pra virar alguém, pra ter que me preocupar se vai dar pra pagar as contas... com 22 anos, tô a fim de virar gente...
Maaaaaaaaaaaasss.. como tem prova de chatoisótopos radioisótopos na segunda, vou lá organizar meu material pra estudar (no domingo, pq sábado tenho um curso também...)

Bjim!