...de hoje
Só tinha aula 09:30 (não to tendo aula direito essa semana pq tá tendo concurso pra professor lá na faculdade, e meus professores estão enrolados com isso), então marquei com o Mô de passar na casa dele antes da aula pra contar direito o que houve ontem. Acordei quase 08:20. Arrumei. Não deu tempo de conversar direito com Mô. Contei a versão resumida do meu dia fudido dando carona pra ele pra academia. Cheguei na aula meio atrasada. A aula foi uma perda de tempo. Acabou 10:30. Liguei pra professora do ICB pra marcar outra reunião. Ela tinha uma reunião fora hoje, já estava de saída. Marquei pra amanhã, 10hs, pq também não vou ter aula. Passei na Araújo que eu fui alocada (na Antônio Carlos, super ótima pra mim) pra conversar com a farmacêutica, explicar pq não fui ontem e talz. Ela é uma gracinha. Descobri que me alocaram num horário errado: ela só fica lá até as 17hs, e eu tenho que COMEÇAR o estágio no mínimo às 17 horas (e não posso ficar na loja sem farmacêutico). Descobri que as únicas lojas que têm vaga de noite são: BH Shopping, Belvedere, Diamond e Silviano Brandão. Perguntei se não tinha nenhuma outra meeeesmo. "Ah, tem no Shopping Norte". Liguei pra lá mas só dá ocupado. Se não der pra ir pra lá, FUDEU. Fiquei desesperada.
Pára o mundo que eu quero descer!!!!!!!!!!!!!!!
terça-feira, 23 de março de 2010
Um resuminho...
...do dia de hoje:
Acordei cedo, depois de dormir mal, chateada com o Mô. Tomei banho, me arrumei, fui pra aula (sem tomar café direito, pq tava sem fome). Atrasei porque um babaca resolveu estragar o carro bem na junção orla da Pampulha-Antônio Carlos (um trechinho que só passa um carro...) e peguei a aula de Imuno (que não é exatamente simples) andando. Passei a manhã inteira aérea, ainda por estar chateada com o Mô. Tentei ligar pra professora do ICB pra desmarcar com ela a reunião que eu tinha pq tinha que assinar um contrato da Araújo no centro, e não consegui. Pedi pra minha mãe fazer isso pra mim. Depois da aula o Mô me ligou. Fui pra casa, engoli a comida e subi pra casa dele pra conversar. A gente fez as pazes - de novo (a gente se ama, não tem jeito...) Fui pra Araújo. Depois de ficar de molho lá um bocadinho recebi os documentos e a notícia que eu deveria começar já hoje. Desci pra loja com meus coleguinhas, fiz uma horinha lá. Cogitei de passar o RH e mudar meu horário pra uma hora mais tarde, fui até a portaria do prédio, mas desisti (já eram umas 15:30, eu deveria estar na loja da Antônio Carlos às 17hs se eu não conseguisse mudar o horário, e como ser atendido no Rh demanda paciência, deixei pra lá). Saí do prédio da Araújo e peguei meu celular pra ver as horas. Disquei o número da minha mãe pra avisar pra ela que eu ia pegar o carro em casa, então poderia pegar ela no cursinho. Apertei o botão verde de "liga", me dirigindo para uma loja próxima para poder falar. Olhei pra frente. Vi um cara me encarando e, em segundos, puxando meu celular e saindo correndo (só com o visor na mão, o resto ficou na minha mão). Saí correndo atrás dele. Quase peguei. Gritei "pega ladrão". O povo na rua chutou ele. Ele jogou o visor no chão. Eu peguei o visor e (nervosa e crente que ele tinha fugido) desabei numa lanchonete. Vieram me buscar, pois tinham pego o cara e eu precisava fazer o BO. Nenhuma testemunha queria testemunhar. Então eis que passa o Diego, um cara que fez cursinho comigo e que eu não via há uns 3 anos. Ele topou testemunhar pra mim. Fomos pra delegacia. A delegacia não podia pegar o cara, então eles tinham que ir pra outra delegacia (no Floresta). Recusamos a carona (na viatura junto com o ladrão), comemos algo e fomos pra outra delegacia. A pé. Na chuva. Chegamos lá por volta das 17:40. O Diego ficou me contando o que ele fez nos últimos três anos (muita coisa legal!!!!!!!!). Fomos chamados para depor quase às 21hs. Saímos da delegacia por volta das 22hs. A mãe do ladrão tava lá. Os PMs que fizeram o BO (e que foram MUITO bonzinhos com a gente o tempo todo) nos deram uma carona pro centro. Peguei meu ônibus. Fiquei do centro até em casa tentando montar meu celular. Não consegui. Cheguei em casa quase 23:30, repeti a história pra todos. Todos se arrumaram pra dormir, mas eu não consegui dormir. Vim escrever esse post.
Saldo do dia: chateação + aula chata + burocracia + assalto + encontrar antigos amigos em situações inoportunas, sendo assalto = (meio celular + meio celular ≠ celular), = p***quep****
PS- Diego, nunca vou conseguir te agradecer o suficiente por entrar nessa roubada comigo (com o perdão do trocadilho)
Acordei cedo, depois de dormir mal, chateada com o Mô. Tomei banho, me arrumei, fui pra aula (sem tomar café direito, pq tava sem fome). Atrasei porque um babaca resolveu estragar o carro bem na junção orla da Pampulha-Antônio Carlos (um trechinho que só passa um carro...) e peguei a aula de Imuno (que não é exatamente simples) andando. Passei a manhã inteira aérea, ainda por estar chateada com o Mô. Tentei ligar pra professora do ICB pra desmarcar com ela a reunião que eu tinha pq tinha que assinar um contrato da Araújo no centro, e não consegui. Pedi pra minha mãe fazer isso pra mim. Depois da aula o Mô me ligou. Fui pra casa, engoli a comida e subi pra casa dele pra conversar. A gente fez as pazes - de novo (a gente se ama, não tem jeito...) Fui pra Araújo. Depois de ficar de molho lá um bocadinho recebi os documentos e a notícia que eu deveria começar já hoje. Desci pra loja com meus coleguinhas, fiz uma horinha lá. Cogitei de passar o RH e mudar meu horário pra uma hora mais tarde, fui até a portaria do prédio, mas desisti (já eram umas 15:30, eu deveria estar na loja da Antônio Carlos às 17hs se eu não conseguisse mudar o horário, e como ser atendido no Rh demanda paciência, deixei pra lá). Saí do prédio da Araújo e peguei meu celular pra ver as horas. Disquei o número da minha mãe pra avisar pra ela que eu ia pegar o carro em casa, então poderia pegar ela no cursinho. Apertei o botão verde de "liga", me dirigindo para uma loja próxima para poder falar. Olhei pra frente. Vi um cara me encarando e, em segundos, puxando meu celular e saindo correndo (só com o visor na mão, o resto ficou na minha mão). Saí correndo atrás dele. Quase peguei. Gritei "pega ladrão". O povo na rua chutou ele. Ele jogou o visor no chão. Eu peguei o visor e (nervosa e crente que ele tinha fugido) desabei numa lanchonete. Vieram me buscar, pois tinham pego o cara e eu precisava fazer o BO. Nenhuma testemunha queria testemunhar. Então eis que passa o Diego, um cara que fez cursinho comigo e que eu não via há uns 3 anos. Ele topou testemunhar pra mim. Fomos pra delegacia. A delegacia não podia pegar o cara, então eles tinham que ir pra outra delegacia (no Floresta). Recusamos a carona (na viatura junto com o ladrão), comemos algo e fomos pra outra delegacia. A pé. Na chuva. Chegamos lá por volta das 17:40. O Diego ficou me contando o que ele fez nos últimos três anos (muita coisa legal!!!!!!!!). Fomos chamados para depor quase às 21hs. Saímos da delegacia por volta das 22hs. A mãe do ladrão tava lá. Os PMs que fizeram o BO (e que foram MUITO bonzinhos com a gente o tempo todo) nos deram uma carona pro centro. Peguei meu ônibus. Fiquei do centro até em casa tentando montar meu celular. Não consegui. Cheguei em casa quase 23:30, repeti a história pra todos. Todos se arrumaram pra dormir, mas eu não consegui dormir. Vim escrever esse post.
Saldo do dia: chateação + aula chata + burocracia + assalto + encontrar antigos amigos em situações inoportunas, sendo assalto = (meio celular + meio celular ≠ celular), = p***quep****
PS- Diego, nunca vou conseguir te agradecer o suficiente por entrar nessa roubada comigo (com o perdão do trocadilho)
domingo, 21 de março de 2010
Tomara
Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais
Ostra feliz não faz pérola
Ostras são moluscos, animais sem esqueletos, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, de pingos de limão, com arroz, paellas, sopas. Sem defesas - são animais mansos - seriam uma presa fácil dos predadores.
Para que isso não acontecesse a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem.
Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras, muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostras felizes porque de dentro de suas conchas, saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário... Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste... As ostras felizes riam dela e diziam: "Ela não sai da sua depressão..." Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado dentro da sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor.
O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de sua aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava o seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho - por causa da dor que o grão de areia lhe causava.
Um dia passou por ali um pescador com seu barco. Lançou a sua rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-a para sua casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras, de repente seus dentes bateram num objeto duro que estava dentro da ostra. Ele tomou-a em suas mãos e deu uma gargalhada de felicidade; era uma pérola, uma linda pérola. Apensa a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele tomou a pérola e deu-a de presente para a sua esposa. Ela ficou muito feliz...
Ostra feliz não faz pérolas. Isso vale para as ostras,e vale para nós, seres humanos.
As pessoas que se imaginam felizes simplesmente se dedicam a gozar a vida. E fazem bem. Mas as pessoas que sofrem, elas têm de produzir pérolas para poder viver. Assim é a vida dos artistas, dos educadores, dos profetas. Sofrimento que faz pérola não precisa ser sofrimento físico. Raramente é sofrimento físico. Na maioria das vezes são dores da alma.
Rubem Alves
Para que isso não acontecesse a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem.
Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras, muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostras felizes porque de dentro de suas conchas, saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário... Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste... As ostras felizes riam dela e diziam: "Ela não sai da sua depressão..." Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado dentro da sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor.
O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de sua aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava o seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho - por causa da dor que o grão de areia lhe causava.
Um dia passou por ali um pescador com seu barco. Lançou a sua rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-a para sua casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras, de repente seus dentes bateram num objeto duro que estava dentro da ostra. Ele tomou-a em suas mãos e deu uma gargalhada de felicidade; era uma pérola, uma linda pérola. Apensa a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele tomou a pérola e deu-a de presente para a sua esposa. Ela ficou muito feliz...
Ostra feliz não faz pérolas. Isso vale para as ostras,e vale para nós, seres humanos.
As pessoas que se imaginam felizes simplesmente se dedicam a gozar a vida. E fazem bem. Mas as pessoas que sofrem, elas têm de produzir pérolas para poder viver. Assim é a vida dos artistas, dos educadores, dos profetas. Sofrimento que faz pérola não precisa ser sofrimento físico. Raramente é sofrimento físico. Na maioria das vezes são dores da alma.
Rubem Alves
Soneto a quatro mãos
Tudo de amor que existe em mim foi dado.
Tudo que fala em mim de amor foi dito.
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.
Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito.
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.
Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.
Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.
Vinícius de Moraes & Paulo Mendes Campos
Tudo que fala em mim de amor foi dito.
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.
Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito.
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.
Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.
Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.
Vinícius de Moraes & Paulo Mendes Campos
A Maldição da Profissão Farmacêutica....
Conta a lenda que quando Deus liberou para os homens o conhecimento sobre medicina e medicamentos, determinou que aquele "SABER" ficaria restrito a um grupo muito pequeno e selecionado.
Entretanto, nesse pequeno grupo, onde todos se consideravam "semi-deuses", já havia aquele que trairia as determinações divinas... Foi aí que o pior aconteceu! Deus, bravo com a traição resolveu fazer valer alguns mandamentos:
1º Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental.
2º Não verás teu filho crescer.
3º Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga.
4º Terás gastrite, se tiveres sorte. Se for como os demais terás úlcera.
5º A pressa será teu único amigo e as suas refeições principais serão os lanches, as pizzas e o china in box.
6º Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos.
7º Tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes 5 anos de trabalho;
8º Dormir será considerado período de folga, logo, não dormirás.
9º Trabalho será teu assunto preferido, talvez o único.
10º As pessoas serão divididas em 2 tipos: as que entendem de remédio e as que não entendem. E verás graça nisso.
11º A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não te farás mais efeito.
12º Happy Hours serão excelentes oportunidades de ter algum tipo de contato com outras pessoas loucas como você.
13º Terás sonhos, com remédios, e não raro, resolveras problemas de trabalho neste período de sono.
14º Exibirás olheiras como troféu de guerra.
15º E, o pior... Inexplicavelmente gostarás de tudo isso!!!
Entretanto, nesse pequeno grupo, onde todos se consideravam "semi-deuses", já havia aquele que trairia as determinações divinas... Foi aí que o pior aconteceu! Deus, bravo com a traição resolveu fazer valer alguns mandamentos:
1º Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental.
2º Não verás teu filho crescer.
3º Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga.
4º Terás gastrite, se tiveres sorte. Se for como os demais terás úlcera.
5º A pressa será teu único amigo e as suas refeições principais serão os lanches, as pizzas e o china in box.
6º Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos.
7º Tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes 5 anos de trabalho;
8º Dormir será considerado período de folga, logo, não dormirás.
9º Trabalho será teu assunto preferido, talvez o único.
10º As pessoas serão divididas em 2 tipos: as que entendem de remédio e as que não entendem. E verás graça nisso.
11º A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não te farás mais efeito.
12º Happy Hours serão excelentes oportunidades de ter algum tipo de contato com outras pessoas loucas como você.
13º Terás sonhos, com remédios, e não raro, resolveras problemas de trabalho neste período de sono.
14º Exibirás olheiras como troféu de guerra.
15º E, o pior... Inexplicavelmente gostarás de tudo isso!!!
quarta-feira, 17 de março de 2010
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